JJota escreve, dirige, produz e não estrela (snif!) o novo filme do Batman!

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 Esses caras já contrataram um diretor pro meu lugar? Humpf!

O TÍTULO

Esqueçam o título bocó que tem sido veiculado: “The” Batman. Isso rendeu uma boa piada em Aragonés Destrói a DC e só! Prefiro algo como The Dark Knight Strikes Again ou mesmo A Sombra do Batman.

O BATMAN

O Batman é uma grande marca, a maior da DC. Fracassar com o personagem é uma daquelas proezas que provam o quão ruim pode ser um roteirista ou um diretor, pois, diferente da maioria dos outros heróis dos quadrinhos que tem chegado às telas do cinema e da televisão, o Morcego “se paga” apenas com seus fãs. Ou seja, faça um filme voltado para os batmaníacos e não terá prejuízo. Além disso, é muito maior a chance de agradar ao público civil mostrando um Batman mais próximo ao das HQs do que escalando atores baixinhos, carecas e sem carisma para interpretá-lo, mostrando uma Gotham cheia de estátuas gigantes atravessadas por estranhas vias que ligam nada a lugar nenhum, tentando tornar grande um vilão mequetrefe que no fim se revela um forever alone ou transformando o Cruzado de Capa numa versão de anti-herói de causar calafrios no Justiceiro e no Wolverine!

Ben Affleck como Batman. Visualmente, não há como negar que ele é, de longe, o mais satisfatório ator a envergar o capuz. Também fez um bom trabalho em Batman Vs Superman e, nerd, tem noção real da responsabilidade que tem em mãos, sem tratar de forma desdenhosa o personagem, como um monte de ator que o pessoal fica puxando o saco por aí. Sinceramente, acho desnecessário defender o Affleck como o Cavaleiro das Trevas num mundo em que Michael Keaton já interpretou o personagem. E em DOIS filmes! No meu, o Batman saiu de cena cerca de um ano atrás, depois de fazer uma violenta investida contra o submundo, após o atentado contra a vida de Bárbara Gordon e a morte do Robin.

Ficou óbvio que a última citação diz respeito ao penúltimo filme em que o Batman apareceu na tela. Em Batman Vs Superman – A Origem da Justiça (Batman v Superman, The Dawn of Justice, 2016), temos um Morcego que mata até em sonhos, uma visão estúpida oriunda de uma mente simplória que parece ser incapaz de LER uma HQ. Mas, infelizmente, é com as limitações impostas por esta interpretação paupérrima do personagem que tenho que trabalhar, o que me impede de tentar fazer o “meu” filme do Batman.

Jeremy Irons como Alfred. Nada a acrescentar. A versão cachaceira do mordomo de Bruce Wayne é bem divertida!

Sendo assim, me vejo obrigado a situar temporalmente a história no passado, antes do surgimento do Superman (o que, parece, é a opção adotado pela dupla Bem Affleck e – Deus nos proteja… – Geoff Johns). Não sem ser um pouco à contragosto, porque fere o desenvolvimento cronológico que gostaria que o Universo DC cinematográfico tivesse, por acreditar que ajudaria a criar no público comum a vontade de acompanhar todas as outras produções. No entanto, como sou forçado a confessar que não há nada que me faça sair de casa para ir ao cinema ver um filme do Flash, posso dizer que isto é um problema, mas não dos grandes.

Sempre é bom garantir… Como Ben Affleck – segundo as fofoc… digo, as notícias que surgem semana após semana – pode desistir de vez do Batman, eu teria como opção para o papel o ator Jamie Dornan, que fez os personagens Caçador e Xerife Graham na série Once Upon a Time e – isso mesmo, Ckreed! – é o “sádico que tem pena de bater” Christian Grey, de 50 Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey, 2015).

