Enxutos, em 1979 Ridley Scott dirigiu um dos primeiros, se não o mais famoso, filme do gênero Sci Fi Terror. Alien apavorou geral mundo afora e o horripilante xenomorfo angariou uma legião de fãs. Pois bem, ano passado a Editora Aleph colocou nas livrarias Alien de Alan Dean Foster, livro que adapta o roteiro de Dan O’Bannon. Bora conferir qualé?

A tripulação da nave Nostromo é despertada antes do tempo de seu sono criogênico. Misteriosos sinais vindos dos confins do espaço são recebidos pelo computador de bordo, e a equipe é acionada para investigar um planeta desconhecido. Um tripulante é atacado por uma forma de vida estranha, e esse pode ser o início de uma história pior que os mais terríveis pesadelos da humanidade.

Bão, para você que não faz ideia do que se trata (sério?) Alien (que no Brasil obteve o rocambólico subtítulo O Oitavo Passageiro) conta a história da nave mineradora Nostromo e seus sete tripulantes. Voltando para nosso planeta após uma missão comercial costumeira, Mãe, o computador cérebro da nave, detecta um sinal alienígena bipando na pqp do universo. Isso a faz despertar os sete que estavam hibernando o caminho de volta para investigar qualé. Descendo em um planeta desértico, eles encontram uma nave alienígena com estranhas estruturas ovais em seu interior. Ai uma mão from hell gruda na cara de um dos tripulantes, faz coisas sequissuais no pobre coitado que pare um bichinho bolado do peito que cresce e vira essa coisa linda aqui:neca-aliens-series-2-alien-1979-xenomorph-big-chap-action-figure-20005-01

Bão, eu acabei de ler o livro e achei meio nhé, sem nada demais. Aí fui rever o filme e o que aconteceu foi o seguinte:

A primeira hora de Alien de Ridley Scott é ridiculamente mal editada. Cortes abruptos aparentam podar a história sem dó nem piedade, deixando-a meio com cara daquelas cópias em VHS que comiam um pedaço do filme. Mas, de uma hora de reprodução em diante, a coisa muda de figura e o filme torna-se mais fluído. Porém, mesmo com esse pequeno detalhe, o mesmo continua excelente e se sustenta por si só.9788576572664-668x1024

Aí nós voltamos ao livro e já de cara lhes digo: se você tem algo mais interessante na sua lista, vai sem medo de ser feliz. O livro é competente em preencher esses vácuos que a (creio eu) má edição do filme nos mostra. Dean Foster contextualiza e dá volume a essas partes que foram limadas do roteiro e isso ajuda a engrossar a história, especialmente na parte da exploração da nave alienígena. Um detalhe interessante é que o roteiro da adaptação não menciona absolutamente nada sobre o piloto (que no péssimo Prometheus ficamos sabendo que é um “Engenheiro”) da nave, dando a entender que ele foi posto lá apenas para fins visuais, o que é uma pena pois esse detalhe gerou inúmeras teorias.41

Também é melhor explicitado o contexto de Ripley descobrindo que o sinal não era um SOS e sim um alerta de CORRÃO PARA AS COLINAS, da animosidade entre os tripulantes e da cena onde a protagonista descobre o ninho da criatura nas entranhas da Nostromo, cena que foi filmada mas não incluída na edição final do filme.

Recomendação do Sorg

Do resto, o livro agrega muito pouco e, apesar de não ser uma leitura ruim, torna-se obsoleta pois, mais uma vez, o filme é excelente e se sustenta sozinho. Além disso, Dean Foster se estende em detalhes enfadonhos como a discussão sobre a porcentagem do pagamento de Parker e Brett e outros detalhes técnicos que arrastam a leitura.Alien_001-620x350

Conversando com o Super nos zaps da vida, ele disse que há um nicho muito grande na terra do Hot Dog de novelizações de filmes e afins que agradam bastante o público consumidor da Pepsi e que esse tipo de material é bem comum lá. Particularmente não me atraí, desde que esse material agregue ao conteúdo original, coisa que Alien de Dean Foster não faz.

Já a parte da Aleph é digna de nota. Mais uma vez, valeu a pena pegar no pé deles pelas revisões sofríveis de outras edições recebidas. O texto de Alien está redondinho, sem nenhum erro que mereça ser citado. A parte visual do livro é outro destaque: tá absurdamente bonita. De extras, duas entrevistas de 1984, com Sigourney Weaver e Ridley Scott concedidas a Danny Peary para a revista Films and Filming.desenho_editorial_alien_2_

Alien de Alan Dean Foster, 2015, 1º edição, brochura, 14X21cm, 328 páginas, R$44,90

Comentários Facebook (O DISQUS ESTÁ ATR... LOGO ABAIXO)

Comentários Disqus

BDE1