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E finalmente a última das hqs eleitas pelos Enxutos. Clica aê e confira a Resenha Enxuta: Animal Man #24-25

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Salve, salve caros Enxutos! Como o UOL fez questão de acabar com nosso histórico, infelizmente não indicarei as resenhas anteriores para que você possa se localizar. Mas fique tranquilo: a estreia de Rafael Albuquerque na edição #24 marca o início de um novo arco e, a princípio, pouco é necessário saber do passado recente do herói. Assim, sendo aos spoilers…

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A história começa com Buddy Baker sentindo fortes dores e uma narração em off mencionando que é apenas o começo, onde existirá dor, morte e renascimento. Uma criatura retalhada a tudo observa e menciona que o fim do Homem Animal como o Avatar vermelho se aproxima, pois o ‘Brother Blood’ (irmão sanguíneo? De sangue? Sei lá como vão traduzir isso) agora está no Vermelho…

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No Vermelho, Maxine também sente as dores do pai e isto faz seus companheiros ficarem preocupados, principalmente o gato Socks. A jovem quer continuar a busca pelo seu irmão morto, mas os demais a impedem. Enviam um corvo-esqueleto para descobrir o que está acontecendo a frente. E o bendito acha o tal Brother Blood e seu Mestre rebelando-se contra os demais totens do vermelho.

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O fato é que o Totem rebelde contesta seus irmãos sobre a forma com lidam com a eterna guerra contra o Podre e o Verde. Diz que ficara anos se preparando como um Guerrreiro, lentamente fortificando seu avatar, enquanto os demais ficavam somente preocupados em expandir e manter o Vermelho. Claro que rola um quebra-pau, mas realmente os Totens estão mais fracos e despreparados que os rebeldes e acabam sendo assassinados…

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Vida que segue e de volta a Terra, Buddy acaba sendo ajudado por pUliÇas. No entanto, Hogue, a criatura deformada, acaba sendo ‘engolida’ por sangue e é transportada para o Vermelho. Por falar nele, (o Vermelho pombas!), o corvo-esqueleto retorna e traz as notícias para Maxine e seus amigos. As criaturas, diante da situação, decidem refugiar-se para um lugar que acreditam ser seguro (uma então chamada “montanha de músculos”). Mesmo com Maxine pedindo para que continuem na busca de seu irmão, acabam decidindo que não é mais seguro seguir esta missão…

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Baker, atendendo a um telefonema da ex-esposa, vai o seu encontro, pois a mulher alega que Maxine desaparecera. Rola uma DR básica, mas daquela onde o casal tende a voltar a ficar juntos. Enquanto Baker está prometendo que encontrará a filha a todo custo, em uma premiação ‘róliudiana’ para escolha dos melhores filmes e atores (uma espécie de Oscar), a ‘Igreja’ do auto-proclamado novo avatar do Vermelho (o Brother Blood) surge no evento e conclama Buddy a aparecer, caso contrário irá matar a todos…

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Edição #25. Baker afirma que vai atrás dos meliantes, mas desta vez sua ex faz questão de ir junto, afinal também é sua a filha desaparecida. Buddy acaba aceitando e ambos partem para ‘roliúdi’. No Vermelho, Maxine e seus companheiros chegam a tal ‘montanha de músculos’. A despeito da menina estar assustada e não gostar do lugar, os demais alegam ser um antigo reduto dos totens nas primeiras guerras com o Verde e o Podre. Quando Maxine começa a adentrar o recinto, começa a chover sangue…

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De volta a Terra, o casal chega e encontra o teatro cercado pela polícia. Baker decide ir pelo teto e, quando deixa a ex em lugar supostamente seguro, também começa a chover sangue. Dentro do salão, o chefe da ‘igreja’ promete matar um primeiro casal de atores famosos e ainda arruma um tempo para tentar levar a loura atriz para o lado vermelho da força…

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Enquanto isso, a ex acaba encontrando uma atriz escondida e amedrontada. Ao indicar uma ota de fuga, a mulher se revela seguidora da ‘igreja’ (alega inclusive que ganhou um papel em filme por causa disto) e chama um dos capangas do vilão. Entretanto, a ex-sra. Baker lhe dá um chute nas partes e ainda consegue lidar muito bem com a jovem traidora.

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Vida que segue e o Homem Animal consegue impedir que o líder da ‘igreja’ matasse a bela loura. Em fúria, começa a espancar o bendito vilão quando este menciona deliberadamente o nome do seu filho falecido, Cliff, e que irá falhar da mesma forma quando tentara impedir sua morte. Prestes a matar o cidadão, Buddy para, retomando o controle de sua fúria. Neste momento, outros guardas da ‘igreja’ aparecem e, para mostrar ao mundo outro ‘milagre’. Além da chuva de sangue, agora mostrarão ao mundo ao vivo que não há morte e sim um caminho para o Vermelho. E cometem suicídio.

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Novamente o vilão provoca Baker com o intuito de que o mate em público. O herói ao ouvir novamente o nome do filho ameaça espancar o bendito, mas sua ex-aparece, impedindo-o.

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A mulher aproveita o momento e abre o seu coração. Diz que o abandonara para proteger Maxine, imaginando que se ao afastar de tudo, a menina poderia levar um vida normal. Rola um clima e…

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Fechando. Segundos após o beijo,Baker sente-se estranho. Tudo ao redor começa a tremer e Buddy tem a sensação de que está caindo. Quando finalmente se recobra e fica de pé, aparenta estar em outro lugar. Outro planeta. De repente, algo segura em seu ombro. Quando percebe está preso por uma criatura estranha, terminando assim a edição…

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E começamos as análises, como sempre, pelos rabiscos do brazuca Rafael Albuquerque. De forma simplista: o traço casou perfeitamente com a proposta, ainda mais quando estamos lidando com as criaturas ou os ambientes estranhos no Vermelho. Um tanto ‘sujo’, mas na medida certa, consegue destacar algumas cenas de forma propícia, ajudando bastante o enredo. Como curiosidade, vale notar que o autor assina em algumas páginas, fato este que, sinceramente, pouco vi com outros artistas.

Em relação ao enredo, Jeff Lemire parece em casa. Mesclando o fantástico com a vida ‘normal’ de um ator de ‘roliúdi’, o enredo cativa a medida em que se passa a história e consegui me identificar com os dramas do herói. A perda do filho, a separação e a quase certa volta, remetem a um cotidiano pouco usual nos quadrinhos hoje em dia. Outro destaque é que a história é fechada em si mesma, ou seja, pouca interferência (ou nenhuma) daquilo que vem acontecendo nas mensais dos Novos 52. Se for querer ser um pouco ousado, diria que esta mensal poderia ser uma ‘Vertigo’ light.

Enfim, imperdível. Sério. Uma das melhores, quiçá, a melhor mensal da DC atualmente. Às vezes apela um pouco para o drama em demasia, mas ainda sim vale a pena.

Nota 8,0

E a enquete da semana, última oportunidade:

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