Um dos vilões mais icônicos da editora que vale finalmente ganha uma mensal exclusiva dele e obviamente uma resenha mal escrita no BdE.

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Olha só enxutos, com o hype da desbuchificação do Ciclope, sua ida pro lado dadárqui da força e seu grupo de X-Men badass modafocas, Magneto acabou popularizando a ponto de “merecer” uma HQ só dele. E vamos saber o que se passa nessa meleca? (Essa pergunta foi retórica, se você não quisesse saber, não teria clicado no mais).

A história se inicia com um interrogatória da SHIELD. A agência de inteligência da Marvel interroga um funcionário de um café qualquer que foi testemunha de um assassinato cometido por Magneto. O mestre do magnetismo arranca as obturações da vítima para torturá-la e logo após trespassa sua boca (ui) com barras de ferros de placas de trânsito.

Logo após acompanhamos Erik Lensherr (ou Max Eisenhardt ou Magnus, como ele mesmo frisa) em um motel qualquer. A narração em off do personagem nos entrega que o mesmo vive no anonimato, zanzando pelo EUA à caça de malfeitores contra a raça mutante. Interessante o ponto destacado pelo roteirista e explicitado na narração que, sem o elmo característico, Magneto não passa de mais um qualquer.

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Um pequeno intervalo em suas conjecturas quando a faxineira pergunta se pode limpar o seu quarto. Atendendo pelo nome de Sr. Sullivan, Magneto recusa o serviço pois esconde em sua habitação um mapa e informações angariadas sobre atentados contras mutantes. Ainda em forma de narração em off, o mesmo se considera paranoico pensando que a faxineira desconfia de sua identidade e ficamos sabendo também da estratégia (do grego…) da SHIELD em elaborar falsas manchetes de jornais para tentar atrair o terrorista de seu covil.

Inicialmente no Missouri, a historia muda de ares e agora estamos na Califórnia. Filtrando as falsas manchetes de jornal, o anti herói vai atrás de um assassino de mutantes que já tinha cometido 3 delitos e acabou se entregando às autoridades. Estranhando o caso, Magnus se depara com uma delegacia cheia de policiais e toma uma atitude drástica: invade a mesma com violência, exprudindo tudo em BH.

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Ao fim, ao confronta-se com o meliante, descobre que o mesmo foi transmutado em uma máquina ciborgue assassina, uma espécie precária dos Sentinelas Ômega. Magneto consegue derrotá-lo sem maiores problemas apenas para descobrir que o mesmo foi transformado contra sua vontade e a história fecha com a promessa do protagonista em descobrir os algozes do jovem.

Pois bem, vamonos às análises: Cullen Bunn surpreende num roteiro muito interessante. O autor trata o personagem como ele é em sua essência: um terrorista mutante assassino. Sua ideia de sobrevivência da raça mutante eliminando os humanos é levado a sério nessa história. Sem Magneto bonzinho, heroico ou integrante dos X-Men. Um personagem solitário, desconfiado e rancoroso é mostrado nesse primeiro número e com bastante préstimo.

Fora isso, Bunn é inteligente em justificar o porque do personagem viajar de carro (e não voando como é comumente apresentado), em exemplificar sua astúcia em averiguar o ambiente antes de atacar a delegacia (simples porém muito bem sacado e com mérito do rabisqueiro) e até mesmo o fato dele não ser conhecido sem seu icônico elmo.

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Nos rabiscos, Gabriel Hernandez Walta sai do lugar comum de uma hq mainstream. Desenhos um tanto quanto singulares, diferentes do que se poderia imaginar de uma revista com um personagem de primeiro escalão. Mas isso não significa que seja ruim. Ele talvez peque um pouco por não colocar um traço mais autêntico. Você acaba pegando influências de outros artistas no decorrer de toda a HQ. Mas ainda assim bem interessantes, bem executados e com boa fluência.

No mais, uma boa estréia de um personagem tão rico. Se continuar no ritmo desse primeiro número, creio termos algo bacana vindo aí.

Nota 8.

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