Comic Con Experience 2015 por Leonardo

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Épico talvez seja uma palavra muito forte, mas que foi grandioso pra cacete, foi.

Neste domingo, eu e Dona Quelônia comparecemos à Comic Con Experience, o hoje maior evento de cultura pop da América Latina e a prova de que mesmo quem não gosta do Omelete tem que dar o braço a torcer sobre eles darem uma dentro.

Nós fomos no domingo – sobre quinta e sexta, reclamem posts com o Sorg e o Eunuco. Sábado ninguém foi porque eu levei eles para fazer turismo na Santa Ifigênia – e basicamente cagamos para todos os painéis. Não temos mais idade para ficar horas em uma fila e não pagamos caro para fazer isso.

Eu sou rica, mas velho e cansado

Então comecemos com o que tinha de bom. O Artist Alley estava enorme. Grande mesmo, maior que o do ano passado que já foi imenso. Mais de 200 artistas – considerando que vários dividiam mesas – divulgavam e vendiam seus trabalhos. Mais importante, as pessoas tinham o ímpeto de conhecer e comprar, um espírito muito legal que eu tenho visto crescer conforme frequento esses eventos. Aqueles mais conhecidos contavam com o carinho dos fãs, mas mesmo os mais desconhecidos conseguiam tirar bom proveito do evento. Tinha muita gente para gastar dinheiro.

Muita. Gente.
Muita. Gente.

Os estandes centrais estavam grandiosos. Por centrais, entenda todos os que não estavam encostados nas paredes do pavilhão – esses eram menores, mas ainda assim cheios de material. Já os grandes contavam com Netflix, Warner, Sony, 20th Century Fox, todos exibindo material próprio e com muitas atrações. Lá eu assisti trailers de Guerra Civil e Esquadrão Suicida com cenas que ainda não tinha visto, material de diversos filmes e séries (aliás, spoiler: Batman tem granadas de kryptonita contra o Superman. elas estavam em exposição) e dona Quelônia chegou a tirar uma foto em cima de uma casinha do Snoopy. Claro, havia alguns problemas – um palco com pessoas fantasiadas dos personagens de Alvin e os Esquilos perto de um distorcedor de voz para as pessoas cantarem com aquelas vozinhas irritantes me faz pensar que a Warner pensa que o público do evento tem uma média de 3 anos de idade, mas ok, vá lá.

Para a galera que gosta de bonequinhos, o lugar era uma perdição. Tudo caro, mas eles são caros normalmente, então não tinha muita novidade. Pizii Toys, Toy Show, Limited Edition, todas lá com muito, mas muito material legal. Tinha tanta coisa a mostra que a vontade era de pegar o possível e sair correndo. Estátuas adornavam a maioria das lojas, com o Pizii Toys tendo a desfaçatez de exibir um Hulk e uma Hulkbuster em escala 1:1.

Ainda sobre os estandes: lembram que falei de filas? Pois é, vários deles também tinham. Enormes. eu não entrei em vários por conta disso, e francamente não tinha muito por onde, o número de visitantes era colossal. Alguns estandes, mesmo enormes, simplesmente não suportavam o número de pessoas interessadas.

Falando em enorme, assim era a praça de alimentação. Eu fui comer por volta das 13 horas e não tive problemas para achar uma mesa, mesmo estando muito cheio. Apenas esperamos bastante para conseguir comer porque a dona Quelônia FEZ QUESTÃO DE QUERER COMIDA NO ÚNICO LUGAR QUE OBVIAMENTE IA DEMORAR PARA CACETE. Ainda assim comemos até morrer como bons gordos por 50 dinheiros, sedo que nosso pedido podia alimentar 4 pessoas fácil. Muita gente reclamou dos preços, mas as opções eram naturalmente caras mesmo fora dali. Eles iam fazer o que, chamar algum podrão da esquina? Também não tivemos problema para conseguir água gelada, mas sei que no sábado isso foi um problema, porque tinha ainda mais pessoas no evento.

Agora, alguns pontos merecem ser mencionado. O ar-condicionado é um deles. Todo mundo, sem exceção, reclamou. Os artistas, principalmente, atrás de mesas, em espaços apertados, com um batalhão de pessoas à volta deles. Isso não chega a ser um problema da organização do evento e sim de quem mantém a infraestrutura do Espaço Imigrantes, mas simplesmente não dá. Pessoas vão começar a passar mal lá – vide o FIQ.

Outra coisa que muita gente reclamou foi a organização da entrada das pessoas nos painéis. Muita gente queria ver um sujeito que ia entrar às 17 horas, mas se enfiava nos auditórios às 8, tomando o lugar de quem queria ver todos os outros painéis antes. Isso até gerou uma saia justa com o pessoal de Jessica Jones, com o Érico Borgo pedindo que saíssem do palco depois de apenas uma pergunta. Eu francamente acho que deveriam implantar um sistema de senhas similar ao do FIQ: 2 horas antes do evento você pega a sua, e apenas a sua. Não sei se resolveria em uma situação com tanta gente, mas deve ser melhor que o sistema atual.

Teve gente que reclamou que teve que andar muito das catracas/estacionamento até a entrada do evento. À essas pessoas digo: vão à merda. Todo o Espaço Imigrantes está em obras e houve um cuidado para que todo mundo ficasse na sombra e não pisasse em água até onde fosse possível. Sem dizer que vocês andaram muito mais lá dentro, então não encham o saco. Finalmente, teve um incidente envolvendo o pessoal do Pânico que levou ao banimento deles de qualquer outro evento do Omelete. A essa hora vocês devem estar carecas de saber, pois xingaram muito no Facebook, então talvez eu fale do assunto em outro post. Ou não.

No mais, foi sensacional. Sidney Gusman anunciou com Maurício de Souza um filme live action de Laços, dos irmãos Cafaggi. Nos divertimos muito com nossos amiguinhos da tirinhosfera, Wesley Samp, Fábio Coala e senhora Coala, Rafael Marçal, Digo Freitas, Marcos e Gisele Noel. Dona Quelônia ficou no maior trelélé com Bianca Pinheiro, autora de Bear e da vindoura MSP solo da Mônica (segundo ela, somos os salvadores dos quadrinhos nacionais brasileiros). Revimos nosso chegas Daniel HDR, que estava mais rouco que as irmãs da Marge Simpson, e tomamos um gole de uma das cervejas da banda das Velhas Virgens com guitarrista Alexandre Cavalo, que é escritor e tinha uma mesa no Artist Alley.

Além de tudo, dona Quelônia conseguiu desenhos no seu sketchhbook de gente que realmente importa: Senhora Coala e Senhora Valente. Notem o traço arrojado, o domínio da técnica, e morram de inveja.
Além de tudo, dona Quelônia conseguiu desenhos no seu sketchhbook de gente que realmente importa: Senhora Coala e Senhora Valente. Notem o traço arrojado, o domínio da técnica, e morram de inveja.

Agora, como eu sei que a maioria de vocês nem leu e veio pro fim do texto esperando cosplays… tá bom, vá lá:

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