Hail Money, digo, Hydra!

Salve, salve, caros Enxutos e Enxutetes. A Marvel pegou gosto pelas polêmicas e, após a fase “superior” Homem Aranha e Tony Pinga, a última moda agora é mexer no background de um dos ícones da editora: o Capitão América. Vamos aos spoilers desta polêmica edição?

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A história é apresentada com duas narrativas em paralelo. Uma no passado, mais precisamente em 1926, e outro no momento atual. No passado, Mamãe Rogers se defronta com Papai Rogers no meio da rua. Papis está bebum e vai tirar satisfação da mulher por ciúme, tudo isso defronte do pequeno Steve. Quando ia para as vias de fato, eis que surge Elisa Sinclair e defende a honra de mamis. Papo vai, papo vem, Sinclair leva mamis e filho Rogers para um jantar e a conversa toma um rumo inesperado, sempre com a mulher afirmando que Steve teria um futuro brilhante e seria lembrado por seus feitos. Ao fim e ao cabo, Elisa leva os dois para casa, mas deixa um bilhete para que ambos participassem de um grupo muito especial…

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No presente, o Capitão América se defronta com seu novo escudo e um novo mundo. O Caveira retorna aos USA e passa a convocar pessoas menos favorecidas em sua causa. Assim é narrada a história de um jovem pobre norte-americano que encontra no fanatismo ‘ariano’ uma forma de se enquadrar em uma realidade melhor que a sua. Desta feita, a Hydra toma um trem, pretendendo explodi-lo. O Capitão, com ajuda de Jack Flag e Free Spirit, consegue evitar o pior, mas não salva o jovem que, assim como os terroristas muçulmanos, se explode, destruindo somente a ‘locomotiva’ vazia.

Recomendação do Sorg

A história prossegue apresentando a SHIELD caçando o Barão Zemo após os eventos de Pleasen Hill (que culminaram com o ‘cubo vivo’ rejuvenescendo o Rogers). É exposta uma rixa entre as visões da Hydra entre Zemo e Caveira, sendo que o primeiro está em dificuldades em retomar o controle e o apoio da marginalia. O mascarado está de posse do Dr. Selvig na ânsia de conseguir descobrir onde se encontra o tal cubo. Por fim, a SHIELD descobre sua localização e manda os três heróis ao seu encalço. Spirit e Flag ficam com os capangas, enquanto Rogers luta com Zemo e acaba levando a pior, sendo enganado em uma luta dentro de um mini aeroplano do vilão. Zemo fica próximo a vitória ao ter a sua mercê o Rogers dependurado no compartimento de carga. No momento critico, Flag consegue sair dos capangas, entra no avião e impede Zemo de derrubar o Capitão.

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Rogers, então, não se mostra feliz, mas sim pesaroso pelo salvamento. Diante de um atônito Flag, o agarra e o joga do avião. A hq termina com a frase mais polêmica da última semana….

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Comecemos as análises pelos rabiscos de Jesús Saiz. Em linhas gerais é um bom traço, com fluidez interessante e um pouco ‘sujo’. Detalhes interessantes e cores um pouco chapadas, mas nada que comprometa. Um traço ok, sem grandes nuances, mas que joga mais a favor do que contra.

Sobre o enredo de Nick Spencer… vou dividir em duas etapas. A técnica foi boa. Ao usar as histórias em paralelo, apesar de já saber de toda a polêmica, consegue prender a atenção, mesclando bem ação e ‘reflexão’. Explora de forma bem satisfatória o discurso de direita pela ‘boca’ do Schmidt, refletindo mesmo que a História da humanidade se repete. Atores diferentes para um mesmo filme, apenas com pequenas mudanças de roteiro. Fala-se do movimento migratório da Europa atual e a crise, além do impacto no cotidiano dos menos favorecidos nos USA e como isso pode influenciar um radicalismo, mesmo na terra do Tio Obama.

O problema, para variar, é a polêmica vazia que sabemos não levar a lugar nenhum. O Capitão Hydra só faz sentido como sendo uma anomalia temporal ou algo que o valha. Não digo que macula o ‘símbolo’ americano, entretanto foge totalmente ao espírito do personagem. Veremos qual será a desculpa para daqui uns 18 meses voltar ao status original… por enquanto, a Marvel segue o mantra Hail Money!

Nota 5,0 de 10

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