Bem… vamos lá ver se é isso tudo que foi prometido.

Olá, enxutos! Após uma intensa discussão sobre quem iria segurar essa naba, acabou sobrando para o Eunuco aqui ler e resenhar a mais nova saga da DC, que envolve o Batman e vai mudar tudo que conhecíamos sobre o personagem. De novo.

Dark Nights: Metal. #01

Tudo começa 50.000 anos no passado, sobre a narrativa do que seria o diário de Carter Hall (que todo mundo conheceu como Gavião Negro), falando das três tribos, que existiam na aurora da humanidade: Lobo, Urso e Pássaro, e um alerta sobre o surgimento de uma quarta tribo e de todas as tretas que ela traria consigo.

Recomendação do Sorg

Pula para os dias atuais e nos é mostrado a Liga lutando nas arenas de Mongul, no Mundo Bélico. Eles estão enfrentando mechas criados pelo Toyman, quando de repente Batman tem a ideia de todos se deixarem aprisionar, para assim então criar o “Ligazord”. Assim eles derrotam o vilão, sem muitas explicações de como foram parar lá.

No caminho para a Terra, todos notam a apreensão na Morcega, especialmente quando descobrem que uma montanha surgiu do nada em Gotham. A formação parece artificial e, depois de muitas análises, eles entram nela e encontram um grupo de pessoas, em estado criogênico, e um androide (o Tornado Vermelho) desativado. Nesse momento eles são abordados pelos Falcões Negros e sua líder, que se revela como Kendra Saunders, a Mulher Gavião.

Kendra diz para a Liga que o mundo inteiro está em perigo e que o surgimento da Montanha dos Desafiadores era só o começo. Ela leva a Liga e tudo encontrado em Gotham para a Ilha do Falcão Negro, que agora é considerada mais um dos pontos místicos do mundo, que ficam invisíveis para pessoas normais, assim como Themyscira, Nanda Parbat e Skartaris. Ela ainda diz que, durante muitos anos, a ilha foi base de operações de Carter Hall e que ele investigava mistérios da história. Ela brevemente narra sua origem para todos, desde o Egito Antigo, até agora, e fala das propriedades místicas do metal Nth.

Acrescentando mais elementos esquisitos ainda, ela mostra um mapa do Multiverso (aquele mesmo do Multiversity) e explica que o metal Nth está transmitindo uma forma desconhecida de energia para o que é chamado de “Multiverso Sombrio”. Ainda diz que existe uma forma de se abrir um portal, através de um avatar, que iria ser responsável por trazer o grande mal, Barbatos, para a nossa realidade.

E Kendra diz que esse avatar do Multiverso sombrio é… o Batman!

Na tentativa frustrada de tentar prendê-lo, o Tornado acaba sendo “ligado”, pelo próprio Batman. No meio da confusão formada, o morcego pega o fragmento do Metal Nth e mete o pé, em cima de um velociraptor (não, você não leu errado!). Ao chegar em casa, durante uma conversa tensa com Alfred, o Batman descobre que o diário de Carter Hall sempre esteve na Mansão Wayne e a edição se encerra com o Batman sendo visitado por Daniel, ou melhor, O Sonho dos Perpétuos!

Bom galera, vamos ser diretos. Essa história… é confusa.

A história busca elementos de outras sagas do Batman e, ao invés de tratar o Cavaleiro das Trevas como um simples mortal, tenta lhe dar um aspecto lendário e com um possível destino trágico. Como o próprio Superman explicou na edição, todas essas coisas de Barbatos, Metal Nth e Universo Escuro se resumem com:

“Espere. Sua teoria é que um ser mais antigo que o universo vem caçando o Batman, há milhares de anos, de um Mutiverso Sombrio.”

Bem, resumidamente, Scott Snyder quer escrever seu nome nos anais dos quadrinhos e quer fazer isso de forma grandiosa. Usando elementos de R.I.P. e Multiversity (ambos de Grant Morrison) e de outras histórias obscuras do Batman (Barbatos foi citado, há muito tempo, em uma história do Batman contra o Charada, intitulada “Cavaleiro das Trevas, Cidade das Trevas”, de Peter Milligan e Kieron Dwyer), seu intuito é criar uma mitologia para o Batman, dando a ele aspectos sobrenaturais. Isso por si só é idiota.

Ao usar outros personagens obscuros da editora (Desafiadores do Desconhecido, Starman, Tornado Vermelho, Sonho…), ele está usando referências de personagens, que sumiram após o reboot, e os integrando à sua narrativa.

Não sei como Dark Nights: Metal vai acabar, mas se essa é a tentativa de Scott Snyder, de criar mais uma grande e inesquecível saga para o Batman, na minha opinião, ele falhou. De novo.

E, sobre a arte, só posso dizer que Greg Capullo estava com má vontade, ao fazer essa edição.

Nota 6,0 de 10,0 e em breve teremos a resenha da edição #02.

E vou ali!

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