Mais empresas tradicionais se incomodam com a concorrência dos aplicativos e seus novos serviços revolucionários.

Olá, Enxutos que são “old school” e torcem o nariz para as modernidades.

Vocês se lembram de toda aquela confusão, recentemente causada entre os taxistas e o aplicativo Uber, que oferece um serviço mais barato de caronas pagas, feito por motoristas cadastrados no app?

BWAHAHAHAHAHAHA!
BWAHAHAHAHAHAHA!

Então, outras empresas brasileiras, que oferecem TV por assinatura, estão se sentindo ameaçadas pelo serviço de streaming de séries e filmes de empresas feito a Netflix e a Amazon e, em vez de criarem um serviço próprio para competir com isso, elas tentam dificultar o avanço dessa nova forma de se consumir conteúdo áudio-visual.

A ausência de uma regulação específica causa preocupação a eles, pois acreditam que os OTTs (serviços que usam redes de outras operadoras para entregar conteúdo) concorrem de forma desleal com canais e operadoras de TV por assinatura.

QUEM NUNCA?
QUEM NUNCA?

Durante um painel, no congresso da ABTA (Associação Brasileira de TV por assinatura), nesta quinta-feira (06/08), executivos apontaram para a necessidade de se tomar alguma medida para reverter esse quadro. Para Bernardo Winik, da Oi TV, o atual sistema prejudica as operadoras, que investem na rede de internet para dar conta da demanda por vídeos:

“A gente tem todas as obrigações, toda a regulação em cima, e o OTT está livre leve e solto. Cabe às operadoras todo o investimento para suportar a demanda de vídeos. E do outro lado você tem alguém que está colhendo alguns frutos dessa cadeia de valor. Precisamos de uma solução rápida, porque as operadoras estão pressionadas. A gente não pode ir contra a maré. O consumidor está consumindo, está exigindo isso. Mas o equilíbrio dessa cadeia de valor é fundamental. De outra forma, a gente não vai ter fôlego para manter o nível de investimento.”

Recomendação do Sorg

Rafael Sgrott, da Vivo, ressaltou que as diferenças entre o serviço de TV por assinatura e os de streaming se expressa na cobrança de impostos e nas obrigações que as empresas têm de cumprir para com o governo brasileiro:

“O concorrente não está preocupado com o ICMS, porque não paga ICMS. Se há um desequilíbrio, seja por uma regra tributária, seja por regulações, precisa ser corrigido. Tenho que executar x relatórios para comprovar minha qualidade, mas tem uma pessoa na Califórnia que não pensa em nada disso, só em performance e em como melhor atender o cliente”.

Os pedidos por regulação a serviços como o Netflix vem dois dias após o presidente da ANCINE, Manoel Rangel, dizer à “Folha de São Paulo” que pretende criar um regulamento para a categoria. Ao site UOL, Rangel disse que a agência acompanha de perto essa nova categoria e que esses serviços também devem apresentar conteúdo nacional e gerar receitas para o país:

“O cidadão deseja ter acesso a esse serviço, nós entendemos que ele é relevante como o serviço de TV por assinatura, a TV paga e a exibição cinematográfica. E entendemos que eles coabitam, eles convivem. Competem, mas convivem. E são mais possibilidades para nós com cidadãos. Então a agência acompanha. E nós entendemos que nele deve existir a mesma coisa que existe em todos os outros. Esses serviços devem gerar empregos no Brasil, devem gerar riqueza no Brasil, devem entregar um serviço de qualidade e devem entregar conteúdo brasileiro ao lado de toda a programação internacional. Nós acreditamos nisso e a agência trabalha para que seja assim.”

Mas tem quem vê além da concorrência dos serviços por streaming. Na avaliação de Flávia Hecksher, da Globosat:

“É um concorrente que concorre de maneira desleal, porque tem vantagens reguladoras claras. Mas é um concorrente que fez a gente aprender. Ele está ensinando coisas, como a simplicidade na compra, a simplicidade para assistir, comodidade. A vinda desses OTTs ajudou a indústria a responder com mais rapidez e eficiência”.

