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Ou como um conceito babaca acaba virando um problema…

“Se ela está se vestindo assim, está pedindo um elogio”. “Tem pouca roupa, posso tocar”. “O que é bonito é pra ser visto”.

Muitas pessoas já ouviram isso. Mulheres de preferência. E isso é simplesmente um conceito babaca. Não, não vou me estender em fazer um texto longo e didático sobre o machismo, e a tratativa que a sociedade dá as mulheres. É algo simples de sacar, nós (homens) tratamos as mulheres muito errado, seja por querer ou sem querer. Por conceitos sociais ou por considerações pessoais. Mas não vou dissertar sobre isso. Vou falar apenas de um caso ruim e infeliz, o do programa do Pânico na Band, que durante a Comic Con Experience 2015. Ao abordar a cosplayer  Myo Tsubasa no evento, durante a sua “cobertura”, o programa acabou causando grande constrangimento a moça, que relatou o ocorrido em seu Facebook. Nõa vou transcrever tudo que ela disse, deixarei o link da postagem aí embaixo, mas peço que leiam com atenção.

O site Omelete, organizadores do evento, soltaram uma nota de repúdio ao ocorrido, lamentando e salientando que tal comportamento vai de encontro ao espírito da CCXP, e que para bons entendedores, soou como um banimento.

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Recomendação do Sorg

Tenso não? Infelizmente, o programa é reincidente. No evento de 2014 houveram debates sobre a maneira como eles abordaram cosplayers também. Vou antes de mais nada, expressar a minha opinião sobre o assunto: Eu gosto de cosplay. Gosto muito, e entendo que é um segmento que carrega muitos preconceitos e ideias erradas dentro do mundo nerd. Não importa se você é sarada e linda o suficiente para ser a Mulher Maravilha encarnada, ou se você é baixinho e cheinho, e ficaria perfeito de R2D2. Cosplay é uma forma e manifestação de arte. As pessoas gastam tempo, dinheiro, dedicação e esforço físico e mental para isso. Não é apenas uma fantasia. É uma expressão. Independente das questões morais e legais que os realizadores do programa Pânico possam ter infringido, eu considero o ato deles errado e digno de reprovação. Esta é a minha opinião pessoal.

Programas como o Pânico existem em toda parte do mundo. Só procurar no “Vocêtubo” que você encontra em várias nacionalidades, os “gag shows”, especializados em pegadinhas. O problema é que em outros lugares são programas classe D, E. São como uma piada sem graça. Tem gente que ri e gente que não. Mas aqui, gente que faz esse tipo de “humor” acaba virando celebridade ou “formadores de opinião”… e por isso, acham que podem fazer o que bem entendem, mesmo que isso signifique tratar uma garota que estava apenas fazendo aquilo que lhe faz feliz de uma forma escrota. Sim, é piegas da minha parte, mas pensei nesse texto de forma sintética. Nada de temos técnicos ou frases complicadas. É uma questão de bom senso. Basta fazer uma autocrítica e se perguntar? “Se eu fizer isso com fulano(a), eu serei um babaca?”

A regra é simples: Não sejam babacas com os outros.

E vou ali!

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