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Alô, Enxutos marvecos e também fãs da Morcega! O todo “suco de larânjico”, HELLBOLHA, ligou o turbo e nos mandou mais um post com a Resenha Enxuta da “versão Ultimate de Batman e Robin”! O QUÊ?! Explica essa porra direito, Bátima!

Com vocês: “Aventuras Aventurescas”! (E eu achando que o título “Capitão América: O Retorno do Primeiro Vingador” era ruim…).

Era 2002 e a Marvel já tinha estabelecido sua nova linha de quadrinhos que visava driblar anos de cronologia começando do zero, bem como aproximar seus já consagrados personagens às suas contrapartes do cinema e, com isso, atrair novos leitores. Tratava-se da linha Ultimate.

Com histórias mais “cabeça” e com um pezinho na realidade, a linha foi um sopro de ânimo na casa das ideias. Autores poderiam explorar personagens clássicos mais livremente, criando novas origens ou fazendo releituras de confrontos clássicos dos heróis mais queridos da garotada! Porém, mesmo com todo um novo universo sendo criado, nada de realmente novo foi inserido nele… pelo menos até o roteirista Ron Zimmerman e o desenhista Duncan Fegredo se unirem para criar uma das paródias mais divertidas e escrachadas da dupla dinâmica da Distinta Concorrência! Nascia assim “Ultimate Adventures” ou, como ficou conhecido por aqui, “Aventuras Aventurescas”! Misericórdia! A Panini contratou o cara que colocava título nos filmes nos anos 80?! Humpf! Enfim…

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Recomendação do Sorg

Bem, antes de mais nada, se você é fanzoca louca do Batman por 40,5 motivos é bom que saiba que essa história talvez soe um tanto ofensiva! Sim, por que Ron Zimmerman destrói toda a mitologia do homem morcego numa história ao melhor estilo “Corra que a Polícia Vem aí” (mas não tão escrachado quanto, é claro!).

Pra começar conhecemos Hank Kipple, um garoto de 12 anos que vive num orfanato em Chicago. Problemático ao extremo, Hank vive aprontando mil e uma confusões e deixando o Padre Joe e a Irmã Mary com os nervos em pandarecos. Até aí nada demais, a não ser pelo fato de Hank ser um delinquente com intelecto genial e com uma habilidade acrobática acima da média! E, exatamente por ser genial, Hank sabe que na sua idade é quase impossível ser adotado e já se conforma com o fato de ter que chegar a vida adulta dentro do orfanato. Isso era o que ele achava até o dia em que um playboy milionário resolve aparecer no orfanato e adotar um garoto. É quando conhecemos Jack Denner, o playboy “bon vivant” que está disposto a sair do orfanato com um “filho” mesmo contra a vontade de sua tia Ruth e de seu mordomo “afronegão” Daniel, o qual não tem papas na língua pra esculhambar o patrão, até onde for possível, pra mostrar que ele é um babaca! O único que não se interpõe é Lee, o calado motorista oriental de Jack.

As crianças se reúnem e começa uma série de perguntas à Jack que só provam que ele é tão apto à cuidar de uma criança quanto o Eunuco está apto a engravidar a Nana Gouveia, já que sua mentalidade não está muito longe da de uma criança de 6 anos . Vendo a cena toda e achando tudo uma palhaçada sem tamanho, Hank resolve confrontar Jack com perguntas de cunho sócio-econômico só pra provar que o ricaço é um babaca burro feito o Dadá uma porta. Após um breve confronto verbal, Hank acaba ofendendo o ricaço na cara dura e é expulso da sala pela Irmã Mary.

Hank está no seu quarto pouco se phodendo para o mundo quando o Padre Joe diz que ele tem que fazer as malas. Hank entra em pânico achando que está sendo expulso do orfanato, mas, para sua surpresa, Jack o escolheu como filho adotivo!
Ao chegar a casa do playboy, Hank continua se desentendendo com Jack, o qual não sabe lidar com a nova situação. Já o mordomo Daniel sabe muito bem como lidar com o geniozinho enfezado de Hank e intimida o moleque com seu jeitão de “mano dos guetos”. A vida segue com Hank sem se entender com Jack, Jack trollando Hank de modo sutil (ele o matricula numa escola publica barra pesada só pra “treinar” o moleque), Daniel esculhambando Hank e tia Ruth defecando e locomovendo para ele.

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É quando que certa noite Hank vê um estranho veículo voador sair de trás de sua nova casa e percebe que uma estranha nuvem sempre está pairando sobre a mansão. Ele resolve escalar até o telhando e descobre que a tal nuvem é gerada por uma máquina e que dentro dessa nuvem se esconde a “Toca da Coruja” o covil do Coruja-Gavião, o “Vingador da meia noite” de Chicago! Lá dentro está Daniel, o mordomo. Automaticamente Hank acha que Daniel é o Coruja-Gavião e até o elogia por seu disfarce, afinal, quem iria imaginar que o mordomo de um ricaço fosse o guardião noturno de Chicago. Daniel, por sua vez, esclarece de forma “delicada” que o moleque está falando um balde sem tamanho de merda. É quando o Coruja-Gavião retorna a Toca da Coruja e revela-se como Jack Denner, sem perceber a presença de Hank. Quando é alertado do fato por Daniel, Jack tenta desconversar, mas Hank não é nenhum Dick Grayson da vida…

Depois disso é revelado que o intuito de Jack ao adotar um garoto era encontrar um parceiro mirim para envergar o manto do Pica-Pau (credo!) o parceiro mirim do Coruja-Gavião, o que só prova mais uma vez que Jack é um irresponsável do caralho!

