Enxutos fanboys de partidos políticos, tudo bem com vocês? Gostaram do final de Batmetal? (ou seja lá como se chama aquela merda). Bão, já que toquei (ui) no assunto de coisa ruim, vou aproveitar e conversar com vocês sobre outra coisa bem bosta, o filme Exterminador do Futuro – A Salvação, aquele filme medíocre que ficou mais famoso pelo pitizinho de estrela do Christian Bale com o técnico de luz (luz mesmo, não o Dadá, nosso messias e salvador do Brasil).

Imagina se ele estivesse filmando um épico candidato ao Oscar com um diretor conceituado em vez da porcaria de um filme dirigido pelo McG!

Pois bem, sabem aquele filme horroroso, com história e diálogos pavorosos mas que você se amarra? Então, Salvação é um desses (porque sim, eu tenho vários filmes merda que eu si amarro). E já que eu revi nesse fim de semana (não peguei um pedaço, eu revi tudinho sim senhor) vamos falar sobre. Aproveita e chama seu chefe pra protelar com você, tenho certeza que ele curte essa bomba e tem uma extensa lista de coisas questionáveis que adora.

O filme começa no ano de quem se importa (no presente, antes da rebelião das máquinas contra a humanidade). O horroroso Sam Worthington está preso por motivos de não faz diferença e doou seu corpo para pesquisa científica, numa cena vergonha alheia de beijo com a Helena Bonham Carter que obviamente estava precisando pagar algum boleto atrasado e aceitou o extra no filme. Mais pra frente na história (o filme é de 2009, spoiler é meuzovo) descobrimos que a esposa do Tim Burton trabalhava para a Cyberdyne (a empresa de tecnologia que desenvolve o protótipo dos primeiros terminators e que depois é comprada pelo exército do Trump, vira a Skynet, etc etc) e que o avatar “renasce” no futuro da história (2018) como o primeiro híbrido de terminator e humano, programado para se infiltrar na resistência humana, encontrar Kyle Reese (Anton Yelchin) e John Connor (Christian Bale e se você não sabe quem são os dois personagens, tá fazendo o que aqui?) e levá-los para a Skynet para serem mortos e finalmente encerrar a guerra com vitória para o Ultron e cia. Simples né?

O máximo de tempo que eu vou perder com esse personagem estúpido e inútil é aqui.

Vamos parar um pouco aqui para gente começar a destilar o veneno. Porque caralhos voadores a programação do Marcus Wright (o Sam mezzo humano mezzo homem de lata) não podia simplesmente matar o Kyle? Tá, vamos aceitar que sem Kyle, outra pessoa seria enviada de volta ao passado, engravidado a Sarah Connor e o John teria outro pai. OK. E vamos ter a boa vontade de imaginar que caso ele matasse o Kyle à primeira vista (ele encontra o garoto logo na segunda cena no futuro) a ordem dos acontecimentos não o colocaria junto de John e a missão seria incompleta. Tá…

Alguém me tire desse filme por favor!

Falando a real eu até aceito esse lance dele ser um híbrido a mando da Skynet etc e tals. Eu realmente gosto desse filme e toda essa parte pra mim é até aceitável. O problema é que o filme tem problemas gigantescos de execução (e eu nem vou entrar no mérito do Sam Worthington que é tão bom ator quanto eu sou escritor… Não, pera) e eu vou destacar só alguns mais ridículos.

Ator… Mas, até ai, o Cigano Igor também é…

Um monte de coisa acontece recheado de diálogos horrorosos (Tipo eu não sou uma boa pessoa. É sim, só não sabe ainda; Vocês precisam manter a calma aqui – aponta para a cabeça – e aqui – aponta para o peito), cenas absurdas (tipo uma nave e um robô gigantescos chegarem sem fazer barulho algum para sequestrarem os humanos escondidos em um posto de gasolina destruído) e, em um dado momento da trama depois que é revelado que Marcus é um terminator, o John meio que aceita que o ele não é 100% assassino, é meio bonzinho (oooooiiinnnnnn) e aceita sua ajuda para invadir o quartel general da Skynet e resgatar o pai. Só que ele faz isso sem contar para ninguém (fora a esposa Kate, interpretada pela Bryce SUA  Dallas LINDA Howard) porque ninguém deu o beneficio da duvida pro robô. OK, vida que segue, ele vai sozinho para a Skynet e fica esperando o sinal de Marcus para entrar. Ele por sua vez foi pra lá procurar respostas do tipo o que aconteceu comigo, de onde vim, o que como e como me reproduzo. Ele adentra as instalações, coloca o USB na entrada da Skynet (safadeenho), recebe uma atualização, um pimp my ride nas fuças, libera a passagem do John e beleza.

