Matinê dos Enxutos: Bird Box

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Bem de depois de todo mundo, mas não é uma resenha às cegas…

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes que gostam de imitar qualquer coisa por estar na onda do momento, táokey? Assisti esta película Netflixiniana há algumas semanas e como sou um cara quase unplugged da internet, pouco sabia do sucesso mundial que este se tornou. Merecido, surpresa ou modinha? Saberemos em poucas linhas na Resenha Enxuta: Bird Box.

Como habitual, um resumo daqueles chupinhados da grande rede sem o menor pudor: Em um mundo pós-apocalíptico, Malorie (Sandra Bullock) e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar do problema, criaturas que ao serem vistas fazem pessoas se tornarem extremamente violentas. De olhos vendados para nào serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar à segurança.

Mais alguns detalhes para não ficarem cegos (ok, fraco demais): como toda trama desta natureza, a `coisa` surge do nada, faz com que a heroína se junte a um grupo de desconhecidos em uma casa e passem a tentar fugir ou sobreviver ao apocalipse. Como a sinopse não entrega, há algumas idas e vindas temporais, onde o que é o presente é a tal fuga pelo rio e o período de `cinco anos atrás`, apresentado em flashbacks, remonta a como o trio chegou aquele ponto.

E eu com isso? Well, comecemos pelas atuações. Além de Bullock, há John Malkovich com mais currículo famoso entre os demais atores. O careca faz o personagem talvez mais interessante por ser politicamente incorreto e ser o único com raciocínio lógico em toda a trama, pois suas ações são de autopreservação e se mostram corretas. Apesar disso, parece que John entrega o mais do de sempre de seus personagens o que, diante do restante, acaba sendo mais do que a média das atuações do elenco. Os demais atores não comprometem, entretanto não há um grande destaque. Já Sandra Bullock…. ok, já ganhou o Norrin Radd dourado e é a `grande chamariz` para a película, mas… sei lá. Igual ao Malkovich, vejo-a quase sempre com o mesmo perfil de personagem: mulher com personalidade forte, independente e que no fundo tem bom coração, apesar das aparências. É a mesma de sempre, o que traz certo `conforto` e empáfia por não ter nada de novo.

O enredo, baseado em livro homônimo de John Malerman que não li, é interessante ao abordar a questão da visão como o vetor para as alucinações que fazem as pessoas se suicidarem. Ao não mostrar as tais criaturas, traz um ar de mistério que direciona o foco ao principal que seria o drama humano ao qual os personagens passam. E é só. De resto, é quase tudo o que você, cinéfilo leitor, já assistiu em filmes com esta pegada de fim do mundo. Mortes, personagens secundários com propósito, outros sem propósito só para morrerem mesmo, final `surpreendente`, mortes, mansões, mortes, iates, mortes, mulhe… opa, desenho errado.

Por fim, vale ou não? Não é imperdível, um mais do mesmo explorando aqui e acolá algumas novidades. Se tiver ocioso e nada para fazer, assista para ter suas impressões, sair por aí com olhos vendados e pagar de nerd modinha. Ah, não podemos falar mal da Netflix por que tudo que ela faz é lindo e cheiroso? Façam-me um favor…

Nota 7 de 10

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