Batman-Ano-Um

Nosso leitor, Matheus, resolveu gastar todo o seu dadaísmo para fazer uma resenha sobre o cRááássico quadrinístico chamado “Batman: Ano Um” (vocês já devem ter percebido pelo título do post). Então segue o Baile!

Batman: Ano Um é originalmente um arco em quatro partes que visava recontar a origem do Morceguinho. Escrito por Frank “me trocaram por um Skrull” Miller e David “traço simples, mas foda” Mazzuchelli. Aí você me pergunta: “Tá, mas por que eles queriam recontar a origem do Morcego?” (Mentira! Não pegunta nada, pois vocês são velhos pra cacete e conhecem a história).

Well (sdds King), digamos que o Multiverso DCneco era mais confuso do que “Days of Future Past” e, como ninguém é Alan Moore, ninguém trabalhava muito bem isso. Então resolveram fazer uma supermegafodástica saga que, apesar de ser superestimada em alguns pontos, é muito boa, a aclamada CRISE NAS INFINITAS TERRA! Heróis morrendo de um lado, universos se explodindo do outro, veio o reboot e aí os caras pensaram: “Temos que recontar as origens dos nossos heróis e atualizá-los!”. Então alguém com uma ideia ainda mais brilhante falou: “Menos o Batman!”. Afinal ele é o Batman, não precisava mexer na origem dele, mas talvez refiná-la e então perguntaram quem vai fazer essa budega e alguém (provavelmente Deny O’Neil) respondeu: “Vamos chamar o cara que nos deu dinheiro pra caramba com aquele Batman velhaco! Vamos chamar Frank Miller!” e o resto é história.

Bem, depois de muita enrolação, vamos a resenha em si. A história começa com a chegada de dois ícones ainda desconhecidos de Gotham: Jim Gordon (ainda não comissário) e Batman (sob o disfarce de Bruce Wayne). Logo de cara, vemos as diferenças entre os objetivos dos dois. Enquanto Gordon está triste por ter que ir de trem no meio da sujeira, o riquinho Wayne se mostra infeliz por não poder vê-la de perto. Enquanto Wayne é recebido com toda pompa e circunstância no aeroporto, Gordon é recebido por Flagg (seu futuro antagonista), um policial corrupto.

Segue o Baile e vamos vendo a adaptação dos dois à cidade: Gordon ficando por dentro da corrupta polícia de Gotham e Wayne pensando num jeito de combater o crime. Mas, no final do primeiro capítulo, é que vemos dois acontecimentos que marcam os dois e inflige diretamente nas suas carreiras: Gordon leva uma surra de Flagg e de seus comparsas, por estar atrapalhando os planos dos criminosos e dos policiais corruptos em Gotham, enquanto vai para casa desolado e se sentindo mais perdedor do que o Moe. Eis que vem Bruce Wayne passando rapidamente com seu Porsche, o que dá excitação (ui) o suficiente pro cara querer se vingar, só que, como o cara é esperto, ele espera Flagg sair da casa, onde está jogando poker (e arranjando um álibi) com outros de seus agressores. Enfrenta o cara desarmado e dá uma surra no infeliz. Paralelo a isso, vemos Brucinho na sua primeira saída na noite (ainda não usando seu traje sexy de morcego), mas usando um disfarce de um mal encarado qualquer, que tem uma cicatriz imensa. Também é aí que vemos a futura Mulher-Gato (que não sei por que diabos está negra). Fingindo estar interessado em sexo infantil, vemos o novato vigilante das trevas dando (ui) bandeira e quase morrendo por causa de umas prostitutas. SÉRIO! O cara tá lá lutando com um cafetão, então desce a Selina e peita ele. Ele se defende e de repente é agarrado por outras prostitutas e uma delas acerta uma faca no infeliz. Sangrando e todo ferrado, o cara, pra piorar ainda mais a situação, leva um tiro e é LEVADO PRESO. Usando suas últimas forças, ele consegue se soltar, salvar os policiais e isso tudo antes do carro de polícia explodir (por culpa dele). Quase indo dessa pra uma melhor, Wayne consegue chegar até a mansão, mais exatamente no estúdio de seu finado pai, onde acontece uma das sequências de quadros mais bonitas de todos os tempos, pura cortesia de Miller e Mazzucheli :

batman ano um 1É OU NÃO É ESPETACULAR?

Então vamos avançando alguns meses na história: Batman já veste o seu modelito fashion, sai por aí espancando o pobre proletariado e Gordon cresce ainda mais tanto na fama, quanto na eficiência. O mesmo pode se dizer do Batman. Cada vez mais limpando as cidades, os dois se perseguem e, lembram do Flagg? O cara é surrado pelo Batman, a polícia de Gotham começa uma caçada e os corruptos acham que se deve dar mais espaço para o Batman, afinal o povo tem um bom circo e pra que vão ficar ligados neles? Até o Batman ouvir toda a conversa dos mafiosos, tacar uma bomba de gás na quizumba e dizer qual é o negócio (e não é comer c# e B#cet@):

batman ano um 2

Depois desses acontecimentos, vemos Batman sendo perseguido a todo momento, em paralelo a isso, vemos uma aproximação de Gordon com uma de suas subordinadas: a sargento Essen. Com problemas no casamento, no trabalho e ainda tinha que aguentar o Batman! Quanta merda na vida de uma só pessoa… Segue o Baile e (agora vou sair resumindo, porque já enrolei demais) Gordon é chantageado por causa de seu caso com a sargento Essen, então resolve contar tudo pra sua esposa e seu filho (sim, filho, e não filha). Vemos o surgimento da Mulher-Gato e Batman é encurralado em um prédio pelo comissário corrupto e seus subordinados, mas consegue ferrar com todos os policiais numas cenas fantásticas:

batman ano um 3

No final da HQ, vemos Batman salvando o bebê (que não é menina!) de Gordon e sua amizade (parceria ou relação de pai de família) se consolidando. Flagg é preso e o comissário corrupto vai junto. Dent vai alcançando a promotoria (mas dizem as más línguas que ele é meio duas caras). Gordon é promovido e assim vamos ao final.

batman ano um 5

Bailadas Finais: Miller realmente é digno de aplausos nessa HQ. Não sou lá um fã declarado do cara, mas admiro sua técnica de narrativa e suas HQs com jeitão noir. De vez em quando me pergunto se gostaria dos dois clássicos do Batman, que ele escreveu, sem sua sensibilidade narrativa. E, se Miller merece palmas, Mazzucheli merece o Tocantins inteiro (desculpe a piadinha). Seu traço simples e versátil dá uma carga muito boa a HQ. A cena dos pais de Bruce morrendo é um exemplo disso. O cara está no mesmo nível de Adams, Buscema, Alex Ross e o desenhista das revistas das Testemunhas de Jeová (MITO). O cara é simplesmente fantástico e não, eu não quero dar pra ele.

O encadernado mantém a qualidade Panini (Panini?! Panini?! Panini?!) e os posfácios de Mazzucheli são sensacionais. Senti falta de uma parte do roteiro original em português, mas os esboços de Mazzucheli compensam tudo (e repetindo eu não quero dar pra ele).

A colorização, feita pela mesma colorista do original (Richmond Lewis), é boa, mas fica estranha em alguns momentos.

De nota… bem… cRássico é cRássico e merece um 10: pelo roteiro, arte e encadernado!

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