ME ENGRAVIDA, SUA LINDA!
Recomendação do Sorg

E agora eu tenho que fazer outra pausa só pra falar do jeito que o John entra na Skynet. Lembram das Moto Terminators, as motinhas robôs badass modafoca? O John derrubou uma delas pra ir da base da resistência até a Skynet (eu ainda vou falar disso, aguentem ai). No processo, ele arranca o “olho” da moto. Chegando lá, ele conecta a rebimboca da moto na parafuseta do tablet dele, puxa um fio sei lá de onde e conecta no painel de entrada da porta (sério, é uma base de robôs semiconscientes. Porque diabos precisa ter um painel do lado da porta? Eles precisam digitar o pin, colocar a digital, acessar o código por voz para poder entrar?), digita no tablet OVERRIDE e funciona… Lembrando que é uma base de operações de uma inteligência artificial, tá? O que aconteceria se ele digitasse blow me no tablet? Vinha a T-X de Exterminador do Futuro 3 – A rebelião das Máquinas para fazer um… deixa pra lá.

Má nem por um caralho essa trapizonga iria chegar sem fazer baraulho

Ai ele entra e começa a libertar os humanos que estavam presos sabe-se lá pra que (os exterminadores não matavam os humanos a primeira vista? Porque eles estavam mantendo eles prisioneiros?) e, prestem atenção, começa a gritar VÃO PARA OS TRANSPORTES!

Mano, que mané transportes? Você foi sozinho, animal. Não tem resgate. Não tem backup e muito menos transporte, caralho! O que deveria acontecer era os humanos correrem para fora do complexo e serem todos metralhados pelos robôs seguranças da Skynet (alias, tem uma cena sensacional onde um T-600 está usando uma bandana hauihauihauihaiuahauihaui) que, por sinal, está providencialmente vazia. Na cena dos humanos sendo despejados e manejados como gado nas instalações tem segurança a rodo. Aí quando o John chega, sei lá, era troca de turno da guarda, pausa pra janta… Porque não? Eu sou a Skynet e sou foda. Ah, depois não mostra o que aconteceu com os presos, só mostra o helicóptero do Connor vazando da explosão então subentende-se que geral se fudeu de qualquer forma.

Efistaile. Ou você tem ou não!

Seguindo: por algum roteirismo idiota, a cela do Kyle Reese não abre. Ele fica gritando que nem uma menininha enquanto o John esta travando uma luta brutal contra um terminator com as fuças digitais do Schazzas no corpo de um maromba qualquer. Aqui vale outra ressalva: o tal terminator podia ter matado o John em 2 segundos de contenda. O que ele faz toda vez que coloca as mãos no Batman? Joga ele longe. Sim, pra você que por um acaso não viu o filme e não entendeu, ele segura o Bale pelo colarinho e:

  1. Esmaga a cabeça dele com as mãos
  2. Transpassa o peito dele com um dos braços
  3. Ergue ele no ar, vira ele de ponta cabeça e faz o crânio dele de pano de chão
  4. Joga ele longe só pra dar tempo dele levantar, correr, esconder, cinco minutos de cena depois ser encontrado e ser jogado longe de novo

Número 4, amiguinhos!

Encerrando: uma luta merda pra caramba acaba (eu não vou nem me dar ao trabalho de mencionar a cena ridícula do Kyle quase sendo morto por um dos terminators que muda de ideia quando vê aquela menina muda sem sentido algum fugindo) com o John com um pedaço de metal atravessado no peito (porque de repente o exterminador ficou cansado de jogar o cabra de um lado pro outro e disse chÉga) e a cicatriz que o John do primeiro filme lá de 1984 ostenta, todo mundo comovido porque nosso líder vai morrer, o Marcus chega junto, abre o sobretudo e fala Kate, pega aqui (o coração dele, seus maldosos). Ela faz um transplante de coração numa tenda improvisada no meio do deserto e tudo bem. A Skynet não morreu (porque segundo a narração em off do Bale, ela se espalhou mundo afora) e fim.

Antes de acabar esse texto que escorre ódio pelas beiradas, deixa eu falar das Moto Terminators. Deem uma olhada nessa imagem abaixo.

Pilotável. NOT!

Teoricamente, as motos não foram feitas para serem pilotadas por humanos, right? São robôs assassinos em forma de motos com metrancas. Todos de acordo? Então tá, partindo desse principio, alguém me explica como diabos o John Connor pilotou essa merda da casa do caralho da base dele até a puta que o pariu na Skynet?

Saporra não tem absolutamente nada que a faça útil para ser pilotada por um humano porque talvez a Skynet nunca tenha pensado que se por um acaso um humano sequestrar uma dessas, eu vou deixar ela no jeito para ele pilotar de boas. Mas o Connor pilota. Como? Porque sim, ué. Mesmo assim, eu continuo gostando esse filme. Me julguem.

Tchau.

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