A volta do Superman e …. do Clark Kent ?!?

Salve, salve, caros Enxutos e Enxutetes. Como fã do Homem de Aço, não deixaria passar a oportunidade de analisar a volta do Superman Pré-Novos 52. Para o ‘re’-início , veja a resenha da Rebirth #1 aqui.

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Aos spoilers. Tudo se inicia com um cerco policial a uma empresa (Geneticron), onde meliantes armados a tomaram por assalto. De fato, os próprios marginais que tomam o saguão pouco sabem o que estão fazendo, salvo alguns privilegiados líderes da equipe. Quando a energia é cortada pela polícia, os bandidos seguem o plano estabelecido, mas são surpreendidos pelo Aço, digo, Super Lex.

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Com facilidade, o Super Careca prende os bandidos e imediatamente os leva para os puliça. Aproveitando o ensejo midiático, Lex inicia um discurso de legado, mimimi, Superman era O cara, mas agora teremos um de nós, blablabla, por isso usarei o símbolo para inspirar as pessoas, bobobó.

Em outra parte, Superman que vale está de mudança. O pequeno Jon ganha uma lição de moral para usar seus poderes somente quando necessário e não em benefício próprio (o moleque piranha queria ‘facilitar’ a mudança). Enfim, Jon já havia instalado a tv quando aparece Lex e seu discurso ao vivo. Kent assiste e de imediato vai ao seu quarto, faz a barba (OS REVERENDO PIRA!) e decide que é hora de Metropolis ter um Superman de volta. Afinal, ele conhece Lex e sabe que coisa boa daí não virá.

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Corta a cena e o Super que vale surge, para surpresa de todos, incluindo o Careca. Rola uma tensão, pois Super não acredita nas boas intenções de Luthor. A coisa desanda de vez quando Kal-El aceita conversar com Lex, desde que retire os símbolos. Ao tentar tocar em Lex, um mecanismo de proteção é acionado, fazendo com que Super receba um choque elétrico. E aí o pau come solto.

Neste meio tempo, Jimmy Olsen, que a tudo acompanhava, pede ao Perry Black White enviar um repórter para cobrir a confusão. De súbito surge um certo alguém que, para surpresa de todos, parte em disparada para cobrir a luta. Ao chegar lá, um surpreso Jimmy Olsen não crê no que seus olhos veem: Clark Kent em pessoa está de volta!

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Enquanto em casa, Lois e Jon acompanham apreensivos a volta a ativa do Super papis, os puliça descobrem que os bandidos no saguão eram apenas um chamariz, pois o verdadeiro furto acontecera e os meliantes fugiram com uma espécie de aeronave pelo topo do edifício. Levam consigo um grande objeto que em teoria seria inerte, no entanto começa a se mexer.

Superman ainda luta com Lex e é arremessado para longe, no momento em que Kent aparece. Concluindo a edição, a criatura que os meliantes estão levando se solta e é nada menos que o próprio Apocalipse.

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Como habitual, as análises iniciam-se pelos rabiscos. O lápis ficou a cargo de Patrick Zircher, com cores de Tomeu Morey. É um trabalho correto, dentro daquele padrão estabelecido pela indústria norte-americana de quadrinhos. Poucas inovações ou ângulos diferenciados, bons detalhes e proporções. A ação flui de forma satisfatória tendo as cores mais chapadas, como habitualmente se vê. Bom.

O roteiro de Dan Jurgens é direto e, por isso, peca no aprofundamento de algumas questões. Respeitando o nome da HQ, o foco acaba indo para o conflito per se entre Lex e Superman, sendo que o segundo rapidamente decide deixar seu anonimato de lado. Anos e anos se ‘escondendo’ para proteger a família e, de repente, sem uma reflexão de seus atos, Kal El decide voltar a ser o Superman. Ok, temos a Rebirth que ‘ajuda’ a explicar as causas, mas analisando somente a história em si, pouco se remete as motivações anteriores. Para quem não viu a anterior, parece que simplesmente Kal decide e ponto, com pouco espaço para reflexões.

Fora isso, a volta do Clark Kent deixa um certo ar de mistério no ar, entretanto fica novamente a impressão de que um movimento desta natureza deveria gerar mais comoção com os envolvidos. Ok, há a surpresa e foi melhor que a morte ‘seca’ do Superman N52, mas ainda sim está aquém do esperado.

Conclusões? Olha, talvez minha expectativa estivesse alta demais pela volta do Superman pré-52. Fiquei um pouco desapontado. Não chega a ser um lixo ou medíocre. É plenamente legível e não ofende tanto a inteligência alheia. O Lex bancando o bonzão e o Super lidando com sua família podem render boas histórias. Ainda temos alguém ‘misteriozú’ que a tudo vê e parece estar por trás de todos os acontecimentos. Vamos aguardar, vamos torcer…

Nota 6,0 de 10

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