Todas as coisas tendem a evoluir com o tempo. Com a ComicCON RS não foi diferente.


1Se alguém dissesse cinco anos atrás que em 2015 nós teríamos a quinta edição de uma convenção de médio/grande porte focado em Histórias em Quadrinhos aqui no RS, provavelmente a maioria (este que vos escreve inclusive) ficaria com um pé atrás. Não que o nosso estado não tenha este tipo de público ou que algo assim não funcione aqui, não. A questão é que a realidade do mercado cinco anos atrás, antes da CCRS, era outro.

O tempo fez bem para a convenção. E para o mercado.

Depois de quatro anos sendo sediada em uma escola, – o que até então comportava perfeitamente o público, mas ainda dava aquela cara de “evento menor”2 para o mesmo – a mudança da convenção para o museu de vidro da ULBRA assinou, carimbou e mandou a CCRS diretamente para outro nível. Sim, sabemos que começar uma convenção de quadrinhos já no primeiro ano em uma estrutura como a que foi usada este ano, seria um tremendo risco. Acho que este é outro motivo pelo qual a CCRS vem se consolidando o maior evento de cultura pop do estado.
Eles vem devagarinho, com o pé no chão. Nunca esquecendo da qualidade tanto da organização, quando das atrações.

Ah, a qualidade das atrações…

Em uma gama de eventos caça-níqueis que existem hoje, que tentam vender eventos de quadrinhos SEM quadrinistas… A ComicCON RS se destaca por DESDE O PRIMEIRO ANO trazer sempre convidados interessantes e relevantes para o meio.
Não gosto de falar nomes, pois certamente vou esquecer alguém… Mas são poucos os eventos que conseguem aglutinar tanta qualidade de tantas áreas diferentes no meio dos quadrinhos em um lugar só.

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Equipe criativa de The Names e Fabiano Denardin fazendo a mediação

Poder ver painéis com o Sidão e os seus “filhos”, um painel sobre a história da DC Comics com feras do naipe do nosso camarada Daniel HDR e Rafael Albuquerque ou então ter a oportunidade de ter um painel com TODA a equipe criativa de uma revista da Vertigo, capitaniada por Peter Milligan não é algo que qualquer evento consegue oferecer e aqui mostra o suor e o trabalho que os caras da CCRS estão colocando neste evento.
OBS.: Contratem uma intérprete que entenda um MÍNIMO de quadrinhos caso tenha atração internacional ano que vem. Pra não falar do inglês.

Mas o que mais se destacou, pelo menos do meu ponto de vista, pode ser resumido em duas palavras:

Quadrinhos Independentes.

Foi lindo ver aquele Artist’s Alley naquela disposição, do mesmo modo que é feito nas convenções gringas, com toda a galera junta, desde o cara desconhecido até os grandes nomes do meio.
Pretendo fazer resenha de todo o material independente que adquiri por lá, mas gostaria de3 deixar alguns destaques especiais para a galera da KORJA, que estava com HQs muito interessantes, Necromorfus do Gabriel Arrais e A Última Bailarina do Guilherme Sousa são alguns deles. O Pessoal do Estúdio Ursereia, que nos presenteou com a primeira edição do seu quadrinho Sativum – Crônicas do Farejador, por Ariel da Cunha e Gabriel Medeiros, Gustavo Borges e suas Pétalas recordistas do Catarse, Yoshi Itice com a Sua Última História de RPG… Enfim, vou resenhar todos os quadrinhos independentes que adquiri por lá, se você não foi citado aí em cima, não se preoucupe que tem mais gente.

Indo para os finalmentes… O saldo da convenção foi extremamente positivo. Boas atrações, boas instalações e uma ótima organização. Único ponto negativo é que ainda não temos promoções de HQs novas. As bancas que estava no evento, meteram a faca sem dó e esse foi inclusive um dos motivos que preferi só comprar Independentes esse ano. Cabe a organização do evento tentar trazer bancas que estejam dispostas a negociar um pouco e amenizar os preçoes…

ALÔ PANINI!! TÁ PERDENDO DINHEIRO NÃO VINDO PRA CÁ!!

O tempo fez bem para a CCRS. Ansioso pelos próximos anos.

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