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E o que se faria para mudar isso?

Olá enxutos. O Facebook é incrível. As vezes os comentários são puro chorume. Outras vezes, produzem coisa que talvez seja boa. Depois de uma longa conversa no grupo do Facebook do Baile, peguei os comentários que postei lá e resolvi transformar em um post. Tudo começou com uma publicação minha, que mostrava outro profissional da DC Entertaiment que resolveu “abandonar o navio”…

O profissional em questão é Van Jensen, que era o roteirista de um dos personagens medalhões da casa, o Flash. Apesar de não estar muito no agrado dos fãs, essa saída repentina pode ter ocorrido por causa das interferências editorias que muitos artistas sofrem na DC. Muitos artistas já falaram disso, e até se manifestaram em publico quanto o seu descontentamento com essa prática que coloca mais e mais empresários no lugar de editores.

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Com a vinda de Rebirth, a nova reboot/saga/restart do UDC, muita coisa vai mudar. Mas não é só isso que está influenciando os quadrinhos. Uma leva de filmes da DC está para sair esse ano, e a mídia de cinema afeta e muito os quadrinhos, especialmente porque na Warner/DC, tudo parece ser a mesma coisa.  A DC vai tirar Capullo e o Snyder do Batman, e Bruce Wayne vai voltar ao seu status quo, na época do lançamento do filme Batman V Superman.

Recomendação do Sorg

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O arco atual do Superman está se encaminhando para um regresso dos poderes dele, com uma explicação tosca que ele vai voltar a ter os poderes temporariamente por causa da kryptonita, que vai lhe dar e não tirar suas habilidades.

O Status da Mulher Maravilha também vai mudar, pois depois que o Azarrello e o Chiang saíram, tentaram a colocar mais integrada no universo DC, e pra isso fizeram esse romance entre ela e o Super. Mas agora ela é a nova deusa da Guerra e querem acabar com isso também.

A Liga da Justiça está em frangalhos. Os Novos Titãs estão na classe C da editora, com equipes ruins e personagens piores ainda. Até o Lanterna Verde e Aquaman que eram medalhões no início dos N52 estão um lixo agora em DCYou. Dessa nova safra, só salvam Batgirl, Grayson, Starfire, Midnighter e Constantine; justamente por terem essa pegada mais autoral e saírem dos estigmas antigos.

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A DC não sabe o que quer. Apostar no novo não precisa ser uma quebra com o velho. Mas se eles querem manter o velho esquema engessado, então é melhor não tentar inovar! Não existem soluções fáceis, mas com um pouco de bom senso e ousadia, talvez as coisas possam melhorar para DC, por isso EU apostaria nas seguintes sugestões:

# Boas equipes criativas que iriam criar arcos fechados (você tem seis ou doze edições para fazer o seu melhor com o personagem . Se for bom, você fica. Senão, vaza).

# Priorizar os medalhões nos títulos dos personagens prata da casa. Não adianta colocar um cara do naipe do Mark Waid em um personagem sem apelo comercial, que vai ficar famoso na mão dele e se apagar quando ele sair. O ideal é aproveita lo em algo como Superman ou Flash, e deixar as estrelas em ascensão em personagens de menor expressão. Como no cinema, os maiores astros acabam em blockbusters, e se forem fazer algo menor é muito mais por motivos pessoais, e com uma leve “imposição” do estúdio. Algo como “Faça um papel em uma mega produção, que a gente te deixa fazer aquele filme hipster alternativo”…

# Liberdade. Deixe as crianças brincarem. Deixe as equipes fazerem o seu trabalho. Se for bom, vai dar dinheiro, se for ruim, eles vão sair mesmo. É claro que é preciso um editor, para falar “isso não, nem pensar, vai dar merda”. Mas alguém do mercado! Alguém que goste de quadrinhos! Não um engravatado que vai perguntar se aquilo pode virar filme ou série de tv!

# Hipermídia. Use todas mídias a sua disposição. A série do Arqueiro verde é um sucesso. Porque o personagem nos quadrinhos é um merda? A série da Supergirl é um sucesso. Porque lançaram uma revista digital e não uma nova série similar a tv? A falta de interação entre os produtos cria nichos que não se exploram. Faz sentido eles terem esse cuidado para que caso o personagem afunde em um lado, ele não precise afundar em outro. Ganhar dinheiro em várias vertentes com variações do mesmo produto. Mas criar “pontes” entre eles iria aumentar o “tráfego” de consumidores. Tem gente que vê as séries e não se identifica com os personagens nos quadrinhos, e o oposto. Criar um lugar comum para essa galera se encontrar vai dar mais lucro para eles!

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São Soluções, Eunuco?

Não, apenas opiniões. E isso todo mundo tem. Mas uma verdade inegável, é aquela expressa em números. Em 2015, a DC levou uma surra nas vendas, e seus personagens perderam feio para os da Marvel. Sim, é inegável que Batman e Superman e a Mulher maravilha são ícones, lendas dessa indústria, mas a cada dia, as novas gerações de leitores são impactadas por estímulos que vão além do papel. O Tony Stark é o Downey Jr. O Homem Aranha ficou mundialmente mais famoso APÓS os seus filme, e até Deadpool, um personagem de segunda linha criado por um artista de segunda linha, virou um queridinho do cinema, com um filme que já está nas salas de cinema desde ontem.

A muito tempo eu venho dizendo que a maior diferença entre a DC e Marvel não são suas empresas, mas sim seus personagens. Existe níveis gritantes de diferença entre a “Liga” e os “Vingadores”. Cada universo tem sua peculiaridade e o que a Marvel teve de vantagem foi apenas em abraçar as características mais marcantes de seus personagens e fazer algumas mudanças. Mas na DC, as mudanças vieram de tal forma que muitos desses personagens ficaram irreconhecíveis. Um dos exemplos é Tim Drake. Um dos queridinhos da editora antes de Flashpoint, foi tão desfigurado nos N52, que a morte seria uma solução piedosa para o personagem. Muitas das mudanças editorias nesses personagens foram danosas, porque as pessoas que escreviam os personagens não os viam como ícones. “Agora eu estou escrevendo o Superman! Agora vai ser do meu jeito!”. Essa é a maneira correta de jogar um bom personagem na lama e matar uma boa história.

Não adianta você debater que as histórias mais antológicas dos quadrinhos estão na DC, porque isso é história antiga. Passado. E no presente, que é o que importa, os personagens da editora aparecem grandiosos, mas tem que ser usados como tal. Sem isso, não vai ter futuro.

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Eu sou marveco, mas amo a DC. Mas como toda história de amor, fica foda manter o sentimento se só cagam no seu coração! E vou ali!

OBS.: Fiz esse post à alguns dias, e ontem eu vi uma nota no Newsarama falando dos títulos que vão se encerrar agora esse semestre, e da dança das cadeiras das equipes para o lançamento de Rebirth:

Patrick Gleason sai de Robin, Son of Batman Em Abril.

Cameron Stewart e Babs Tarr também vão embora de Batgirl em  Abril.

Tim Seeley e Tom King estão fora de Grayson no início de Março, e Mikel Janin sai em Abril.

–  Scott Snyder e Greg Capullo estão fora de Batman, após a edição #51 em Abril.

Greg Pak confirmou que ele e Aaron Kuder estão deixando Action Comics após a edição #50 em Março. Talvez indo para os Novos Titãs.

Batman/Superman e Superman/Wonder Woman farão um crossover de 8 partes chamado de Super League”, com roteiros de  Peter J. Tomasi.

Gotham Academy acaba em Abril também. Starfire e Omega Men, vão embora em Maio.

 

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