A ESTRUTURA

Eu gosto muito da linearidade na hora de contar uma história, mas pretendo rechear o filme com diversos flashbacks – que surgirão dependendo não apenas do momento da história como do personagem que os recorda – que serão necessários para esclarecer a situação de personagens e da própria cidade no momento em que o filme começa. Estes flashbacks devem ser feitos de forma tal que possam ser remontados e assistidos em sequência (um extra no DVD?), fazendo com que tenhamos a trama principal desenvolvida de forma linear e, através dos flashbacks, uma outra história que vai sendo contada aos pedaços, de forma mais desordenada. Não deixo de imaginar como seria interessante chamar um segundo diretor para comandar esta “outra história”. Quem sabe Bruce Timm? Com flashbacks feitos em animação? Ora, taí que gosto cada vez mais desta ideia…

J. K. Simmons como o Comissário Gordon. Uma escolha bem interessante. Gordon está afastado da polícia desde que foi destituído do cargo por se recusar a emitir um mandado de prisão contra o Batman. Durante seu afastamento, ficou cuidando da filha, Bárbara. Em outras palavras, é um James Gordon saído de A Piada Mortal. De volta, ele tem que lidar com um departamento remodelado, onde boa parte do grupo não inspira confiança. Batman, seu antigo aliado, parece pouco disposto a reatar contato e isso fere o velho policial mais do que ele deixa transparecer.

Não vou ser hipócrita e desdenhar do bom e velho fan service. Sem atrapalhar a história, pretendo colocar cenas e diálogos que façam todos os fãs de histórias em quadrinhos no cinema colocarem não apenas aquele sorriso idiota no rosto, como também dar “aquela olhada” convencida para quem está sentado nas proximidades, só pra saber se a pessoa também “pegou a referência”.

GOTHAM CITY

Gotham está passando pelos estágios iniciais de uma nova guerra entre facções criminosas, rompendo um período de paz de cerca de um ano, surgido após uma violenta ofensiva que o Batman fez ao submundo, onde ele praticamente desmantelou toda a atividade criminosa da cidade.

Robert De Niro como o Pinguim. Fora com aquelas visões idiotas que colocam o bom e velho Osvald C. Cobblepot como uma criatura deformada que anda por aí atirando com guarda-chuvas ou pilotando patos de borracha gigantes (Santo Bill Finger, e tem quem elogie aquelas porcarias feitas pelo perturBurton!)… Baseado principalmente no trabalho de Greg Rucka e Ed Brubaker, ele deve ser inteligente, manipulador, simpático. O Pinguim é como o Poderoso Chefão ou o clássico Rei do Crime: um sujeito que nunca é responsabilizado por nada, por mais que provoque suspeitas, pois sempre há um elo faltando em algum ponto antes de chegar nele. Vê o crime como um negócio, que deve ser administrado por uma pessoa capaz – ele, claro – sem interferências. Coleta informações e as guarda, como um ás na manga para momentos de emergência. Seu principal ponto fraco é a vaidade. É o Pinguim que começa a guerra, ao romper o acordo com Thorne.

Eu dividi a cidade em três áreas: a nobre, a pobre e a das docas, cada uma com suas peculiaridades arquitetônicas. O comando da atividade criminosa está com Rupert Thorne, que tem base na área pobre, a mais lucrativa, mas “aluga” as outras regiões. O Sr. Scarface comanda as docas. E Osvald Cobblepot, da sua Boate Iceberg, controla a área nobre. Logo, não é que deixou de existir crime em Gotham, mas ele ficou menos violento, mais contido.

Nicolas Cage como Rupert Thorne. Se Don Corleone é o modelo para o Pinguim, Al Capone será o de Thorne: mais simpático na superfície, mas terrivelmente mais violento no íntimo. Não se protege tão bem, o que motiva a quebra do acordo do Pinguim e o transforma no primeiro alvo do Batman. O fato de alguém não necessariamente brilhante ser o senhor do crime de Gotham City é explicado no filme.

Fruto de um ano de paz, a cidade é apresentada com linhas bem mais modernas, principalmente na área nobre, mas sem perder de vista um certo orgulho do visual meio gótico de alguns prédios. A presença de logotipos de empresas ligadas a Wayne Enterprises deve ser maciça, da mesma forma que é a Lexcorp em Metrópolis.

Acho que nem precisava falar, mas, por favor, vamos ignorar Metrópolis na história, ok? Só de imaginar, que as cidades são vizinhas no snyderverso, me dá vontade de rir… pra não chorar.

Na próxima parte, o resto do elenco (será que o Moe será escalado como um jovem Robin?) e a história (que não, não será uma “versão estendida” de Feira da Fruta)! Aguardem!

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