Abundância mutante

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A hq mais votada na semana. O povo reclama, mas quer acompanhar a novela mutante na Resenha Enxuta: All New X-Men #19

capa

Salve, salve caros Enxutos! Pouco a escrever sobre o background do grupo, afinal é o início de um novo arco após os eventos da Batalha do Átomo. Em linhas gerais, é aquilo que você, caro leitor, já deve saber: os Cinco Originais foram trazidos ao presente pelo Fera, com o intuito de tentar criar ‘juízo’ no Scott Summers quarentão, dito (há controvérsias) como um ‘terrorista mutante’. Ao término da saga, descobrimos que os Novíssimos X-Men não podem voltar ao seu tempo (a explicação é que há algo que precisam fazer. Sem este ‘algo’ as leis do espaço x tempo não se aplicam e, com isso, impede-se o retorno). No atual estágio, seguiram a Kitty Pride, abandonando o grupo do Wolverine e se juntando aos Fabulosos X-Men do Destemido Líder Ciclope quarentão (veja aqui a edição anterior)…

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Sem mais churumelas, aos spoilers. A hq se inicia em Miami, onde uma jovem com um capuz percebe estar sendo seguida. A garota começa a correr, mas acaba cercada. Um dos perseguidores inicia um discurso religioso, sobre o Paraíso ser dos Homo Sapiens e que este é o dia do juízo final para ela. Apesar dos apelos da garota alegando não ser uma mutante, os homens engatilham suas armas…. mas eis que os All New X-Men surgem para impedir o assassinato.

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Os homens percebem se tratar do Scott Summers e abrem fogo. Os mutunas, no entanto, são salvos pela Kitty e seu poder de intangibilidade. O pau come solto e os mutunas, liderados pelo Destemido Juvenil, reagem a altura. Entretanto, Magia é atingida no fogo cruzado. Fera vai em auxílio e inicia um papo sobre teologia e como estão errados os extremistas religiosos, tudo em vão, pois acaba também sendo atingindo. E aí, Jean fica fula da vida pelos amigos e…

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Enquanto o pau come solto, a jovem mutante tenta fugir e é encurralada por um dos fanáticos. Ainda dizendo-se não mutante, a jovem é salva no último instante pela Kitty que a reconhece. Entretanto, Laura (a bendita, assim chamada pela Pride) continua a fugir, parecendo não reconhecer a X-Men.

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De volta a luta, Fera e Magia se recuperam e o Bonde dos Novim começa a ter vantagem na batalha. Por sinal, não acreditam na fé cega de seus opositores, ao ponto do Anjo, ao levar um dos inimigos para os céus, tenta apelar ao bom senso traçando um paralelo entre seus poderes mutantes e um Anjo verdadeiro, tentando demover o cidadão sobre seu ponto de vista. Nada feito.

Por fim, com tudo dominado, Scott tenta obter informações de um dos meliantes capturados. Obviamente, sem sucesso, pois o indíviduo é um intolerante religioso típico. Mas aí, Jean entra em ação e ‘vemos’ o que o bendito esconde em sua mente:

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A ação agora é intercalada entre a fuga da Laura e os X-Men. Logo após descobrir os crimes por intolerância praticados pelo grupo, os mutantes são surpreendidos pela chegada da polícia. Inicialmente, Magia iria os teletransportar de imediato, mas o destemido juvenil diz que precisa esclarecer os fatos com os policiais, mostrando que são os caras bons e não fizeram nada de errado. Quando começa a falar, os policiais estão nervosos e apenas ordenam que se rendam. Summers insiste. Um dos meganhas, nervoso, dispara. Mas Illyana os salva transportando-os de volta para a Escola Xavier. Rola um papo sobre não ser o mesmo do ‘tempo’ passado, afinal Summers hoje é considerado um terrorista foragido e extremamente perigoso e, por isso, os Juvenis precisam tomar mais cuidado. Por fim, Jean e os demais se dão conta de que jamais enfrentaram radicais religiosos como estes…

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Fechando a Resenha. Kitty segue em perseguição a Laura. Quando consegue finalmente segurá-la, a jovem é arredia a ponto das duas irem ao chão, fato este que gera piadinha de um transeunte.

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A polícia chega , o clima fica tenso, mesmo com a Kitty tentando afirmar que tem está associada ao Capitão América. Laura foge e Pride parte mais uma vez no seu encalço, a derruba e ambas transpassam o solo, chegando aos esgotos para fugir da polícia. Pride insiste em dizer que está ali para ajuda-la, mas a X-23 ainda não a reconhece, terminando assim a edição…

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As tradicionais analises começam pelos rabiscos e o lápis ficou sob os auspícios de Brandon Peterson. Em linhas gerais, é um traço mais ‘sujo’, com bons detalhes e alguns poucos problemas em feições. No entanto, não gostei das poses, usadas e abusadas ao longo da hq, principalmente a Jean. Outro fato que considero relevante é a maneira de explorar a sexualidade do corpo feminino. Incrível como alguns artistas conseguem fazer isso de maneira natural. Você sabe que a intenção é aquela, mas não fica explícito. Infelizmente, não foi o caso do autor da hq. Não conseguiu encontrar o tom ou ser sutil o suficiente em relação a isso. Enfim, entre mortos e feridos, não foi péssimo, mas precisa melhorar alguns pontos importantes.

Quanto ao enredo, finalmente o Michael Bendis deixou um pouco de lado a ‘novela’ e partiu para uma história com mais ação e temas diferentes, saindo do rame rame temporal. Se abstrair a questão de serem os Originais no momento atual, até que o ponto levantado sobre o radicalismo religioso foi desenvolvido de forma razoável. É um ponto realmente potencialmente polêmico, mas interessante: em um mundo de superpoderosos e com ressurreições a dar com pau, como fica a religião? Tem potencial e espero que Bendis consiga desenvolver isso, mesmo que seja com esta ideia pouco defensável de usar os Originais no tempo presente.

Enfim, valeu a leitura, caso não fique encucado com a premissa básica/temporal. Abstraindo isso, houve ação, algum humor e levantou um tema com bom potencial futuro. Será que agora vai?

Nota 7,0

E a enquete da semana, non se esqueçam!


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