Boteco Enxuto: Proibida

78
130

Mas hein? Cuma? Biricutiquis?

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes. Como não tenho conseguido ler hqs ou fazer algo mais ‘nérdico’ nos últimos tempos e para também não deixar esta pocilga de blog com pouco assunto a ser dito/escrito, vamonos hablar sobre um assunto deveras interessante. Sim, caros e caras, a cerva, a água que passarinho não bebe, birita, suco de malte e cevada… E, claro, fui inspirado por este brilhante (sem ironia) post do colega Infame que recomendo a leitura.

Antes de mais nada, afirmo logo que não sou especialista ou banco o sabichão de conhecedor profundo das cervejas. Sou um consumidor comum que curte uma boa cerva gelada e que busco novos sabores sempre que possível. Assim, seja em churrasco ou nos raros eventos sociais que participo, tento inovar, provar sem preconceitos os mais diversos tipos de cerveja e, por isso, a escolhida foi a Proibida. Mas porque? Oras, se chego já falando de algo mais requintado, seria logo taxado de ‘gourmet’, então vamos de pilsen do dia a dia para começar a conversa. Puxa a cadeira, peça seu petisco e comecemos…

Pois bem, para quem não sabe, ou não se importa, a Proibida é uma cerveja estilo Standard American Lager, produzida pela Companhia Brasileira de Bebidas Premium. Lançada em 2012 com forte apelo de marketing (quem não se lembra das Tchecas?), prometia quebrar um pouco a monotonia que é o mercado dominado pela Ambev e comido (ui) pelas beiradas pela Cervejaria Petrópolis (Itaipava e afins). A estratégia de vendas foi um sucesso, mas seus produtores não contavam com isso, por mais paradoxal que seja… a cerveja estava na mídia e não era encontrada para vender. Isso mesmo. A empresa não tinha condições de atender a demanda que criou e, bem no início, tornou-se uma ‘misturadora’ de elementos. Comprava a produção de concentrado de pequenas cervejarias, acrescentava gás carbônico e água para vender. É, pois é….

Passado este período nebuloso, a dita cuja recentemente voltou a baila com propagandas e artistas globais. Como desbravador de sabores, decidi encarar o desafio. Junto com um contra filé assado ao ponto em churrasqueira de carvão, temperado com azeite, sal grosso e alho (já pedi ao nosso Masterchief Infame fazer um BdE Cozinha para dicas. Cobrem dele), tasquei duas latas no congelador para saírem naquela temperatura de trincar os dentes. E o resultado?

Sinceramente, não entendi a estratégia. Em mercado dominado pela Ambev, a cerva não se distingue pelo sabor e vai num patamar de preço pouco acima da Itaipava. É um mais do mesmo, sem grande destaque. Diria até que a de Petrópolis tem certa leveza que aprecio. A Proibida não tem uma característica marcante, passando-se pelo estilo padrão ao gosto da maioria dos brasileiros: leve, amargor quase imperceptível, do tipo que é para beber muitas e matar a sede. Se não mantiver marketing agressivo, vai acabar igual a Primus e sumindo do mercado. Ou vem com um preço mais baixo para ganhar escala e roubar mercado das menores, consolidando-se, ou muda radicalmente a fórmula e busca nichos específicos.

Em todo caso, calcada ou não em um marketing agressivo, é mais uma opção para sair do mais do mesmo Brahma/Antarctica/Skol. Pena que não se diferencie por suas qualidades, apenas pelo rótulo e pela estratégia da propaganda.

Nota 4 de 10

Comentários Facebook (O DISQUS ESTÁ ATR... LOGO ABAIXO)

Comentários Disqus

BDE1