Old Man Sherlock

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes que curtem desvendar os mistérios insondáveis da alma Umana. Eis que, a la Rubinho, nosotros assistimos a película Sr, Sherlock Holmes estrelado pelo Gandalf himself. E aí, vale ou não a pena ficar longe da Marvel/DC por 1h 50min?

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Como habitual, um overview sem grandes spoilers. Em um período indeterminado, mas claramente no pós-II Guerra, Sherlock Holmes, do alto de seus 93 anos, está aposentado e vivendo isolado em lugar qualquer afastado de Londres. Em seu retiro voluntário, Magneto tem o apoio de uma governanta e seu jovem filho, o qual havia perdido o pai quando este lutara pela Real Força Aérea Britânica. Holmes sofre com demência e a dificuldade de lembrar nomes e fatos, mas tenta manter sua mente afiada usando os conhecimentos obtidos ao longo de sua longeva vida. Primeiro usa o geleia real, fato este que o torna um apicultor. Entretanto, como os efeitos não se mostram satisfatórios, vai ao encalço de uma exótica planta no Japão para auxiliar na recuperação de sua memória. A coisa começa tomar forma quando, em vislumbres, Holmes relembra uma história contada pelo Sr. Watson, retratada como sendo a sua última aventura que acabara o aposentando, mas que na prática teria mais um ‘q’ de ficção e não da realidade de fato como ocorrera. Com a ajuda do menino, Gandalf, pela primeira vez, irá contar esta história, desmistificando a aura ‘heróica’ que Watson a havia transformado…

Recomendação do Sorg

Bom, em relação ao enredo, temos que deixar claro o que parece óbvio: por ser tratar de uma produção inglesa (BBC), não espere o estilo ‘tiro-porrada-bomba’ tão em voga nos filmes de róliudi. Tem uma trama que mescla fatos em momentos temporais distintos e, às vezes, não é tão óbvio e escrachado quando quer apresentar um fato (#APRENDESNYDERSEUBUCHA). O ritmo, então, para quem está mal acostumado, sentirá uma diferença palpável por ser bem mais lento. Em relação a história, claramente tenta dar a Holmes uma aura ‘humana’, mostrando que o detetive lógico e infalível na verdade é falho e, por mais que não admita, tem sentimentos. Você que assiste a série da mesma BBC, Sherlock, notará que o personagem não é aquele babaca arrogante e sem sentimentos. Há nuances diferentes nas personalidades e objetivos. É claro que a humanização dada pela idade é bem caracterizada, no entanto é possível perceber que é o mesmo personagem… e ao mesmo tempo outro.

E isto, claro, se dá pelo excelente trabalho de Sr. Ian Mckellen. O filme tem poucos atores, focando no trio mencionado no início (governanta, moleque e Gandalf), mas isso pouco importa. Laura Linney (governanta) e Milo Parker (moleque) cumprem bem o seu papel, entretanto a estrela é mesmo o Mckellen. Em um corte de cena, vemos um Sherlock senil e com dificuldades para andar e na outra lá está ele, 30 anos mais jovem, todo pimpão (apesar da idade). Fora a questão física, o dito cujo te convence mesmo ser o personagem e sua angústia em relação a memória e o desvendar do seu último mistério: o que de verdade aconteceu com Ann Kelmot, a mulher que foi foco da última história escrita pelo Dr. Watson (por sinal, ele não aparece no filme).

Quem matou Odete, digo, Ann Kelmot?

Por outro lado, o filme se perde um pouco em relação aos seus objetivos. Tende, naturalmente, a ir para um lado sentimental que poderia ter sido melhor explorado ao não evidenciar de forma clara os conflitos internos os quais o personagem título passava. Tem uma saída mais fácil, a relação do Holmes com o moleque, no entanto senti falta que, por mais lógico e frio, Gandalf mostrasse mais como a memória falha o atormentava.

Enfim, um filme bacana sustentado por um ator de primeira grandeza. Uma película para os fãs do maior detetive do mundo (#CHUPABÁTEMÃ) e do excelente Ian Mckellen.

Nota 7,0 de 10

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