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Opinião sem spoilers do mercenário tagarela criado pelo Mestre L…

Salve, salve cambada de Enxutos e Enxutetes. Eis que em um momento de descalabro, consegui arrumar um tempo e assistir a bendita película, onde Ryan Reynolds tenta se redimir do pífio Lanterna Verde. Será que ele consegue? Sigam-me os bons nas palavras a seguir.

Para iniciar o papo, após anos, finalmente assisti a película na língua de Tolkien, sem dublagem. Apesar de gostar da maior parte do trabalho nacional, com o áudio original podemos perceber nuances da atuação, assim como as piadas não perderem seu sentido literal. E neste caso, aparentemente, iria perder um bom bocado (salvo a dublagem nacional ter se superado novamente). Enfim, um pouco do enredo: sim, é mais uma história de origem. Sim, é diferente da origem ‘original’ dos quadrinhos. E não faz a menor diferença! Pautado no clássico origem, vilão maRigno, paixão e vingança, o roteiro usa e abusa dos clichês, mas de forma insólita, proposital. A abertura em si já é um crítica escrachada ao estilo (em fase de saturação) ‘super-herói de cinema’. Notadamente, o maior ‘furo’ é ter uma ‘agência’ que cria super seres mutantes para serem mercenários-escravos para um vilão. Sendo que quando o tal vilão vai à caça do Deadpool, não usa os tais escravos, tão pouco faz muito sentido ou é explicado como estes super seres se tornam escravos… No entanto, isso não prejudica o andamento da história e nem é o principal foco do enredo.

Recomendação do Sorg

O desenvolvimento é pautado no humor escrachado, com ação a todo vapor. Claro, há a já famosa ‘quebra’ da quarta parede, com Reynolds a toda hora ‘conversando’ com o espectador. A utilização desta linguagem é usada na medida, uma boa adaptação daquilo que se vê nos quadrinhos do Mercenário Tagarela. Em relação a limitação da idade (16), há uma cena de sexo, mas nada explícito a ponto de corar os mais juvenis. A violência em muitos casos é caricata, entretanto há miolos sendo explodidos, decapitações e até mesmo o próprio personagem-título se amputando, naquela cena que considerei a melhor do filme: a ação apresentada no trailer, onde Deadpool enfrenta os bandidos dentro do carro em uma longa tomada. Por sinal, ali é recontada a origem em flashbacks. E chega de spoilers.

Sobre as atuações, Reynolds está à vontade, livre de pressões e se divertindo. O mesmo vale para os demais atores, com destaque para a bela Morena Baccarin ( o par romântico do herói). Os demais atores estão ok, sem maiores destaques ou deméritos. Por falar em atores, o Colossus, apesar de mal feito, é a melhor versão levada aos cinemas até agora. E ele tem falas! A tal Missíl está ok, nada demais. Falando em Colossus, os demais efeitos são bons, com destaque novamente a tal cena apresentada já nos trailers.

Com uma trilha sonora indo na carona dos Guardiões, ou seja, pincelando alguns clássicos do passado que trabalham para o enredo, além de humor e ação na medida certa, podemos dizer que a Fox acertou uma. Vejamos somente como será o desempenho $$ para se ter uma ideia da continuidade, mas pelo mostrado nas cenas pós-créditos (fiquem até o final), teremos realmente um segundo filme. Ou não. Enfim, diversão garantida que não tem vergonha de ser o que é: um filme zoeira. Em outras palavras, Reynolds se redimiu do Lanterna Verde….

Nota 8,0

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