Foi épico e se você não foi, se fodeu.

Chuchus, vocês sabem. No último fim de semana, dos dias 03 à 06 de dezembro, rolou a Comic Con Experience, o maior evento de cultura pop da América latina, organizado pelo pessoal do Omelete e do Chiaroscuro Studio. Então aproveita seu intervalo do café e confira a cobertura canina da quinta e sexta-feira.

Eu e Sra Sorg saímos de casa por volta das 07:00 da manhã e, apesar da Fernão Dias estar com o trânsito meio intenso, ele fluía bem e fizemos o percurso para São Paulo dentro da média de 2 horas. Porém, mesmo com a ajuda do Waze (um aplicativo inteligente que evita áreas com maiores congestionamentos) demoramos muito para chegar na São Paulo Expo e acabei perdendo a coletiva de imprensa que rolou as 10:00 da manhã. Quinze minutos depois de estacionarmos, eu já estava dentro do evento e ele é simplesmente embasbacante. Sem fazer pouco do FIQ e da Fest Comix mas a CCXP é absurdamente mais impressionante que os dois irmãos menores. Logo na entrada você se depara com o gigantesco stand loja da Piziitoys e duas estautuas em tamanho real do Hulk e do Hulkbuster.

Mesmo com o guia nas mãos (e acredite, você PRECISA dele para otimizar seu tempo e se localizar) eu resolvi andar aleatoriamente nesse primeiro momento e acabei caindo no Artist Alley. Se vocês acompanharam a divulgação da CCXP sabe que eles criaram um hype enorme em cima da famosa área dos artista, né? E, na boa? Não fez jus. O Artist Alley era simplesmente incrível e muito, mas muito grande de fato. Mesmo com a ótima sinalização das mesas nos corredores, eu demorei bastante para encontrar fulano ou sicrano que queria ver. Obviamente, os internacionais tinham mesas em locais privilegiados por isso Mark Waid, Esad Ribic, Mike McKone, David Finch e companhia limitada ficavam bem nas pontas, de cara para quem chegava vindo da entrada do evento. No horário que cheguei na quinta-feira, o local ainda estava se formando, com muita gente ainda chegando e arrumando as mesas, ajeitando banner, colocando o material para exposição e tal. Mas nessas, eu encontrei o Sr. Waid e uma fila ainda tímida e já aproveitei e já fui riscar um item da lista.

Mark Waid é extremamente gentil e sorridente e, até onde pude perceber, atendeu a todos com a maior boa vontade do mundo. Se sentiu lisonjeado e até meio embaraçado quando lhe disse que ele é um dos melhores autores do mercado atualmente. Aproveitando o ensejo, um dos painéis que assisti na quinta foi sua Master Class sobre roteiro. Ele dividiu sua aula em três partes, saindo o beabá básico até construção de narrativa mais pra frentex. Assistir a uma aula de alguém que você admira e que tem mais de 30 anos de experiência no mercado não tem preço e para isso a CCXP já valeu a pena.

Ainda sobre painéis, na quinta assisti um sobre a publicação de ficção científica no Brasil com Adriano Fromer e Daniel Lameira, respectivamente sócio proprietário e editor da Editora Aleph, construção de vilões com Timothy Zahn e Os Molambolengos com Evangeline Lilly. Fromer e Lameira fizeram uma retrospectiva sobre as fases da ficção, seus principais autores, estilos e sobre o trabalho da Aleph no Brasil. Zahb também muito simpático e divertido, comentou sobre criação de vilões, seu trabalho com o universo de Star Wars e Lilly, extremamente simpática e BONITA PRA CARALHO (e toda vez que citar a mesma no post, ganho um novo roxo no meu corpo) comentou sobre o processo de criação de seu livro, lançado na feira pela Aleph.

Recomendação do Sorg

Sobre os painéis, vale a pena citar: consegui entrar em todos esses de boa. Mesmo o mais procurado do dia (Evangeline Lilly), a fila foi tranquila e eu consegui ficar em um bom lugar no enorme auditório Cinemark. Nos auditório menores (Ultra e Prime), fone de ouvido com tradução simultânea era oferecido para aqueles que não dominam a língua do bardo. No Cinemark, o esquema era depender da tradução em close caption nos telões. Um ponto a ser destacado era que, na quinta, eu notei que os funcionários da organização gentilmente pediam para as pessoas saírem dos auditórios ao fim das palestras. Não sei o que houve mas, ao que parece, isso não procedeu na sexta, com geral ocupando as salas durante o dia todo. Houve uma saia justa com o painél do Frank Miller na sexta que deixou muita gente puta da cara e maluca da cabeça. Ao que parece, o Cinemark ficou ocupado no painel do artista pelas pessoas que já estavam desde cedo nele, não dando espaço para os outros que estavam curtindo a feira e foram para a fila uma hora antes do começo, o que foi meu caso. Cheguei por volta das três na fila (que já estava grande e o evento começava somente as quatro e meia) e eu e patroa já percebemos os ânimos exaltados. O Érico Borgo, com sua habitual simpatia, tentava acalmar a turba furiosa na fila do auditório que se irritou em perder tempo na fila para nada. Ao fim, quem estava de fora teve que se contentar em assistir a palestra pelo telão externo, se acotovelando aos demais.

Na página oficial do evento no Facebook, muita gente reclamou disso e alguns outros comentaristas estavam dizendo que a moderação apagava os comentários dos revoltados. Além disso, muitos ainda reclamam da falta de informação por parte dos amarelinhos (funcionários da organização que não sabiam porra nenhuma) e da má educação e grosseria por parte deles. Da minha parte, posso dizer que de fato, uma grande maioria dos orientadores parecia perdida e não sabia informar quase nada mas, aos que perguntei algo, mesmo não sabendo, foram corteses e atenciosos. Sobre as filas, se a informação sobre as pessoas não saírem dos auditórios após os painéis procede, uma puta bola fora para a organização. Minha esposa mesmo estava na fila do auditório Prime para assistir ao Maurício de Sousa e estava até bem colocada na fila mas não conseguiu entrar assim mesmo pois, quando as portas foram abertas, a sala já estava quase toda lotada, gerando revolta dos que estava aguardando.

No mais, quinta-feira é o dia para se aproveitar a festa e recomendo veementemente que você que está lendo essas linhas mal escritas considere a possibilidade para o ano que vem. Filas pequenas em todo o evento dando margem para se aproveitar muito mais os artistas e as atrações. Como fui sozinho na quinta, consegui fazer e comprar quase tudo que queria, deixando a sexta livre para acompanhar minha senhora, tendo como objetivo apenas tentar ver o Miller. Como dei com os burros nágua, fui no vácuo da patroa e nos divertimos horrores. Tem MUITA coisa para ver e se fazer, lojas mil (sério, você vai em 2016? Vai fazendo uma reserva de grana) muito artista maneiro para trocar ideia, quadrinhos diversos, cosplay, cospobre, filmes, séries e games.

O Omelete prometia um evento épico. Conseguiram? Sim!

Foi épico pra caralho. E até 2016.

(Obrigado ao amigo Nav por algumas fotos devidamente roubadas de seu Facebook)

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