A partir daí acompanhamos a jornada de Hank que, ao contrário de qualquer moleque de 12 anos, não está nada feliz com a situação, pois, além da rotina de combate ao crime do Coruja-Gavião, em paralelo com o desafio de Jack de tentar parecer um rascunho de pai, ocorre o surgimento de um perigoso e inusitado vilão que vai por tudo de pernas pro ar e colocar essa galerinha em confusões que até Deus duvida!

Aventuras Aventurescas, apesar deste título IMBECIL que remete a livro infantil de 5ª, é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores paródias ao Batman já feitas! Todas as atitudes imbecis que a morceguete da DC toma, e que seus fãs acham a coisa mais natural possível, são tratadas exatamente como deveriam: Atitudes imbecis!

O lance de pegar um moleque pra combater o crime é amplamente criticado pelo próprio Hank, o qual é totalmente contra essa porra toda! O Coruja-Gavião não tem um fiel mordomo inglês que lhe dá suporte em todas as suas empreitadas mais loucas de bico fechado, muito pelo contrário! Daniel, um legitimo mano do Bronx, está sempre jogando na cara de Jack que ele é um imbecil, tanto em sua identidade civil, quanto trajando o manto do Coruja-Gavião! Aliás os melhores diálogos sempre estão com ele. Por exemplo, quando Hank direciona as grosserias, que sempre larga pra Jack, pro lado de Daniel, o mordomo esculhamba o garoto no melhor estilo Jules Winnfield em Pulp Fiction! É quando Hank entende quem é que manda no galinheiro! Ou corujeiro… sei lá!

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Além disso a mitologia do cavaleiro das trevas é esculhambada sem dó nem piedade quando descobrimos a origem do Coruja-Gavião. Ao contar o passado de Jack, o diretor do novo colégio de Hank revela que ele tinha um irmão que morreu de forma… ridícula! Mas seu destino seria realmente moldado após a morte de seus pais, os quais voltavam tranquilamente de uma festa a noite pelas ruas de Chicago quando o destino resolveu puxar suas cordinhas e ambos morreram de forma trágica… e mais ridícula ainda! Sério! Só lendo pra ver o tamanho da merda! Você chega a achar que ambos mereceram…

Depois descobrimos que Jack foi criado pela sua tia Ruth e que ele e Daniel, ambos com a mesma idade, foram treinados pelo pai de Lee, uma cópia descarada do Senhor Miagy! Tem até a cena onde Jack encontra os animais que inspiram o nome de seu alter ego, mas é de um absurdo tal que casa com todo o ridículo das cenas anteriormente citadas!

E, é claro, temos o nosso genérico de Coringa também! Com direito a Arlequina e tudo! E o pior… Hank é o responsável pela origem do meliante, graças a um ato inconsequente, mas sem produtos químicos nem merda nenhuma do gênero, provando o que Michael Douglas já nos disse em Um Dia De Fúria: Basta apenas um dia ruim pra mandar tudo à merda!

Em suma, Ultimate Adventures (recuso-me a repetir aquele título nacional de merda!) é divertido bagarai e uma sacada genial da Marvel de colocar algo novo e sem compromisso dentro de um mercado onde o “mainstream massaveístico” tem tomado conta nos últimos anos! O que não quer dizer que não tenhamos momentos massaveio na história… tipo quando os Supremos resolvem recrutar o Coruja-Gavião e o mesmo se recusa, mas não sem antes sair no tapa com o Capitão América! Só que a massaveísse para por aí.

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A mini série teve 6 edições e foram publicadas aqui na “Marvel Millenium Homem-Aranha” da #26 a #31! Uma pena Ron Zimmerman não ter dado continuidade às histórias do Coruja-Gavião e do Pica-Pau, o emplumado prodígio. Porém pode até ter sido melhor assim. Com o tanto de merda que a Marvel e a DC tem feito ultimamente com seus personagens, só Deus sabe que rumos as histórias poderiam tomar…

Enfim, procurem em sebos ou “importem” que vale a pena! E chega de escrever que esse texto já tá grande pra cacete! Acabou essa porcaria!

NOTA DO CKREED:

NÃO ACABOU NÃO, HELLBOLHUXO! E por se falar em uso livre do universo do Bátima, vejam a desenvoltura do nosso querido piloto de jegue, o Hellbolha, dissertando sobre o futuro filme da banda Calypso em um vídeo cheio de flashes do clássico “Batman – Feira da Fruta”! BWAHAHA!

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