Durante a tenra e mágica infância, um menino de sete anos de idade chamado Jack descobre um caminho secreto através das árvores que o leva até uma ponte abandonada.

E debaixo dessa ponte, havia um Troll esperando por ele. E é assim que mais uma vez, Neil Gaiman nos transporta para o seu mundo repleto de Magia e criaturas saídas de Sonhos e Pesadelos.

Recomendação do Sorg

Eu li a história “A Ponte do Troll” pela primeira vez no livro Fumaça e Espelhos (Smoke and Mirrors no original), uma coletânea de Contos e Poemas que Neil Gaiman escreveu nas décadas de 80 e 90 e que foi lançada em 1998 nos Estados Unidos e em 2004 no Brasil pela Editora Via Lettera. Sobre esse livro, falarei em outra oportunidade.

Uma das coisas que eu mais admiro em Neil Gaiman, é a maneira como ele pega contos, histórias e personagens clássicos e tradicionais e sem a menor cerimônia, os recria e reconta as suas histórias (e ainda assim, consegue ser manter fiel ao material original e ao mesmo tempo, ser autêntico). É o caso da história A Ponte do Troll.

Em A Ponte do Troll (Troll Bridge no original), o escritor Neil Gaiman se une a desenhista Colleen Doran (que já contribuiu com Gaiman em Sandman) para adaptar o conto publicado no já citado livro. A Graphic Novel foi publicada pela Dark Horse Books em outubro de 2016 e está disponível em formato físico e digital. Até onde eu sei, essa Graphic Novel ainda não foi lançada por aqui.

Falando da história, o solitário menino Jack cresce assombrado pela imagem de um Troll que mora debaixo de uma ponte numa cidadezinha bucólica da Inglaterra.

Ao longo de sua vida, Jack consegue enrolar o Troll por duas vezes, mas no terceiro encontro, ele precisa vencer os seus medos para encarar a criatura de uma vez por todas.

A história é boa, os desenhos são belíssimos e o final é surpreendente. Há algumas diferenças entre as duas versões, mas nada que cause estranhamento ou atrapalhe a diversão.

 

Sobre a arte de Colleen Doran, Gaiman disse que a escolheu para adaptar A Ponte do Troll porque sabe “o quão boa ela é”. O autor acrescentou que a escolhas da artista para a história foi “absolutamente encantadora”, e explicou: “Ela me mostrou um estilo incomum [feito com lápis de cor] que não é como os quadrinhos clássicos. Seus lápis são maravilhosos, desenhos em camadas coloridas. Eles são subversivos, mais como livros de ilustrações de 50 anos atrás”.

Bem, Enxutada… eu recomendo a leitura de todos os contos de Fumaça e Espelhos (há uma história escondida no prefácio) e recomendo com toda a certeza essa adaptação. A história, é uma reinvenção de um dos mais tradicionais contos de fadas e contribui para que esses contos fantásticos não fiquem enclausuradas no tempo e se perpetuem ainda mais por incontáveis gerações e eras.

 

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