Injustice, o joguinho viciante da semana

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E aí, será que vale a pena atochar seu tablet com esse jogo?

Confira na resenha do Infernuxo e descubra.

Pois é, crianças, como vocês sabem (ou não…) esse capeta em forma de guri que vos escreve é marvete safado desde o tempo em que o MDM usava o Haloscan para os comentários, ou seja, centenas de anos atrás…

Mas o tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa e as coisas mudam, por isso resolvi dar uma chance ao joguinho gratuito (pero no mucho…) da DC, Injustice: Gods Among Us, disponível para Android e iOS (chupa, Windows Phone).

Primeiro vale o lembrete: esse é um jogo relativamente pesado, com gráficos mudernos e tals, então se você tem um tablet xing ling comprado a 50 reau na Santa Efigênia ou na Uruguaiana, não vem reclamar de travamentos ou engasgos. Da mesma forma, se sua conexão é mais lenta que a discada e cai mais que o falecido pinto do Eunuco, não adianta reclamar do tamanho do arquivo de instalação. O jogo é grande sim, mas nada que seja um absurdo. 1,20GB para Android, pedindo a versão 4.0 ou superior do sistema operacional pra baixar não é nenhum estupro hoje em dia, mas eu tenho visto nas avaliações do jogo gente dando pitis homéricos porque não consegue baixar ou porque ele trava. Meu santo cacete, se o jogo é grande, se exige de forma razoável os recursos da máquina, você vai tentar instalar ele no tablet da Xuxa com 3G da Tim? Não rola, né, zé ruela……

Só que, para um jogo desse tamanho, ele é bem fluido. Eu instalei num tablet Tec Toy com processador Dual Core de 1,5GHz e o bicho roda numa boa, sem engasgos, mesmo tendo um porrilhão de coisas rodando em segundo plano, como é comum nos Androids. Também instalei num iPad de segunda geração, mas aí é até sacanagem falar, um iPad, mesmo de segunda geração, ainda é mais eficiente  do que qualquer Android top de linha (RATINHOOOOOO!!!!).

Ha, outra coisa:  jogo é freemium. Ok, mas que diabos é isso? É a nova onda do momento, a forma mais ‘legal’ que as produtoras de jogos acharam pra entubar você e estuprar sua carteira. O jogo é grátis pra baixar, mas uma vez que você começa a jogar começam a surgir as tentações de melhorar seu personagem ou de completar missões, só que nessa hora o jogo te dá a opção difícil, de ficar tentando e morrendo infinitas vezes até conseguir o upgrade, ou a opção fácil, de comprar o upgrade, bastando ter seu cartão de crédito internacional em mãos (ou nem precisa, se você registrar seu CC no Google Wallet basta clicar em ‘comprar’ que a Google se encarrega de debitar do seu cartão e você nem precisa digitar senha). Nem dói, pelo menos até a fatura chegar. Como hoje em dia não existem mais jogadores hardcore e games viraram passatempos descompromissados, poucos são os que não acabam cedendo pelo menos uma vez aos encantos de conseguir as coisas do modo fácil…

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E cá entre nós, não vejo isso de forma rancorosa e saudosista como meu amigo Leonardo: acho que em alguns jogos é bem válido ter o sistema de compras internas, como em alguns jogos é válido ter DLC’s para dar nova vida ao jogo. O problema é que tem nego exagerando e sendo extremamente ganancioso com essa tática, praticando verdadeira extorsão virtual ao consumidor, como Plants Vs Zombies 2, que a partir de determinado momento fica impossível você avançar sem comprar moedas virtuais com dinheiro real. Chega a ser frustrante porque o jogo não te dá opção: ou você dá o dinheiro ou você morre.

Peraí: “ou você dá o dinheiro ou você morre”? Porra, é literalmente um assalto!!!!

Injustice por sua vez não sofre desse mal, dá pra evoluir seu jogo numa boa sem precisar recorrer aos créditos pra compras, e você ganha créditos a medida que vai vencendo as batalhas. E mesmo que compre um personagem em dinheiro vivo, ele entra pra sua coleção no nível 1, ou seja, você tem que disputar batalhas com ele pro carinha ir subindo de nível. Não adianta você comprar o Lobo e achar que ele vai de cara vencer o Asa Noturna nível 20, ele vai é tomar uma bela surra, por mais surreal que seja o Maioral tomar uma surra do Dick, aquele viadinho.

