Duas perdas inestimáveis: um, foi um dos pioneiros do Rock and Roll; o outro, o co-criador do Monstro do Pântano

Olá, Enxutada! Ontem, não foi um dia nada bom para os apreciadores do Rock and Roll e dos Quadrinhos. Não tive tempo de escrever ontem ou hoje mais cedo sobre a morte desses dois artistas que foram muito importantes nos meios em que atuam. Por isso, esse BdE News vai ser postado no Domingo em um horário pouco convencional. Vamos lá?

Morre Chuck Berry, a lenda do rock

Recomendação do Sorg

Aos 90 anos, morreu ontem o lendário músico Chuck Berry (Charles Edward Anderson Berry) O artista foi encontrado sem vida dentro de sua casa no Missouri, nos Estados Unidos, neste sábado, 18 de março. A morte do artista foi anunciada pelo Departamento Policial do Condado de Saint Charles. Segundo o comunicado, agentes receberam um alerta de emergência às 12h40, hora local (às 14h40, horário de Brasília) na rua Buckner. Na casa, os trabalhadores dos serviços de emergência acharam um homem inconsciente e apesar de ter tentado reanimá-lo, não puderam fazer nada por sua vida. O óbito foi certificado às 13h26, hora local (15h26, horário de Brasília).

Chuck Berry era guitarrista, cantor e compositor. Ele foi um dos pioneiros do Rock and Roll, gênero que ajudou a moldar com alguns dos seus grandes sucessos nos anos 1950, tais como “Maybellene”, Roll Over Beethoven”, “Sweet Little Sixteen”, “Rock and Roll Music” e “Johnny B. Goode”. Chuck influenciou e foi referência para várias gerações do Rock e Pop-Rock, incluindo as bandas The Beatles, The Rolling Stones, Led Zeppelin, AC/DC e Beach Boys. Ele foi um dos primeiros músicos a colocar o ritmo Rock and Roll na Calçada da Fama (Hall of Fame) em Ohio, nos EUA. Coincidindo com seus 90 anos, o cantor anunciou em outubro do ano passado o seu primeiro disco com material inédito desde 1979. O disco de estúdio, chamado “Chuck”, é composto por novas canções originais escritas, gravadas e produzidas pelo músico. “Este disco é dedicado à minha amada Toddy”, explicava o cantor referindo-se à esposa, Themetta Berry, com quem estava casado há 68 anos. “Meu amor, estou envelhecendo. Trabalhei muito tempo neste disco. Agora posso pendurar a chuteira” – acrescentou.

Chuck Berry já era uma lenda quando vivo e não precisará da morte para ser imortalizado. Das suas grandes músicas, destaco aqui Johnny B. Goode:

Morre Bernie Wrightson, o co-criador do Monstro do Pântano

Também ontem, morreu aos 68 anos, o desenhista Bernie Wrightson (Bernard Albert Wrightson), um dos criadores do Monstro do Pântano. O desenhista morreu ontem à noite em Austin, no Texas. O comunicado sobre a sua morte foi feito pela própria esposa do artista, Liz Wrightson. Bernie travava uma luta contra um câncer no cérebro e recentemente havia sido submetido a uma cirurgia que o forçou a se aposentar dos quadrinhos.

Bernie Wrightson começou a estudar desenho a partir de um curso de correspondência na Famous Artists School, uma entidade fundada em 1948 e que existe até os dias de hoje. Contudo, apesar de ter compreendido o grosso da técnica por meio de esses seus estudos, Wrightson afirma que foram as HQs da EC Comics seus verdadeiros professores. Em 1966, ele começou a trabalhar como ilustrador para o jornal The Baltimore Sun, mas no ano seguinte, após ter a oportunidade de conhecer pessoalmente Frank Frazetta, sentiu-se inclinado a trocar de área. Em 1968, levou seus trabalhos para a DC Comics e impressionou bastante o editor Dick Giordano, que lhe deu uma chance com a edição House of Mystery #179. Seu trabalho foi muito bem aceito e a partir de então, começou a produzir esporadicamente edições tanto para a DC, quanto para a Marvel.

Em 1971, veio o primeiro grande momento de sua carreira, quando criou ao lado do escritor Len Wein, o Monstro do Pântano (trabalho que lhe valeu diversos prêmios). Ao longo dos anos seguintes, trabalhou para diversas editoras diferentes, mas sempre manteve o pé na DC Comics, onde ilustrou dezenas de capas e a emblemática série The Cult (O Culto), com argumentos de Jim Starlin. Na Marvel, o destaque vai para as Graphic Novels Marandi, estrelada pelo Homem-Aranha e Hulk & Coisa, novamente com Starlin, além de séries com o Justiceiro, edições do Rei Kull e muitas outras capas (sua especialidade). Outros trabalhos seus de destaque incluem a revista Creepy e história de Vampirella para a Warren, Masters of the Macabre para a Pacific e Tarzan Le Monstre para a Dark Horse. A maior parte de seu material permanece inédito no Brasil, inclusive aquela que é considerada a sua obra prima, a Graphic Novel Frankenstein, que adapta o texto original de Mary Shelley.

Citar os inúmeros trabalhos de Bernie Wrightson nos seus mais de 45 anos dedicados aos desenhos, quadrinhos e outras mídias, é tarefa para um post a parte. Se traço e estilo detalhista e sombrio foram diferenciais que o levaram a se destacar e deixar a sua marca na indústria dos quadrinhos. Deixo aqui o meu muito obrigado à Bernie Wrightson por sua contribuição ao formato que tanto gosto e destaco dentre as suas diversas obras, a arte de Swamp Thing #1 e a Marvel Graphic Novel #29, estrelada pelo Hulk e o Coisa.

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