Matinê dos Enxutos: Mulher-Maravilha, por King.

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Para delírio dos DCnautas…

Salve, salve, cambada de Enxutos! Eis que voltamos a digitar as palavras erradas, para tentar analisar de forma correta (ou não) o ‘sentimento’ sobre a película. Simbora?

Irei poupá-los da maioria dos spoilers, mas aquela sinopse, malandramente copiada de algum recanto da internet, vocês merecem ler:

Treinada desde cedo, para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar, certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Comecemos pelas atuações. A Gadot-Maravilha não é uma excelente atriz, longe disso. Ela se esforça ao longo da película em dar credulidade a sua Diana Prince. Na prática, você pouco nota isso, até que chega o momento onde há uma relação mais “duradoura” em tela com outro ator, que, no caso, foi o Capitão Kirk. Chris Pine é razoável e logo se percebe uma diferença no tom da atuação, evidenciando o esforço da israelense e como há muito espaço para evolução. Em linhas gerais não compromete e você consegue levar de boas o filme, considerando ser um do “gênero” heróico e novamente mais um de origem. Os demais não tem o destaque devido, deixando o Ares por fim. O harrypotteriano David Thewlis nem tem culpa, pelo vilão unidimensional que é apresentado. Está ali para cumprir o papel que lhe cabe e, apesar de algumas falas típicas de ‘quadrinhos’ rasos, faz o que pode. Em resumo, sob a ótica das atuações, é um filme ok. Valeu. Deu para o gasto.

O enredo é o mais do mesmo, que anda saturando os mais exigentes. Uma história de origem, calcada na mitologia da Mulher-Maravilha dos quadrinhos, com leves nuances que, a depender da “origem” que você queira, está em linha com o conceito geral que os mais ardorosos tem. Entretanto, diferentemente dos outros filmes “sérios” da DC/Warner, Patty Jenkis dá um tom mais leve à sua história, trazendo um humor muito mais atrelado à Marvel/Disney do que se espera nossa vã filosofia dualista, da rixa Marvel vs DC. Usa os alemães como “vilões” da Primeira Guerra e tem mortes, apesar de ‘limpas’, em um contraste com uma das guerras mais sujas já vistas na história. Obviamente não é um filme de guerra e tão pouco se esperava isso. Na prática é um comentário para enaltecer este aspecto, contra a visão de Capitão América: O Primeiro Vingador, onde as suásticas sumiram e os tiros eram feixes de luz azul…

A grande virtude do filme é apostar em uma heroína de almanaque. Sim, senhoras e senhores, não é o Superman do Reeve, mas bebe na fonte. É uma heroína sem “mas” e “poréns”, sendo até ingênua, se pensarmos no mundo cinza e brutal que vivemos. O fim com seu discurso de “amor vence o mal” contra o temporal pode e deve ser encarado como uma licença poética para agradar os mais jovens e, talvez (por que não?), as mulheres. Sem tons pejorativos ou depreciando o sexo forte, por favor. O interessante sobre o feminismo do filme é que ele… não existe. Não há uma bandeira evidente, salvo a própria protagonista ser o que é. Há algum tom sexual, obviamente, entretanto tratado de forma leve e descontraída. Só pelo fato de tratar a heroína como ela é, sem discursos apaixonados, ganhou este que vos escreve.

E aí, qual o veredito? Perguntam os mais afoitos. Com o perdão do trocadilho, não é esta maravilha toda. Entretanto é um bom filme de origem e este é um dos seus pontos fracos: a saturação. Eu, em especial, só fui, porque a dona King foi com a Princess assistir o filme da Larissa Manoela… aí seria esforço demais para mim e para o pequeno King. Nos dividimos e, mesmo com meu pequeno relutante (sim, até ele não estava muito afim), acabamos assistindo e nos divertindo em suas mais de duas horas. Para, logo em seguida, esquecer do que assistimos, sem muitos poréns. E não é isso um blockbuster?

Nota: 7 de 10.

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