mi nacao secreta

Clica aê e veja a Matinê dos Enxutos: Missão Impossível – Nação Secreta antes que se autodestrua em 5, 4, 3….

Salve, salve cambada de Enxutos, Enxutetes e Trutas em geral! Consequência da crise em decorrência de nossa fulgaz e criativa presidanta, fui com minha família ao shopping comemorar o aniversário da minha caçula (afinal, meninas, mesmo com 6 anos, gostam de ir ao shopping). Diante das limitações do ‘mall’ próximo a Mordor e sua área de lazer restrita, ainda sim a pequena quis por que quis assistir um filme. Pior: não havia opções de filmes infantis e, das opções existentes, nos restringimos a duas: Agentes da UNCLE e o bendito Missão Impossível. A Senhora Galadriel em alto e bom som afirmou que não gosta da série MI e decretou que não assistiria a película. Eu estava neutro nesta questão e meu filho nem foi convidado a dar pitacos. No entanto, a pequena estava decidida: ‘QUERO VER A CENA DO AVIÃO’. E a contragosto da Senhora Galadriel e com o meu cansaço latente após mais um dia intenso no trabalho (afinal a seção era das 20:40h), acabamos mesmo assistindo a mais este empreendimento do senhor Thomas Cruise Mapother IV….

Grandes clássicos da humanidade

Comecemos pelo enredo, com poucos spoilers. Ethan Hunt (aka Cruise) descobre que o Sindicato, uma espécie de IMF ‘du mau manu’, é real. No entanto, apesar dos resultados conseguidos pela trupe de espiões, a IMF acaba sendo desmantelada por conta de seus métodos pouco ortodoxos e destrutivos. Hunt passa a clandestinidade quando o chefe da CIA (Alec Baldwin) decide captura-lo, afirmando que o tal Sindicato é uma ilusão criada por Hunt para justificar seus atos. Auxiliado pelo Gavião Arqueiro, Benji (Simon Pegg) e Luther (Ving Rhames), Ethan é envolvido em uma trama com uma misteriosa agente dupla (Rebecca Fergunson) para finalmente destruir o Sindicato e seu líder Solomon Lane (Sean Harris).

As atuações. Cientologia a parte, Cruise se sente a vontade no papel, onde já é tradicional o pouco uso de dublês, só que desta vez o ator realmente atua. Não é um espetáculo digno de Norrin Radd dourado, entretanto é um bom feijão com arroz honesto. Por sinal, a trupe de atores está muito bem e isto faz o filme fluir de forma interessante. Destaque para Rebecca Fergunson que, além de apresentar longas pernas em um vestido amarelo que fez a Senhora Galadriel ficar me olhando de cara feia, convence bem no papel da agente dupla com objetivos dúbios. Simon Pegg é o alívio cômico, o Gavião Arqueiro é o Gavião Arqueiro de sempre (só não tem o arco), Ving Rhames tem poucas cenas, mas com participação marcante… Sean Harris faz um vilão frio e calculista, cumprindo bem o papel de antagonista, entregando o que se esperava. Os capangas mostram dignidade em seus papéis, sem grandes destaques. O saldo é deveras positivo, afinal fica evidente que o grupo está entrosado e atua com gosto pelo que estão fazendo.

Momentos de tensão no cinema…

O enredo em si, mescla cenas de ação, com humor e algum suspense. Não tem as saídas fáceis que ofendem sua inteligência, no entanto não é algo falsamente rebuscado. Digamos que é bem direto, sem muitas firulas. Lembra bastante os bons filmes de ação de antigamente…. por sinal, as cenas de ação são muito boas. Claro que temos as tradicionais perseguições de carros, motos e correria. Entretanto, mesclando efeitos visuais de forma dosada, com bastante cenas reais, a coisa passa uma ‘realidade’ interessante. Digo ‘realidade’ por conta das óbvias liberdades que são inerentes a filmes desta natureza, como, por exemplo, Hunt cair de uma moto em alta velocidade e sair praticamente ileso.

A perseguição de motos é um colírio aos fãs de duas rodas…

Conclusões? Óia, sendo bem honesto com os ilustres leitores, eu não dava nada por este filme, apesar de gostar da série e sua evolução ao longo do tempo. Entretanto, foi uma grata surpresa… um filme divertido, com ação na medida, sem tentar parecer mais do que realmente é, um pipocão com cenas de ação. Não vá esperando o suprassumo da sétima arte. Se quiser um passatempo bacana, sem comprometimentos, o Thomas Mapother IV acertou a mão e realmente é o melhor filme da série. Duvida? Lembra que a Senhora Galadriel disse no início da análise que odiava a franquia MI? Pois é… ao final, ela disse que gostou e que havia valido a pena assistir. Meus moleques? Claro que a pequena dormiu próximo ao final, mas saiu do cinema dizendo que tinha adorado. Já o moleque, bem, este que um dia quis ser um aventureiro, depois o Capitão América, a seguir o Homem Aranha e adivinha? Agora quer ser espião…

Nota 8,0

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