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Um crossover malandro com os Guardiões da Galáxia na Resenha Enxuta: All New X-Men #22

Salve, salve caros Enxutos! Após uma edição com a capa mais safadas do último ano (relembre aqui), os Novíssimos X-Men seguem sua vida agora com mais um membro na equipe, a bendita X-23 (aka clone de saias do Wolverine). Vamos ver o que Bendis apronta nesta Resenha Enxuta: All New X-Men #22.

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Sem mais delongas, aos spoilers. A hq começa nos mostrando onde cada um dos Originais se encontram na Escola Xavier do Ciclope Quarentão Vida Loka, meio que apresentando as características individuais de quatro personagens: Fera (estudando), X-23 & Kitty (treinamento na Sala de Perigo) e Homem de Gelo (brincando na neve). Os outros três restantes acabam desenvolvendo o plot inicial do enredo. Anjo está começanco um lanche na cafeteria, quando senta ao seu lado o Ciclope juvenil. Um papo rápido sobre fome e logo surge a Jean Grey, sentando na mesma bancada, mas no outro lado do Warren, deixando-o entre a ruiva e o caolho. E assim começa a discussão entre os ex… digo, futuros… ah, sei lá, algo na linha de que um dia poderiam ter um relacionamento sério.

Recomendação do Sorg

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Resumindo a longa conversa, o fato é que Jean lê a mente do Summers e rola um estresse. Acontece que Ciclopinho gostaria de conversar mais com a ruiva sobre os acontecimentos recentes e a descoberta que ela teve sobre o futuro, incluindo o relacionamento dos dois. Aparentemente, Scottinho sente-se ‘despretigiado’ pela Grey, justamente por algo que não fizera e nem sabe do que se trata. Por outro lado, a ruiva está deveras confusa com tudo o que viu e tenta lidar da melhor forma possível com isso, saindo desde sua morte/ressurreição/morte até o casamento e ‘traição’ do Summers no futuro (nosso passado… sei lá). Ao cabo da conversa, a ruiva fica fula da vida, bate na mesa e alega estar lidando com tudo isso desde o início quando chegaram a este ‘tempo’. Sai da sala, deixando Summers e seus chifres, além de um estupefato Warren que pouco entendeu da conversa, dado que Jean respondia aos ‘pensamentos’ do Scott.

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No lado de fora, Bobby brinca na neve quando é atacado por naves alienígenas. Tenta se defender, sem sucesso. Os visitantes acabam conseguindo invadir o prédio, mas logo são surpreendidos pelos demais X-Men. O pau come solto.

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No entanto, os mutunas começam a perder a batalha. Kitty alerta aos assustados novatos sobre o fato de existirem alienígenas e que estes são S’hiar, mas ao tentar usar seus poderes para transpassar o equipamento do alien, a Professora é surpreendida ao levar um choque atordoante. Os S’hiar estavam preparados para ela.

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Ao fim, mesmo com Summers e seus liderados defendendo a Escola com todas as suas forças, os aliens conseguem seu intento: capturar a Jean Grey.

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Warren ainda tenta voar para alcançá-los, mas é tarde e os S’hiar estão no espaço quando o Anjo inicia seu voo. Os X-Men ficam desolados e, quando mal se recuperam do choque, aparentemente a nave S’hiar parece voltar. Só que não, desta vez são os Guardiões da Galáxia se apresentando atrasados para tentar salvar a Jean, terminando assim a edição…

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A la Jack, por partes. Os rabiscos ficam a cargo de Stuart Immonen e de longe é o ponto alto da hq. O artista tem boas proporções faciais e fluidez nos movimentos durante a ação, mas destaca-se pela riqueza dos detalhes nos cenários. Com ajuda imprescindível de Marte Gracia nas cores e Von Grawbadger nas tintas, dos títulos do Bendis com os X-Men, este é de longe o melhor trabalho com os rabiscos. Vale até mesmo para folhear a revista, mesmo que não goste da proposta do enredo.

Por escrever sobre ele, o enredo é claro, Bendis faz o que está habituado ao desenvolver um ‘climão’ entre Jean e Scott no início da hq. Neste sentido, esta quinzenal é um prato cheio, dado que o autor busca mesclar a ‘humanização’ dos personagens, mesclando humor e alguma ação, além é claro destes momentos onde os personagens mostram suas angústias e sentimentos mais íntimos.

Por outro lado, é uma história típica do Bendis para seus detradores se ‘divertirem’. Cenas com longos diálogos podem tornar a leitura monótona, ainda mais para quem não compra a ideia dos mutunas. Apesar de intercalado com algumas cenas de humor, a bem da verdade. Esta edição em específico, consegue claramente se dividir em duas. A primeira parte, mais lenta com a DR entre oa ex-futuro (?!) casal. E o segundo momento, com ação desenfreada e o combate sem explicação (ainda) com os S’hiar, apesar de sabermos o porque (Grey será julgada por ter sido a Fênix… ou seria porque será? Bem, não sei, viagens temporais sempre me confundem).

Enfim, melhorou em relação a algumas edições anteriores que tinham ficado bem arrastadas, principalmente no período um pouco antes da Batalha do Átomo (aqui) e durante esta bendita saga. Nada espetacular, mas os fãs dos X-Men que não ligarem para a bendita viagem temporal provavelmente irão curtir. Eu já não consigo mais aceitar a viagem temporal, daí minha ranhetice com o título que tem como claro objetivo promover ainda mais os Guardiões da Galáxia para o vindouro filme.

Nota 7,0

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