Só nesse jogo pro viadinho do Dick dar porrada em alguem...
Só nesse jogo pro viadinho do Dick dar porrada em alguem…

E já falei que Injustice é bonitão? É um jogo de luta no estilo clássico, como Mortal Kombat (pudera, foi criado pela Nether Realm, a mesma criadora de MK), cenário estático ao fundo, personagens frente a frente com cara de mauzinho, cada um com suas técnicas e seus golpes especiais, e contador regressivo do tempo de luta no topo com as barras de energia dos lutadores. Sendo um jogo pra se usar os dedos em telas de toque não espere grandes combos e sequências que só coreanos de Toquio conseguem fazer: ele é bem simples, na base de toques na tela para carícias golpes de baixo impacto e deslize do dedo para golpes mais fortes ou golpes de derrubada. Golpes especiais de níveis 1, 2 ou 3 (este só após o personagem atingir o nível 20) são bem úteis pra nocautear o oponente e cada personagem tem seu especial maneirão pra dar. E é todo em português, o que facilita bastante aos analfabetos na língua dos donos do mundo.

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Apesar de ser um jogo no estilo clássico de luta os personagens vêm como “cards”, e isso também é legal, porque cada card tem informações de poder de dano, de resistência, os golpes especiais e o nível desses golpes, que podem ser aprimorados a medida em que se ganham as batalhas. Como elas acontecem em equipes de 3 lutadores dá pra traçar estratégias pela escolha dos personagens. Eu costumo entrar sempre com um cara mais ágil (Asa, Flash ou Lanterna), um mais porradeiro (Exterminador, Bane ou Cyborg) e um mais resistente (Sinestro ou Solomon Grundy). As batalhas não são aleatórias, elas seguem uma progressão, são diversas batalhas e em cada uma tem diversas lutas, também indo da primeira mais fácil até a última mais difícil. Se você perder pode repetir a luta trocando personagens da sua equipe ou recuperando a energia deles (que se perde aos poucos a cada luta). A recuperação de energia pode acontecer com o tempo, aí você vai ter que esperar eles se “recarregarem”, ou você pode ir gastando créditos de energia, que podem ser comprados depois com seu rico dinheirinho.

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Mesmo uma luta perdida dá ganhos de experiência aos personagens da equipe que disputou a luta, o que fará eles irem subindo de nível, mas perder não te dá créditos, que é a moeda do jogo. E créditos servem pra comprar aprimoramentos nos golpes especiais, cartas de suporte (mais vida ou mais dano a um grupo de personagens), pacotes de melhorias (um pacote propriamente dito com diversas cartas dentro mas você não vê as cartas, porque elas estão dentro do pacote, uhauhahuahauhauhauhauauau) e dá até pra comprar personagens pra sua coleção, que estão divididos em categorias, chamadas de série Bronze, Prata e Ouro.

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E os personagens?

Ah, cara, essa é a parte mais legal do jogo… Os personagens estão lindões, tem as versões clássicas e também algumas versões módafóca de alguns deles, e fizeram um trabalho bem legal de caracterização. Por exemplo, o primeiro golpe especial do Sinestro é um meteoro feito pelo anel amarelo que ele joga na cabeça do oponente, e quando ele chama o meteoro faz aquela pose de ditador arrogante meio aviadado que só o Bigodinho sabe fazer. O Hal Jordan (o Lanterna que vale) também, o primeiro especial dele é uma turbina de jato que ele constrói com o anel e liga na fuça do oponente. A pose de um e a criatividade de outro estão bem dentro daquilo que conhecemos dos quadrinhos e que gostamos tanto. Eu só senti falta de uma campanha ‘Herois Vs. Vilões’, já que no jogo estão todos misturados, não há distinção, mas é compreensível, principalmente se você acompanhou a HQ de Injustice brilhantemente resenhada pelo Kenga. Ainda não peguei o Batman (ui!) nem o Super, porque eles só aparecem nas batalhas mais difíceis e eu sou um bucha ainda estou nos níveis mais fáceis, mas já tomei muita porrada da Mulher Maravilha, que pra tristeza dos punheteiros de plantão joga vestindo calça (como todas as outras mulheres do jogo, por sinal…).

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Também há desafios que se você ganhar te dão de presente um personagem fodão, o desafio que eu to disputando agora dá o Zod, mas como os desafios são por tempo limitado e eu sou um bucha estou com dificuldades pra ganhar as lutas, acho que não vou conseguir um Zodinho pra chamar de meu…

Então é isso, amiguinhos, se você tem um smartphone, um tablet, qq coisa que tenha uma tela de toque e seja minimamente decente pra jogar pode baixar porque é diversão garantida e depois de baixado dá pra jogar offline, ele não exige conexão constante. Só sugiro que baixe usando uma conexão Wi-fi pra não deixar seu pai #xatiadu porque você estourou a franquia do 3G baixando o jogo.

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