E será que o Sr. Ridley Scott finalmente se redimiu do abominável Prometheus? Sigam-me os bons.

Antes da resposta, senta que o Titio Sorg vai contar uma historinha:  em 1979 um jovem cineasta britânico apavorou o mundo e abriu portas para um novo estilo de filme (Sci-Fi horror) com Alien. Deixando a excelência do filme de lado, um detalhe na história escrita por Dan O´Bannon e Ronald Shusett deixou os fãs com uma gigantesca incógnita na cabeça: quem ou o que era o ser com o peito aberto encontrado na nave alienígena em LV-426?

O set de filmagens de Alien – 1979

Pois bem, 33 anos depois, Scott resolveu responder essa pergunta com Prometheus. Teoricamente, conheceríamos a historia do Space Jockey, o alienígena encontrado em Alien e saberíamos o que houve com ele. Mas não foi bem isso que aconteceu. Por motivos de porque sim, Prometheus não se passa no mesmo planeta onde a Nostromo pousa (o filme de 2012 se passa em LV-223, virando Ursa Maior e a terceira à direita depois de Arcturo) e, em vez de amarrar a história com o clássico filme, essa bomba criou mais mistérios e pontas soltas na mitologia do Xenomorfo.

Esse sorriso… S2

Prometheus foi um desastre e só recentemente Ridley Scott assumiu que a película “tem problemas”. Enfim, como ele não larga o osso, um tempo depois da estreia do filme com a pior equipe científica da história, o cineasta declarou que uma continuação estava sendo elaborada mas que ainda não teria ligação direta com Alien e seria a continuação imediata do filme que, para quem não se lembra, acaba com a Dra Elisabeth Shaw (Noomi Rapace) e a cabeça do robô David (Michael Fassbender) indo ao planeta dos Engenheiros em busca de respostas.

Os cientistas de Prometheus

Paralelo a isso, Neill Blomkamp, diretor do excelente Distrito 9, do bom Chappie e do horroroso Elysium começou a brincar nas internets da vida, soltando imagens do Xenomorfo nas redes sociais com o número 5, dizendo que tava afimzaço de fazer um novo filme da série, coisa e tal. A coisa foi desenrolando, Sigourney Weaver entrou na onda, cabeças começaram a pensar na história, Blomkamp foi empolgando, Weaver disse que o roteiro estava fodão e o Sr. Scott, fazendo a sequência de Prometheus no seu cantinho, ficou enciumado. O filme que até então tinha a alcunha de Prometheus 2 de uma hora pra outra virou Alien: Paradise Lost e, algum tempo depois firmou-se como Alien: Covenant. Não obstante, ele mudou o rumo da prosa, dizendo que o novo filme traria as respostas que Prometheus deixou pendente e, pouco depois, veio a publico dizendo que esse seria o segundo de três filmes que antecederiam a trilogia original.

Na real, eu queria mesmo era mostrar o dedo do meio pro Sr. Scott

Blomkamp colocou as barbas de molho, o projeto aparentemente morreu com Scott mimimizando sobre como o projeto do cineasta sul africano nunca iria para frente e que ele ditaria o rumo da franquia, a bola é minha e só joga quem eu deixar e para quem reclamou e encheu meu saco que o filme anterior não tinha aliens, NESSE VAI TER PRA CARALHO. E VAI TER NEOMORFO TAMBÉM. E O QUE MAIS EU RESOLVER FAZER.

Xenomorfo, Neomorfo, Moemorfo, Dadamorfo… Alien: BdE!
Recomendação do Sorg

E aí finalmente chegamos a Alien: Covenant que estreou em terras golpistas flagradas em áudio no último dia 11 de maio do ano de nosso senhor de 2017. E bora falar sobre. E à partir daqui tem spoiler. TejI avisado.

Pra você que é meio burro…

Covenant é uma gigantesca nave colonizadora que transporta mais de 2 mil colonos em sono suspenso e alguns milhares de embriões. Sua tripulação de 14 pessoas e mais o sintético Walter, uma versão melhorada de David do filme anterior, seguem tranquilos até que obviamente dá merda, eles tem que parar no posto Ipiranga para reparos e nisso captam um sinal vindo de um planeta não identificado. Bom, sabem a missão que nós treinamos a vida toda para cumprir e que só é garantir o futuro da humanidade? Que se foda, vamos atrás do sinal desconhecido no planeta misterioso que, por sinal, nunca foi descoberto antes, mesmo com o espaço tendo sido esquadrinhado em busca de um mundo análogo ao nosso. Quem mapeou o espaço e encontrou um planeta habitável a 7 anos de distância deixou passar um que estava zilhões de anos luz mais próximo. Ok…

I know, Tommy…

Pois bem, calha que esse planeta é o tal planeta dos Engenheiros que David e a Dra Shaw foram procurar no final de Prometheus a 10 anos atrás. Resumo da ópera: David ficou doidão, matou o planeta todo (na cena abaixo mas que no filme é obviamente mais detalhada), e ficou brincando de cientista maluco com a meleca preta do filme passado. E sim, ele matou a Dra Shaw como geral havia especulado, de uma forma bem sádica por sinal.

Voltando à primeira linha da resenha, a resposta é não. Quer dizer, mais ou menos, bem pra menos. Vamos por partes:

Visualmente o filme é absurdamente impressionante assim como efeitos e trilha sonora. Impecáveis como todo filme de Ridley Scott. O que peca aqui de novo é o roteiro, dessa vez escrito por Jack Paglen e Michael Green. Esqueçam as perguntas que ficaram no ar em Prometheus. Quem são os Engenheiros, pra que eles nos criaram, o que David e o alienígena conversaram, porque albino boladão se irritou e tentou matar todos os humanos, etc… Tudo isso continua sem explicação e enlouquecendo os desocupados de plantão. Mas isso não é o principal problema da trama e se eu tiver que pontuar, destaco dois pontos gritantes que destoam de forma negativa na história: quão estúpidos são as decisões tomadas pelos personagens e como tudo parece muito forçado a dar errado para que a desgraça aconteça.

Não se preocupe. Eu vou fuder o próximo filme também

Dito isso, o filme segue meio irregular, fazendo referência o tempo todo à trilogia original, alternando entre momentos interessantes de suspense genuíno e susto gratuito, personagens fazendo coisas estúpidas e irracionais e por aí vai. Tudo isso para colocar o xenomorfo de lado e dar destaque para o novo vilão dessa trilogia: David.

Assassino? Sim. Diva? COM CERTEZA!

Entre mortos e feridos, o filme não é ofensivo como Prometheus e valeu por matar a saudade de ver em cena um dos monstros mais adorados do cinema mas alegria de probe dura pouco e roteiro desgraça mais uma vez a chance de retorno de um dos mais emblemáticos seres do cinema. Talvez seja hora da FOX peitar a teimosia de Ridley Scott que se acha dono da franquia porém segue apresentando filmes que não fazem jus à tudo que Alien fez à historia do de Hollywood a quase 40 anos atrás.

Haja paciência…

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