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Para acalmar os ânimos dos amigos DCnautas que, justamente, reclamaram sobre as poucas edições resenhadas na última semana e atendendo a milhares de pedidos, clica aê e confira a Resenha Enxuta: Harley Quinn #0

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Pois bem, caros Enxutos, esta foi uma edição que gerou certa polêmica há algum tempo, dado que a DC lançou uma campanha para escolher um desenhista convidado para rabiscar uma das páginas e escolhera uma cena polêmica como roteiro. Para quem não se recorda, a jovem ‘brincava’ com suicídio e isto desencadeou uma série de protestos, fazendo até mesmo a editora emitir notas para esclarecer os fatos. A iBagem em questão:

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Sem mais delongas, aos spoilers. Se bem que, como disse o Enxuto Renan em um comentário em um post destes quaisquer, é um trabalho bem mais difícil que o habitual. Enfim, a história se inicia com a Harley Quinn conversando com um castor/boneco sobre como ela está feliz por ter uma hq mensal. Sim, isso mesmo: no style Deadpool, Quinn sabe que é uma personagem em quadrinhos e está extremamente envaidecida por ter uma mensal só dela.

Recomendação do Sorg

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O lance é que o tal castor é a voz do autor da hq e inicia uma discussão com outro desenhista ‘do lado de cá’ quando a Arlequina começa a especular como e por quem seria desenhada. Rola um estresse entre as duas vozes, uma afirmando que é talentosa o suficiente, enquanto a primeira a provoca. E a partir daí, cada desenhista assume o lápis (são dezessete), colocando a Arlequina em diversas situações, sempre com ela conversando com a ‘voz’ que ora é o próprio artista que ‘rabisca’ a página, ora é com a Amanda Conner ou Jimmy Palmiotti, ambos responsáveis pelo roteiro.

E aí começam as mais variadas ‘viagens’ e vou listá-las por que é difícil descrever, sendo muito melhor ver o resultado do trabalho. Então, imagine um esquete, com quadros isolados, ligados apenas pela conversa da protagonista, tentando descobrir quem seria o melhor a desenhá-la na sua mensal.
Assim, Harley se torna uma cantora de rock assassina nas mãos de Becky Cloonan e uma robô gigante no lápis de Tony Daniel. Stephanie a joga nos braços de caras musculosos em uma lancha, enquanto Simonson a transforma numa espécie de Samurai.

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Jim Lee aproveita e brinca utilizando uma página de uma trabalho anterior, onde o Bátima enfrenta Arlequina, mas mudando a roupa da ‘vilã’ e o final. Por sinal, sempre pautando em conversas com os autores e no bom humor, até mesmo o Batman entrou na roda e participou do ‘papo’.

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Bruce Timm vai ao cartoon e deixa a vilã sem graça no palco, quando esquece o seu texto e acaba nua, apenas com um balão estrategicamente posicionado. Adam Hughes a faz vencer um concurso de beleza contra a Hera Venenosa, sendo que esta é representada por uma planta.

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Baltazar a põe para se juntar aos Tiny Titans e a deixa envocada por não ter sangue quando bate. Tradd simula Thelma e Loise, jogando Quinn e Hera em um carro no precipício. Dave Johnson aproveita o gancho do carro, a faz estar em um possante roubado e a joga novamente em um precipício.

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Jeremy Roberts é o artista ganhador do concurso e fez esta página:

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Fechando, Sam Kieth a coloca em um pesadelo com um Coringa monstruoso, para logo em seguida Darwin Cooke a levar para um roubo conjunto com a Mulher-Gato no casamento de … Amanda Conner!

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Voltamos ao início e em um ritmo frenético, a voz diz sobre a existência de um clássico dentro de uma caixa. Quando Arlequina abre a bendita, entre considerações sobre o bom trabalho da Conner, é uma bomba que logo explode. Ao fim, Harley descobre páginas de uma hq que, na prática, são os quadros seguintes. A jovem elogia o artista e a cena que vira no quadrinho se torna realidade: um advogado mais clichê do que eu diz que alguém no Asilo Arkham faleceu, deixando um prédio para Arlequina. Deixa seu cartão com a moça e vai embora, sem não antes dizer que após assinar os documentos, tudo passará ao nome dela. E assim termina a hq…

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Difícil analisar a arte de forma abrangente, pois esta parece ser diversas hqs em uma só. Vários esquetes ou tirinhas curtas unidas somente pelo fato de que Arlequina conversa, provoca e é provocada pelos autores. O ritmo é frenético e você lê estas páginas muito rápido. As brincadeiras são bacanas e levam ao limite do possível uma forma de juntar vários ‘cacos’ de história.

Enfim, divertido mesmo. Para uma edição solo, sem pretensões, realmente vale uma conferida, ainda mais para poder conferir a visão de diversos artistas sobre a mesma personagem e com alguma liberdade criativa. Se quer algo leve e divertido, esta edição cai como uma luva. E ainda tem chance de ver os traços de gente do naipe do Simonson, Hughes, da própria Conner, Timm….

Nota 9,0

Últimas oportunidades para a escolha das hqs da semana!


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