Palavras da minha namorada no Facebook imediatamente após sairmos do filme: “simplesmente MEGA, MASTER, BLASTER FODA CARALHO ANIMAL!!!”
Mas e aí… o filme é tudo isso mesmo?
Bem crianças, fui assistir o aguardadíssimo filme dos Vingadores. Eu assisti todos os filmes da Marvel nos cinemas, com exceção do Hulk. Assim, já sabia mais ou menos o que esperar, embora ficasse uma ponta de suspense primeiro porque essa iniciativa é uma coisa inédita no cinema, e segundo porque justamente isso poderia por tudo a perder. E quer saber? O filme é incrível.
Em termos de narrativa, continuamos com uma história simples e direta. A Terra vai sofrer uma invasão, os heróis não conseguem se entender de início, tomam na cabeça, se entendem e vencem a ameaça. Embora uma trama mais profunda pudesse ser desejável, temos que lembrar que simplicidade não significa necessariamente falta de inteligência. E a trama cumpre seu papel, que é mostrar os heróis lutando primeiro entre si, depois contra os aliens, de uma forma que não agrida sua inteligência.

Falando em lutas, elas são muito empolgantes, e em abundância. Não apenas isso, elas não são gratuitas, com exceção talvez daquela entre Thor, Homem de Ferro e Capitão (que por sinal, termina de forma muito Marvel). Todos os heróis enfrentam outro herói em algum momento, e todos eles encaram Loki de alguma forma (a Viúva Negra, inclusive, vence o Deus da Trapaça na sua especialidade. É genial.). Aliás, os alienígenas do filme NÃO são os Skrulls. É nítido que usaram o nome Chitauri simplesmente porque é um nome de raça alienígena que a Marvel tinha disponível (o que realmente reforça minha crença de que a Fox levou os direitos sobre os Skrulls quando pegou o Quarteto.). São simplesmente uma raça genérica que serve de saco de pancadas. Enfim, ação é o que não falta, é de boa qualidade, bem dosada e faz com que um filme de mais de duas horas pareça curto.
Os atores estão todos bem. Tom Hiddleston está muito a vontade no papel de Loki, inclusive agindo mais como Deus da Trapaça do que no filme do Thor. Downey Jr. rouba toda cena em que aparece, o que era óbvio. Stark está mais ácido do que nunca, e os melhores diálogos inevitavelmente vão para ele. Chris Evans, por incrível que pareça, até que está bem no filme, embora sua cara de bebê chorão nunca suma por completo. Também parece mais com o Capitão dos quadrinhos, lutando e se movendo de forma mais ágil e acrobática. Chris Hemsworth mostra um Thor mais maduro e sábio, mas que não tem medo de enfiar o martelo no rabo dos outros se julgar necessário. Scarlett Johannson e Jeremy Renner, como Viúva Negra e Gavião Arqueiro, são um casal de Jason Bournes. Não tem poderes, mas são treinamento puro, e realmente mostram a que vieram. Algumas pessoas disseram que Mark Ruffalo parecia perdido no papel. Me pareceu justamente o contrário: ele fez um Banner que, esse sim, estava perdido e inseguro no meio daquela quizumba toda, até resolver que era hora de dar porrada. Eu achei a justificativa para o controle do Hulk bem legal, e o monstro em si estava sensacional, finalmente acertaram o tom com ele (ah, sim, o que ele faz com o Loki é lindo de se ver). Finalmente, Samuel L. Jackson é Samuel L. Jackson como em todos os seus filmes, mas funciona como Fury.

O tom geral do filme é de pura diversão. Não apenas com as lutas que empolgam fanboys e não-fanboys, mas o humor, que achei na medida, bem dosado entre a ação e nunca fora de lugar. O filme tem um ou outro easter egg (como o local onde o cubo cósmico – tesseract de cu é rola – é estudado ser chamado de Projeto Pégasus), e a cena pós-crédito com certeza deixa quem cresceu lendo quadrinhos Marvel salivando pela sequência.
Parabéns a Joss Whedon e ao Marvel Studios. Provaram que toda aquela baboseira sobre filmes de herói só funcionaram se forem sombrios, ou com uniformes paramilitares, são isso, baboseira. Ele simplesmente pegou o que está lá, nos quadrinhos, botou na tela, e funcionou perfeitamente. Claro, houve muito planejamento (viu, Warner? Pla-ne-ja-men-to), e Whedon tem experiência com histórias com muitos personagens (o que é muito claro no filme, pois todos os personagens, mesmo os mais bostas, tem seu momento no filme) e isso fez toda a diferença, mas talento a parte, ele simplesmente fez o que todos nós estamos esperando alguém fazer há décadas.
Façam um favor a si mesmos, assistam Os vingadores. Se possível, façam uma maratona com os outros filmes antes. Vale cada centavo gasto.
Nota 9.0
Leonardo
Um nerd velho, nostálgico e pixelado.



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