Descanse em paz, Margot.

Margot Kidder, a eterna Lois Lane, morreu, de causas não reveladas, no domingo, dia 13 de maio.

Margot Kidder, canadense nascida em 1948, começou a trabalhar como atriz nos anos 60, mas só alcançou o sucesso no filme do Superman, em 1978.

Eu penso no impacto que teve sobre mim a figura dela voando com o Superman no céu noturno.

No cartaz promocional de Superman – O Filme (Superman: The Movie, 1978) estava escrito “Você vai acreditar que o homem pode voar!”. Margot tomou para sua Lois a missão de ser um de nós, expectadores, a pessoa que tinha que compartilhar a experiência para crer que, sim, de algum lugar do espaço sideral o nosso planeta tinha ganho um protetor à altura da missão. E assim que ela passou a acreditar que, sim, o Superman era real e não um devaneio, todos nós na platéia nos permitimos fazer o mesmo.

Ativista política e cidadã norte-americana naturalizada, Margot conviveu ao longo dos anos com insinuações de que teria problemas com álcool, remédios controlados e drogas. Ela também sofreria de transtorno bipolar.

Porque Kidder fez questão de tornar sua personagem o máximo da “pessoa comum”, sem beleza extraordinária, educação requintada nem modos de boneca: Lois Lane tinha não apenas coragem, como esperteza e animação, sendo engraçada sem ser cômica, como toda pessoa minimamente capaz tem potencial de ser. Se o Superman de Christopher Reeve era tudo aquilo de extraordinário que sonhávamos em ser, a Lois representava o aquilo que podíamos ser, sem superpoderes ou uma herança genética vinda de outro planeta, mas com perseverança, desassombro e um pouco de bom humor.

Ela atuou, ao lado de Reeve, em dois episódios da quarta temporada de Smallville, a série do Superboy que se notabilizou por trazer em participações especiais boa parte do elenco dos filmes clássicos do Superman.
Recomendação do Sorg

Fica aqui minha gratidão pelo seu trabalho mais famoso, não porque ela contribuiu de forma decisiva para que a mídia que eu tanto amo – os quadrinhos – esteja hoje em tamanha evidência, mas porque foi tão cativante que fez com que uma criança de oito anos fascinada por super-heróis olhasse com certo desdém para o Homem de Aço, desejando poder roubar a namorada dele…

Eu também faria a terra girar ao contrário…

 

 

 

 

 

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