Injustice - Year Two (2014-) 003-000

Porque eles sempre, sempre fazem merda.

Olha só crianças, podemos estar sem King mas não sem resenhas. Continuemos com uma das boas surpresas do ano passado. Injustice é o prequel do jogo homônimo que conta como o Superman chegou ao poder do planeta nesse universo. Se quiser se localizar, pode ler as resenhas anteriores do ano dois aqui e aqui. Então continuemos com Injustice – Year Two #3

A história começa com uma reunião dos Guardiões do Universo. Ganthet, aquele guardião que costuma fazer menos merda do que os outros, comenta como o Superman está aos poucos subindo em poder na Terra, e que sendo um planeta de onde sempre saem encrencas e heróis para resolvê-las, isso seria algo a afetar todo o universo. Como observar a distância pode “colorir” seu julgamento (huuum, boiola) eles resolvem mandar um observador ao local… Guy Gardner. Atualizado da situação, Gardner não acredita – como o Superman, aquele escoteiro, poderia estar fazendo o que vem fazendo? – mas é convencido quando informam que o bucha do Kyle Ryner teve seu anel destruído e desapareceu (eles não sabem que ele foi não muito gentilmente despedaçado pela Tropa Sinestro na edição anterior, então assumem que apenas um poder como o do Super poderia fazer isso). Gardner se convence da gravidade da situação e é informado que irá até a Terra acompanhado, mas não sabemos por quem. G´nort? Mogo?

Quantas vezes já vimos isso terminando mal? Por que alguém ainda ouve esses caras?
Quantas vezes já vimos isso terminando mal? Por que alguém ainda ouve esses caras?

Segue o baile. Na Terra, Hal Jordan está testando mais um jato da Ferris Aircraft, fabricante dos piores jatos do mundo (já reparou que sempre que Jordan pilota algum, dá uma merda e o avião é destruído?). Obviamente dá uma merda, e Carol Ferris se desespera com a queda inevitável. No último segundo, no entanto, o avião pousa. Hal Jordan estava pilotando com seu anel, coisa que nunca tinha acontecido antes. Conversando com Carol, vemos que ele está com medo, afinal o governo dos EUA tentou matar o Superman, e ele não pode se dar ao luxo de dar bobeira sem sua arma. Temos um momento bonito quanto ele é convocado pelo próprio.

Como a Ferris Aircraft ainda não faliu?
Como a Ferris Aircraft ainda não faliu?

Da Torre da Liga no espaço, vemos Superman explicar ao Lanterna Verde que o congresso dos Estados Unidos vai depor o governo, e pede que Hal intervenha. De início ele se opõe, mas o Super explica que sendo o Lanterna do setor da Terra, isso é sim um assunto que pede a intervenção dele. E aí vemos que o Superman não quer intervir pois, além de estar muito puto pela tentativa de assassinato que sofreu, ele está do lado da Mulher-Maravilha em coma – no final do “ano um” da série, ela sofreu todo o impacto da explosão nuclear causada pela morte do Capitão Átomo. Prestes ter declarado o recesso por tempo indeterminado, Flash e Lanterna Verde invadem o congresso, fecham todas as saídas e a HQ acaba.

O traço de Bruno Redondo com a arte final de Julien Hugonnard-Bert está muito bom. Limpo e elegante, vemos claramente a frieza no olhar do Superman e a candura nos olhos de Carol Ferris, apesar de algumas coisas esquisitas, como o rosto do Flash no penúltimo quadrinho.

Já a história contada por Tom Taylor na verdade não conta muita coisa. É uma edição de transição, preparando para a intervenção dos heróis no governo enquanto Guy Gardner e seu parceiro (Bzzt?) chegam na Terra, e talvez até a Mulher-Maravilha acorde. No entanto, um diálogo me chamou a atenção. Quando questionado por Hal Jordan se ir impedir o Congresso não era um nível muito alto de intervenção, o Superman responde que é encarregado de cuidar das pessoas da Terra, e que aquilo não era interferência, e sim proteção. O olhar do Superman nesse momento deixa perceber como ele já está trabalhando a idéia de tomar as ações que julgar necessárias, mesmo passar por cima de governos, para fazer o que ele julga proteger as pessoas.

No mais, nhé. Só um preparativo para a edição seguinte.

Nota 7.0

 

 

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