Resenha de mais um tie in das Guerras Secretas da Marvel.

A história começa com o personagem principal sendo atacado por um tubarão-polvo, enquanto resmunga mentalmente que algum dia vai encontrar um jeito de voltar para o seu lar: Polemachus. Neste momento descobrimos o nome do dito guerreiro: Arkon, Senhor dos Senhores da Guerra.

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Enquanto mata a criatura, o senhor da guerra diz o sufoco que passou, enfrentando aranhas voadoras, aborígenes em canoas feitas de humanos e o monstro atual. Neste momento ele está se aproximando de uma cachoeira e assim dita que aquilo não é uma cachoeira normal.

“Porque nada é normal nesse Mundo Estranho.”
Porque nada é normal nesse Mundo Estranho.

Logo ele descobre que está em uma ilha flutuante e explica tudo o que tem feito nos últimos dias. O que ele viu deixaria qualquer homem insano, mas, ao se livrar da morte, ele faz um ato que nunca havia feito antes: chorar. Então explica como era sua situação antes: rei, conquistador, dono de um exército de bárbaros e tudo que lhe restou foram seus trapos e sua possessão mais preciosa:

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Então, ao observar seu mapa no melhor estilo RPG, Arkon decide dar um passo final: voar. Um passo direto a morte, mas, quando ia se jogar, um dragão, que está sendo caçado por goblins de armaduras, o empurra e, depois de um “Droga de lugar! Nem posso morrer em paz.”, ele decide que domando o dragão ele pode enfim voar de uma vez por todas.

Os goblins, que também estão tentando dominar o dragão, parecem ter sido ameaçados por alguém chamado de a bruxa. Um deles diz para outro goblin subir no dragão, porque ele quer viver mais um dia. Pena que ele é morto no mesmo segundo… abaixo dele estão os restantes dos goblins, com o que parece ser dois rinos puxando um tanque e o comandante dos goblins, ao perceber o que estava acontecendo com os goblins acima, manda meter bala no guerreiro. Quando o tanque atira, Arkon astuciosamente joga um goblin sobre o míssil e, domando o dragão, ele enfim realiza seu ataque.

“Clamo esse dragão em nome de Polemachus! Rezem a Destino, ogros."
“Clamo esse dragão em nome de Polemachus! Rezem a Destino, ogros!”

E ao terminar de massacrar a horda que estava abaixo, o heróis tira as rédeas do dragão e diz pra ele voar pra qualquer direção. Neste momento toda a esperança de voltar para casa invade-o. Vem um animal voador com uma linha e, depois que o dragão o come, ele incha feito um baiacu e começa a puxar o dragão em direção a água.

MASSAVEIO!!!
Foooooda!

O dragão começa a se debater, o que dificulta o corte da corda. Ao pensar em deixar o dragão, ele desiste, porque, se fizesse isso, voltaria a mesma situação de antes e, ao conseguir cortar a linha, percebe que é muito tarde. Depois de tantos perigos, morrer afogado é algo inesperado, porém, chegando no fundo do mar, ele vê algo que o surpreende: macacos com roupas submarinas.

“Benvindo ao Mundo Estranho, seu tolo.”
“Benvindo ao Mundo Estranho, seu tolo.”

Enquanto isso, em outro lugar, um dos goblins sobreviveu e conta toda a situação passada. Ao pedir um copo d’agua, é dito a ele que a família dele será afogada em um barril d’água e ele vai ter que beber tudinho. Um dos soldados diz não conhecer nem Polemachus, nem nenhum guerreiro chamado Arkon e cita se ele seria um aliado dos Homens-Coisa e da Rainha do Pântano. Uma mulher manda encontrar o lugar chamado Polemachus e preparar os homens-lava. Enquanto Destino manda na superfície, quem governa o Mundo Estranho é:

“Nem lembrava que a Le Fay ainda existia.”
Nem lembrava que a Le Fay ainda existia.

Analisando a história ao todo: Jason Aaron manda muito bem nessa primeira edição, criando um personagem que me lembrou em muito o Conan e prendendo o leitor a história, nesse negócio de mundo louco, desconhecido. Desde quando ele escrevia Thor dava pra ver o potencial dele ao tentar mostrar outros mundos e lugares, fazendo um bom trabalho nisso. Mike Del Mundo foi uma ótima escolha. A arte dele, com seu traço diferenciado e louco, faz toda a diferença na história. Eu não conseguiria ver alguém melhor, dentro da Marvel, fazendo isso.

Essa primeira edição foi algo que valeu a pena meu tempo e que me deixou curioso pelas próximas edições. Espero que não DeCepcione.

NOTA: 8,5

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