Descanse em paz, Joan Lee.

Foi confirmada a morte de Joan Lee, esposa do roteirista e histórico editor-chefe da Marvel, Stan Lee. Ela tinha 93 anos, 69 dos quais passou casada com ele.

Joan, Stan e a filha mais velha, Joan Celia (J.C.) Lee. O casal teve outra filha, Jan, que morreu três dias após o parto.

Ex-modelo de chapéus, a britânica Joan Clayton se mudou para os EUA quando se casou com um soldado norte-americano. Lee foi à empresa em que ela trabalhava para conhecer uma outra garota, mas confundiu Joan com a tal menina e a convidou para almoçar. Os dois se casaram no fim de 1947.

Joan era uma mulher muito bonita e serviu de inspiração, visual e de personalidade, para diversas personagens da Marvel ao longo dos anos. John Romita Sr. declarou certa vez que apenas Florence Fabulous Flo Steinberg, secretária do próprio Stan até 1968, teria uma importância igual para o Universo da editora.

Stan Lee e Joan Lee. Há até uma transposição do trio para as hqs: J. J. Jameson seria Stan Lee, Joan seria a esposa homônima do personagem e Flo inspirou Betty Brant, secretária do editor-chefe do Clarim Diário.

Como descrito pelo próprio Lee várias vezes, ele havia decidido largar não apenas a Marvel, mas o mundo dos quadrinhos para investir numa carreira de escritor “sério”. Vendo o esposo desanimado por ter que fazer uma história de um grupo de super-heróis para surfar na onda do sucesso alcançado pelo título da Liga da Justiça, da concorrente National (futura DC Comics), Joan disse a ele que escrevesse não como queriam os seus patrões, mas como ele gostaria que fosse. Afinal, concluiu ela, se ele estava mesmo disposto a sair da indústria de hqs, que diferença faria? Assim, Stan escreveu a primeira edição do Quarteto Fantástico, com super-heróis que estavam longe do padrão “certinho” adotado praticamente desde a criação do conceito. Foi desenhada por Jack Kirby, o futuro e eterno Rei, e publicada em 1961, sendo o marco inicial do Universo Marvel.

Há dores que só podem ser imaginadas por aqueles que ainda não passaram por elas. A perda de uma companheira, principalmente de tantos anos, se enquadra. Força ao velho Stan. E, por todas as horas e horas que me diverti (ou não, mas aí a culpa é do Howard Mackye e do Humberto Ramos, entre outros) lendo o Homem-Aranha, eu lhe reservo uma relevante porcentagem da minha gratidão, Joan Lee.

 

  • Gênio-Aranha

    Choramings…

  • eu cretino

    Parabéns pela matéria JJota

  • Super do BdE

    Tão xojem… ainda uma criança…

  • Frogwalken

    Esteja na Pax Deorum, Senhora Lee.

  • O_Comentarista

    “Lee foi à empresa em que ela trabalhava para conhecer uma outra garota, mas confundiu Joan com a tal menina e a convidou para almoçar.”

    Atirou no q viu e acertou no q não viu. Como são as coisas…

    Q ela vai em paz.

    O título me fez lembra da Mãe dos Leitores, q sumiu.

    • JJota

      A mãe se sentiu desconfortável aqui no Baile…

      Culpa do assédio explícito do Inferno.

      • Pedreira Guilliman

        nah agora esta enchendo o saco la no mdm

        eu que nao piso mais naquela merda SJW

      • Glaydson Melo

        Volta, Mãe!

  • Anubis_Necromancer

    Vá com Deus Joan.
    Sua falta será sentida por todos que te amavam.

    Logo Stan estará contigo.

    • Nem um ano pra isso acontecer.

      • Anubis_Necromancer

        Muitas vezes, quando um amor como o deles acontece.
        O outro parte logo em seguida, pois não suporta a perda da pessoa querida.