Já, o presidente da Vivo, Amos Genish, declarou guerra contra o WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens que também permite chamadas telefônicas via internet. Ele afirmou que o aplicativo é “pirataria pura” e que só funciona dessa forma no país devido à falta de regras regulatórias, fiscais e jurídicas.

image
NÃO SABIA QUE O APELIDO DO DADÁ ERA “JÊ”…

Para Genish, o WhatsApp estaria funcionando, na prática, como uma operadora de telefonia. As teles tradicionais, como Vivo, Claro, TIM e Oi, precisam de licenças e autorizações para prestar serviços no país e são reguladas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Genish descartou qualquer parceria com o WhatsApp. Hoje, só a TIM mantém um acordo com o app:

“Nunca vai acontecer! Não combina com a gente e espero que outras operadoras acordem para não cooperar com uma empresa que viola as leis brasileiras.”

O presidente da maior operadora de celular do país também criticou outros aplicativos disponíveis no mercado como o iMessenger, da Apple, que funciona de forma semelhante ao WhatsApp:

“Usam os nossos números [de telefone] para mandar mensagem grátis.”

Para suportar o tráfego, as teles são obrigadas a investir mais no aumento da capacidade de processamento de suas redes, o que compromete o retorno aos acionistas.

Por isso, acusam os aplicativos e empresas como Google, Apple, Netflix e outros desenvolvedores de conteúdo de faturar às suas custas, já que os conteúdos “rodam” na rede de dados de cada operadora.

É ridícula a postura dessas empresas brasileiras, por não conseguirem ou não quererem se reinventar, diante das atuais exigências dos consumidores, que cada vez menos usam linhas fixas e mandam SMS e cada vez mais usam as redes Wi-Fi, 3G (quando funciona) e 4G (onde tem) para se comunicar e se entreter.

Anteriormente os formatos MP3 e MP4 mudaram totalmente a forma como nós consumimos músicas e vídeos, praticamente extinguindo os CDs e os DVDs. Então criaram-se serviços, como o iTunes, para vender legalmente músicas e até filmes online. Com a internet, os Correios tiveram que diversificar o serviço para entregar produtos, além de só correspondências; certos serviços bancários, como pagamentos de faturas e saques também são feitos por eles. Atualmente, na Inglaterra, estão substituindo as famosas cabines vermelhas de telefone público por torres de Wi-Fi pago ou transformando-as em pontos onde se paga para recarregar o celular.

ISSO É ALGO PARA SE PREOCUPAR.
TODA MOVIMENTAÇÃO, QUE VISA PREJUDICAR O CONSUMIDOR, É ALGO PARA SE PREOCUPAR.

Hoje em dia, as crianças preferem mais um smartphone ou um tablet de presente do que um brinquedo. A tendência é o mundo ficar cada vez mais conectado e a pressão, nas redes dessas empresas de telefonia, será tamanha que elas terão de evoluir para empresas de dados. Ficar tentando criar barreiras, para se impedir essa tendência do mundo contemporâneo, seria o mesmo que a indústria de máquinas de escrever tentasse barrar o avanço dos computadores na época que eles surgiram. É algo inútil, pois a demanda está vindo dos consumidores e os modelos de negócios vigentes terão de ser repensados, parcerias precisam ser feitas e grandes investimentos em infraestrutura já são urgentes, principalmente na telefonia móvel com redes 4G (ou as futuras 5G) mais estáveis e amplas. É tudo uma questão de traçar metas e ir colocando-as em prática, para o retorno financeiro, que vem se perdendo gradativamente, voltar.

O que não se pode é “não colocar uma meta, deixá-la aberta e depois dobrá-la, quando ela for atingida”:

Comentários Facebook (O DISQUS ESTÁ ATR... LOGO ABAIXO)

Comentários Disqus

BDE1