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Os Enxutos votaram e elegeram por sufrágio universal a Resenha Enxuta: Amazing X-Men #1, marcando o retorno do Noturno ao mundo dos vivos…
Pois bem, caros Enxutos, pouco a escrever sobre mais este novo título com ‘X’ no título e o Wolverine na sua equipe. Simbora ver o que Jason Aaron e Ed McGuiness aprontaram desta vez.

capa
Aos spoilers, as usual. A hq se inicia com o próprio Noturno fazendo uma breve apresentação, mostrando-se como um Fabuloso X-Man, um herói, aventureiro pirata e homem de fé. Mas um dia, sua história acabou e ele morreu. Um fim que, de alguma forma, mostrou-se o início de algo novo.

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A cena seguinte mostra nosso herói, vestido com uma túnica branca, sentado defronte a uma vista incrível. Sim, Noturno está no paraíso. E não está muito feliz com isso. Em papo com uma mulher que o tenta animar, dizendo que é preciso deixar a vida passada de lado e curtir o momento, Kurt se mostra resignado. Afirma que o paraíso é tudo o que sempre imaginou, mas… parece que falta algo. Algum capítulo ainda não escrito em vida, um sentimento de que há pendências a se resolver. E aí, não mais do que de repente, Kurt sente um cheiro característico e bamf, desaparece…

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… e surgem diversos demos no paraíso. Antes que pudessem ferir a jovem, Noturno faz seu espetáculo habitual, surgindo e desaparecendo em frente aos inimigos, desferindo golpes como nos bons e velhos tempos. Por sinal, os benditos trouxeram espadas e, claro, Kurt se aproveita e as usa em benefício próprio. A alegria dura pouco quando o herói interroga um dos capangas e sente um cheiro característico que não é o dele. E aí surge o: Azazel.
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Sem muito o que pensar, Noturno parte para dentro do seu papai e este apenas ordena aos lacaios para detonar quantas almas possíveis, antes que os Arcanjos percebam a sua presença. O pau come solto entre os dois, com trocas de ‘elogios’ mútuos. Enquanto o vermelho alega que Kurt poderia ter tudo se tornasse o seu braço direito, declinando para se tornar um herói, Wagner alega que já o impedira antes e assim o fará de novo. Azazel ri e diz que pode tentar, mas seu filho esquecera algo: Noturno está morto. Da mesma forma que surgiu, Azazel desaparece, deixando para trás um de seus pequenos Banfs vermelhos.

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Segue o Baile e estamos na Escola Jean Grey. Angélica Jones, aka Flama, adentra o recinto em roupas civis. A jovem está um tanto ansiosa por ser o seu primeiro dia como professor na Escola, principalmente por se deparar logo de cara com um sistema de segurança bem ameaçador. Já nos corredores, a diversidade de alunos chama a sua atenção, assim como os demais professores passarem por ela sem muito lhe dar atenção. Assim, Logan e Ororo discutem sobre uma maratona de filmes de kung fu em que Wolverine pusera os alunos em um fim de semana de provas, fazendo a Tempestade ficar fula da vida. Bobby discutindo sobre um assédio que recebera, Rachel Grey e Anjo mandando, cada um de sua maneira, os alunos de volta as salas… Por fim, somente o Estrela Polar dá alguma atenção a jovem, dizendo que esta é a zona habitual por aquelas bandas.

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Então, após o esvaziamento do corredor, ouve-se um grito. É o Fera. Muito zangado, McCoy meio que ‘convoca’ Flama para caçar algumas criaturas azuis que até então não causavam muitos estragos. Só que desta vez roubaram… a cafeteira de Hank! Quando finalmente descobre a localização da dita cuja, acaba achando outra coisa ainda mais impressionante…. uma espécie de portal que as criaturas vinham construindo. Então, pouco tempo depois, reúnem-se os X-Men do momento para entender o que é a bendita máquina e como fazer para desliga-la.
Fechando a Resenha. Enquanto discutem os líderes discutem a melhor estratégia, rola um clima entre Flama e Homem de Gelo (ela chega a derreter a mão de Bobby ao apertá-la), gerando ciúmes da Warbird.
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Enfim, Hank menospreza o trabalho das criaturas, diz ter tudo dominado e tenta cortar a força do equipamento. Sem sucesso. De fato, atestam que alguém está guiando estas criaturas para construir isso, mas não fazem ideia de quem. O portal se ativa e Bamfs vermelhos saem do portal e atacam os X-Men. Acontece um grande BAMF. Logan e Estrela Polar são transportados para o paraíso, mesmo sem saber de que é lá (Logan acha estranho não ter barulhos nem cheiros, mas não desconfia). A hq termina com um navio pirata (!) os atacando e deixando uma dica de quem estão caçando…
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Como habitual, as análises começam pelo rabisco. Desta vez o lápis está por conta de Ed McGuinness e, sinceramente, gostei do resultado. O seu traço e estilo casou bem com a proposta, ajudado em grande parte pela escolha de cores vívidas por parte de Marte Gracia. Bons detalhes de cena, proporções adequadas e fluidez nos momentos de ação. Não é um fenômeno, mas foi na medida para a história.
Em relação ao enredo, Jason Aaron entrega o que prometeu: uma hq no estilo aventureira, calcada no humor e no fantástico. Sabe aquele clima Sessão da Tarde (isso só para os velhos) lá nos anos 80/90? É bem isso. Achei divertido e algo descompromissado. A abordagem para a volta do Noturno ainda é uma incógnita, apesar de ser logo de cara uma desculpa daquelas mesmo só para dizer alguma coisa…
Enfim, se quiser ler algo com o cérebro desligado, com um traço bacana e divertida, leia que não se arrependerá. Mas não espere nada além disso.
Nota 7,5
E a enquete… ah, vocês já sabem.

Recomendação do Sorg

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