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Enxutos, teve um jogo que estava sendo alardado pelos quatros cantos na E3 desse ano e quando foi lançado, passou meio batido. Pois bem, esse fim de semana eu baixei O demo de Beyond Two Souls (BTS) e venho com mais um texto de português dadaístico mimimizar minhas impressões.

Bão, eu joguei Heavy Rain, jogo anterior do estúdio Quantic Dream e fiz um dos vários finais do game. Achei um bom jogo, bem balanceado entre um filme jogável e um jogo cinematográfico. Estranhei um pouco a jogabilidade do mesmo mas, depois que você se acostuma, é até interessante e a história te prende muito (joguei HR um sábado todo e terminei ele na madrugada do mesmo dia). É, que bom. André Marques. Enfim…

BTS aposta na mesma proposta de HR: uma história digna de filme, uma jogabilidade diferente, atores reais que tiverem seus movimentos capturados para compor os personagens, etc etc. Sobre a história, você personifica Jodie, uma mulher que possui uma espécie de entidade, espírito, encosto, capiroto ou sei lá dentro (ui) dela chamada Aiden desde a infância. Por conta disso, seus pais (os da Jodie, catzo) a internam em uma clínica e, já adulta, ela integra à CIA até que é acusada de traição e é caçada pelo agência. Isso é o que dá (hummm) a entender pela demonstração.

Pois bem, nO demo você joga partes de dois capítulos: ela infante na clínica passando por um teste que consiste em:  Jodie sentada em uma sala com uma série de cartas na sua frente. É pedido a ela que descubra quais cartas uma pessoa da sala ao lado está escolhendo. Para tal você assume o controle de Aiden e com o fantasminha camarada, vê o a tal carta escolhida. Além disso, é pedido a Jodie que movimente algo na sala ao lado e Aiden toca o terror, jogando papeis, mesa e etc para cima, aprotando altas confusões em uma sessão espírita do barulho. Na outra parte, uma caçada Umana é empreendida para capturar / matar Jodie que consegue fugir com a ajuda de Aiden.

David Cage, diretor e roteirista e Ellen Paige
David Cage, diretor e roteirista e Ellen Paige
Recomendação do Sorg

Bão, vamos lá: assim como HR, BTS tem vários finais possíveis que dependem das ações tomadas no decorrer do jogo. Bom, não sei se a parte da caçada faz parte de umas dessas possibilidades de ação ou se, por ser uma demonstração, essa cena estava incompleta porque tentei agir de formas diferentes na cena do trem mas o resultado foi o mesmo. Acordar Jodie no trem antes da polícia entrar ou depois resultou na mesma perseguição.

Sobre ser um filme interativo: sim, essa demo deixou isso bem claro. Achei a jogabilidade totalmente travada, tendo que apertar os botões na hora que o jogo indica, seguir ou agir de forma pré definida. Como citado acima, HR foi muito bem balanceado nas duas mídias mas BTS pende muito mais para o lado de filme interativo. Diferente de um Dishonored, que te da a possibilidade de chegar do ponto A ao B de X formas diferentes e, dentro dessas X formas, tomar Y ações alternativas, BTS pega na sua mão e te leva pelo caminho todo, as vezes perguntando se você quer seguir por aqui ou ali.

Claro que essas impressões são da demonstração e o jogo completo deve ser outros quinhentos porém, entretanto, contudo e todavia, a mecânica do jogo não muda e a opção da Quantic Dream foi a de realmente criar um filme interativo.

Em tempo, graficamente o jogo é muito bonito. Muito mesmo. Sabe aquelas belas cut scenes de alguns jogos? Pois BTS é uma cut scene jogável. Ainda que as feições sejam um tanto quanto mecânicas (achei a HR muito superior nesse ponto),  a Quantic Dream se esmerou muito nos gráficos. Os personagens foram feitos atráves de captura de movimento, tendo Ellen Paige, Willam Dafoe e outros atores consagrados no elenco. Ainda assim, achei alguns movimentos meio mal feitos (Jodie correndo nos corredores do trem em movimento é muito tosco).

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Resume desse blábláblá todo: fiquei deveras curioso e um pouco tentando a comprar essa porcaria. O estúdio tem um esmero muito grande com suas histórias (eu simplesmente não conseguia parar de jogar Heavy Rain) e a possibilidade de alterar o rumo da história nos jogos é algo que me agrada muito. Porém, creio que o conceito de jogo se perdeu um pouco em BTS e realmente me desanima jogar algo em que o tempo todo me manda / mostra o que tenho que fazer.

Então… André Marques, que fez o mocotó. Que Bom!

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