Injustice - Year Two (2014-) 005-000

Lembra que eu disse na resenha anterior que se você quisesse porrada, ia ter que esperar mais um número?

Bom, vai ter que esperar outro. Talvez dois.

Crianças, continuamos com as resenhas do segundo ano de Injustice, prequel que conta como o mundo chegou ao ponto que vemos no jogo de mesmo nome, com o Superman dominando a porra toda. Como vimos na resenha anterior, os Guardiões de Oa não estão gostando muito do que o Super anda aprontando, e mandam Guy Gardner pra bater um papo com ele – acompanhado por Ganthet, só por via das dúvidas. Então seguimos com Injustice – Year Two #5.

Começamos com um flashback, mostrando a destruição de Krypton e o envio de Kal-El para a Terra pela 347847858 vez nos últimos meses, só para o caso de alguém ter esquecido. Mas ali vemos um diálogo interessante: em determinado momento Lara pergunta a Jor-El se os “forasteiros” não poderiam ajudar, o que é contestado imediatamente por ele, dizendo que eles lhes viraram as costas. O pequeno tirano é enfiado no foguete, Krypton explode e nos vemos no presente, com Ganthet confrontando o Super.

"Nunca se sabe quando as pessoas vão esquecer a origem do Superman, então é bom lembrá-las a cada 5 minutos" - Dan Didio
“Nunca se sabe quando as pessoas vão esquecer a origem do Superman, então é bom lembrá-las a cada 5 minutos” – Dan Didio

A princípio há uma tentativa de conversa amigável por Ganthet, dizendo que está ali como embaixador de Oa e amigo, dado que já tiveram ajuda do Superman antes e blá blá blá. Como um conselho, o anão azul pede que o Super pare o que está fazendo e inicia uma discussão, dizendo que aquilo não é proteção e sim controle, quando o futuro déspota diz que quer proteger as pessoas de líderes irresponsáveis. Em determinado momento o anão diz que eles viram o alvorecer e a queda de inúmeras civilizações, e mesmo com seu enorme poder, ás vezes o mais difícil é saber quando não usá-lo.

Aí acontece algo interessante. Alguém cochicha no ouvido do Super, por um comunicador, para fazer “aquela” pergunta. E ele faz: questiona Ganthet se, com toda a infinita sabedoria deles, os Guardiões optaram por não salvar Krypton. Ele simplesmente não responde – aparentemente há algo por trás da destruição de Krypton envolvendo os Guardiões. Na verdade, a expressão de Ganthet entrega até que ele não gostou da pergunta. O Super fica muito puto da cara, reclamando que o smurf ousa vir dar um sermão sobre responsabilidade quando eles condenaram Krypton, e ouve que os kryptonianos condenaram a si mesmos. Os ânimos se acirram, com um princípio de troca de ameaças apaziguado por Guy Gardner, até que o Super manda que Ganthet dê o fora do “seu” planeta. O que ele faz, levando Guy Gardner e Hal Jordan.

OLHA. A. CABEÇA. DO. GANTHET.
OLHA… A… CABEÇA… DO… GANTHET…

O último diálogo é entre Sinestro – que foi quem “cochichou” a pergunta sobre Krypton – e Super. Na edição passada, o bigodinho tinha vindo avisar o Super da vinda dos Guardiões, e agora diz que Superman percebeu o que ele tinha percebido tempos atrás, que de guardiões os anões só tem o nome. Terminamos com Sinestro dizendo que eles não são tão diferentes, que os Guardiões virão atrás do Super como fizeram com ele, e que não espera que confiem nele, mas sabe que será necessário. E a edição acaba.

E mais uma vez quem está esperando alguma ação se decepciona. Não entenda mal, os diálogos escritos por Tom Taylor continuam interessantes, mas eles estão estendendo a preparação de um conflito que vai vir além do necessário. E nem vai acontecer nada na próxima edição também, que deverá mostrar o retorno de Jordan a Oa e o provável confronto com os Guardiões e demais Lanternas, por estar do lado do Super. Lembrando que o jogo começa com ele sendo membro da Tropa Sinestro, então ele vai romper com os Lanternas em algum momento. A única coisa interessante é notar que os “forasteiros” a quem Lara e Jor-El se referem provavelmente são os Guardiões, que pelo jeito ofereceram ajuda mas tiveram uma recusa dos kryptonianos. Mas o silêncio de Ganthet e a recusa em dar mais detalhes pode mostrar que tem mais por trás, o que provavelmente só vamos saber depois da inevitável porradaria entre os Lanternas e a trupe do Superman. Veremos.

A arte de Bruno Redondo com a arte final de Julien Hugonnard-Bert continua ótima. Limpa e elegante, apesar de algumas expressões estranhas aqui e ali – a cabeça do Ganthet me pareceu maior do que eu me lembro. E mais uma vez vemos em uma das páginas um vislumbre do que o Super vai se tornar, ameaçador e sombrio pra cacete. As páginas passadas em Krypton são rabiscadas por Mike S. Miller, que tem um traço mais rebuscado e hachurado, mas com uma certa síndrome de Steve Dillon, com rostos muito parecidos. E a cena com os dois kryptonianos de perfil está horrorosa.

Eu mandava desenhar de novo
Eu mandava desenhar de novo

No mais, vamos esperar mais blá blá blá na próxima edição, até que alguém resolva dar o primeiro soco.

Pois então, caros Enxutos, King na área. Tomo a liberdade de rascunhar umas mal escritas linhas aqui para voltarmos a uma ‘tradição’ do BdE, lembram? O lance é o seguinte: aqui o leitor escolhe o que iremos resenhar. Para isso, basta votar em 4 edições Marvel/DC cuja estreia se dará (ui) no próximo dia 19/03. Caso a edição não esteja listada, basta preencher o campo adequado que colocaremos (uia) em votação. Tá esperando o que? Vote!

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