Matinê dos Enxutos: Hotel Transilvania 2

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    Será que Gendy Tartakovsky acertou desta vez? E o que esta foto tem a ver com o filme? Só clicando aê para descobrir…

    Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes! Em mais uma missão familiar, lá fomos nós para assistir nova animação nos cinemas. Desta vez, eu, Senhora Galadriel, Little Princess e King Jr conferimos a segunda vez de Gendy Tartakovsky (Samurai Jack, Meninas Superpoderosas, Star Wars: Guerras Clônicas e outrem) com o universo de Hotel Transilvania. Confesso que, apesar de fã destes trabalhos do russo, não curti muito o primeiro filme, daí minha resistência inicial em gastar as raras diUmas que ainda persistem em permanecer em minha conta corrente com esta película. Para variar, como sempre tenho a última palavra (sim senhora!), fui ‘convencido’ e por ampla margem na votação familiar (4 a 0… ou vocês acham que eu seria o único a ser contra, ainda mais com os olhares reprovadores da Little Princess e da Senhora Galadriel?).

    Enfim, a sinopse, copiada na cara de pau de algum blog especializado em cinema qualquer. Parece que tudo está melhorando no Hotel Transilvânia… Drácula finalmente relaxou sua rígida política de “somente monstros” e passou a permitir hóspedes humanos. Mas por trás de caixões fechados, Drácula está preocupado porque seu adorável neto, meio-humano e meio-vampiro, Dennis, não demonstra nenhum sinal de que um dia será um vampiro. Então, enquanto Mavis está ocupada visitando seus novos parentes humanos com Johnny – e vivenciando seu próprio choque cultural – o vovô Drac recruta seus amigos Frank, Murray, Wayne e Griffin para ajudá-lo a fazer Dennis passar por uma escolinha de monstros. Mas o que eles nem imaginam é que o rabugento, conservador e muito muito velho pai de Drácula, Vlad, veio fazer uma visita ao hotel. Quando Vlad descobre que seu bisneto não é um sangue-puro, e que humanos agora são bem-vindos ao Hotel Transilvânia, ele fica maluco!

    Comecemos pelos detalhes técnicos. Graças a Eru, só existia sessão em 2D (minha conta agradece), então não tenho como afirmar o funcionamento do 3D. Por sinal, nem preciso dizer que é impossível assistir na dublagem original, o que de fato não é ruim, afinal Alexandre Moreno dá solidez e personalidade improvável ao Drácula. Apesar de ser o único personagem com um sotaque ‘estrangeiro’, emulando realmente ser da Transilvânia, Moreno provavelmente é uma escolha muito melhor do que a original, por mais que tenhamos trocentos fãs de Adam Samdler por aí. Convenhamos, dublar é uma arte para poucos e se Samdler já não é um ator com A maiúsculo, não o vejo com condições de ser melhor. Enfim, ainda temos Mauro Ramos como Frankenstein, Fernanda Baronne como Mavis, Márcio Simões como Quasimodo… muita gente boa que ajuda demais o andamento do filme com suas interpretações.

    Esse Lobisomem é o Sorg, só pode…

    Analisando somente a animação, poucas novidades, passando a impressão do mais do mesmo de sempre atual, ou seja, animação digital, nada no lápis como em priscas eras. Fato este que não é bom ou ruim, apenas a realidade atual dos fatos.

    O enredo em si, como apresentado na sinopse é bem simples, calcado principalmente no sentimentalismo do avô em relação ao neto, passando até mesmo pelo fato de ‘aceitar’ a filha como mulher e não mais a bebê de antigamente. Olha, confesso que ao ver algumas cenas, comecei a me imaginar em um futuro não tão longínquo… e é por aí que Gendy tenta capturar a atenção dos adultos. Sim, as animações hoje não são feitas somente para as crianças, ou você acha que a molecada vai ao cinema sozinha? Claro que precisa ter um atrativo para os pais, caso contrário seria uma luta ficar no cinema quase duas horas. Enfim, voltando ao que interessa, as melhores passagens da película são justamente esta tentativa do Drácula em fazer com que seu neto se revele como vampiro e usando seus ‘amiches’ para isso. Por sinal, a expressão ‘presinha presa’ cai como uma luva a questão.

    O grande problema do filme acontece do quarto final. O que poderia ser o clímax, a chegada do vovô Vlad, faz o ritmo cair e o filme perde um bocado de sua graça. Força-se a criação de um vilão (ou vilã, não ficou claro a relação de Vlad com morcego antropomórfico) e a coisa se encerra de maneira esperada (sem spoilers), mas aquém do que construíra ao longo dos primeiros ¾ do filme.

    Conclusões? A animação te prende por um bom tempo, ‘brincando’ com os conceitos da vida adulta e a relação com seus descendentes. Um pouco melhor que a anterior, sem dúvidas. Por sinal, há a menção ao Batman em alguns momentos, o que deixará os Nolanzetes felizes…. até certo ponto. Pois em determinado momento, em uma das cenas mais bacanas do filme, cai na internet uma das tentativas de Drácula em fazer revelar no menino sua condição vampiresca, eis que aparece de forma rápida uma imagem dele, o Bobo, o Palhaço, o Jóker da melhor série do Batman de todos os tempos.

    Coringa

    Ao fim e ao cabo, a opinião de quem interessa. Senhora Galadriel afirmou ter se divertido mais do que esperava, pois até ela havia dito que dormiria um pouco na sessão, mas conseguiu rir um bocado. King Jr queria assistir de novo (o convenci rapidamente ao dizer que passaria Guardiões da Galáxia na tv) e a Little Princess estava com sono, mas afirmou que assistiu tudinho e se divertiu ‘pra caramba’. Ou seja, valeu o ingresso.

    Nota 7,5

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