Batman, Flash e o Button de Watchmen.

No Asilo Arkham, os “pacientes” estão assistindo a um jogo. Uma das pacientes começa a balbuciar: “Espere, Espere, Espere. É esse o jogo. Onde vão matá-lo.”. A mulher (que na verdade é Imra Ardeen a.k.a. Satúrnia da Legião dos Super-Heróis) fica alterada e grita: “Parem. Não estão vendo? Nada pode parar. Superman não virá. Nossos amigos vão morrer. A Legião vai morrer. Ninguém vai impedir… ninguém vai nos salvar”. Nesse momento, vemos o Batman diante dos monitores da Batcaverna observando uma imagem que muitos Enxutos e Alan Moore conhecem muito bem:

Essa não!!! Essa não, porra!!!. É ESSA AQUI:

Recomendação do Sorg

Batman está com o Button do Comediante na mão e faz um “truque” com a moeda no maior “estilo Shadow Moon” (quem assistiu ao piloto de “American Gods” ou leu o livro homônimo entenderá). Um dos monitores mostra o mesmo jogo que estava sendo assistido no Arkham e nele, a porrada estanca. Batman desliga os monitores e joga o Button em cima de uma mesa. Ela cai ao lado da Máscara Medusa do Pirata Psíquico e uma estranha energia surge entre ambas. Essa energia gera uma descarga que joga o Batman no chão. Ao olhar para cima, Batman vê o Batman Thomas Wayne (Flashpoint). Ele diz “Bruce?” e Bruce diz “Pai?” enquanto o assiste desaparecer. Batman entra em contato com o Flash e relata alguns dos acontecimentos. Flash está combatendo algum inimigo aleatório qualquer e diz que estará na Batcaverna em um minuto.

(Nesse momento, surge um contador em contagem regressiva de 60 segundo no canto inferior direito da tela). Derepentemente, Batman ouve o som característico da chegada do Flash, se mostra surpreso com a chegada dele e diz: “Você disse um minuto. De todas as pessoas, Flash, você era a última que eu esperava que se adiantasse.”. Ele ouve a seguinte resposta: “Flash? Não. Na verdade, é exatamente o Reverso”.

O Flash Reverso dá um socão na fuça do Morcego que o faz cair sangrando. Ele diz que se chama Eobard Thawne, que esteve morto durante um tempo e devia ter continuado morto por mais tempo, mas um poder chamou por ele e ele ressuscitou. Batman tenta atacar o cara que se desvia com facilidade e pergunta se ele quer lutar mais. Aí, meus caros Enxutos… o Flash Reverso desce a porrada massavéia no Batman sem dó. O cronometro continua a sua contagem regressiva enquanto o cara detona a Morcega que mesmo sangrando e todo fodido, dá uma cuspida de sangue na lata do safado. O cara retoma a porradaria e acaba encontrando a carta que Thomas mandou Flash dar ao Bruce. Ao ler a carta, ele fica com mais raiva ainda e a rasga na frente de Bruce. Isso o deixa muito puto.

Aí, sabe o que acontece? O Batman com preparo acontece e consegue prender o pé do vilão no chão e acerta alguns socos nele. O cara consegue afastar o Batman e se libertar. Batman manda ele sair da caverna dele. O Flash Reverso diz que ele não pode vencê-lo. “Eu sei. Mas não preciso vencer. Só preciso de onze segundos” – responde Batman enquanto limpa o sangue do rosto e se prepara para a briga. O cronometro mostra os onze segundo restantes. A porradaria recomeça e quando o cronometro chega ao zero, Batman diz: “Hmm. Atrasado.”.

O Flash Reverso atinge Batman com um soco e o deixa inconsciente. Depois, pega o Button e pergunta: “Agora. Qual é o seu mistério?”. Surge um clarão e ele desaparece. Alguns segundos depois, um novo clarão surge e o Flash Reverso reaparece se desintegrando (evocando a clássica cena do Flash em Crise nas Infinitas Terras) e balbuciando “Deus… Deus… Eu vi… Deus.”. Entonces, o Flash chega se desculpando pelo atraso e encontra o Batman inconsciente e ao seu lado, o que sobrou do Flash Reverso. E com isso, chegamos ao fim dessa edição. Vámonos às análises?

O roteiro de Tom King é realmente empolgante. A história me prendeu do início ao fim e me despertou aquela ansiedade de ler logo a próxima edição para ver o que vai acontecer. Há vários elementos de várias cronologias da DC e o escritor faz um bom trabalho em estabelecer as conexões entre elas. Obviamente, o cara escreveu para quem saca da cronologia da editora e da história dos personagens envolvidos. Mandou muito bem!!! Nota 9,0.

A arte de Jason Fabok é realmente boa demais. O cara conseguiu imprimir um ritmo quase cinematográfico à história, tornando-a dinâmica e bonita de se ver com o seu traço limpo e sem exageros. As proporções corporais e os cenários foram bem desenhados e as expressões faciais transmitem a contento as emoções dos personagens. Admirável também, foi a homenagem que o artista presta ao que George Pérez fez em Crise Nas Infinitas Terras e à série Watchmen, se utilizando das famosas grades de nove quadros que foram a marca registrada de Dave Gibbons na já citada série. As cores de Brad Anderson estavam perfeitas e se integraram perfeitamente ao traço do desenhista. Nota 9,0 para a equipe de arte.

Bem, Enxutos… taí a Resenha Enxuta de Batman #21: The Button – Parte 1. O que acharam dessa edição? MIMIMIzem aê nos comentários.

Fiz essa resenha por indicação do Ckreed, que me disse que esse arco “The Button” estava muito bom e precisava aparecer aqui no Baile (e não, Ckreed… não farei resenha de The Multiversity pelo bem da pouca sanidade que me resta). Pois bem… eu li essa edição e fiquei realmente impressionado com essa história (que continua em Flash #21 e será resenhada por esse que vos escreve). A DC está fazendo realmente (e finalmente) um bom trabalho nessa revista do Batman e está revirando o lixo do Moore com muuuuuuuuito cuidado.

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