Encontro de Batmans: Bruce e Thomas Wayne ficam cara a cara.

Começamos essa edição com o Batman Thomas Wayne relembrando alguns momentos do seu passado (no Flashpoint), quando o Flash apareceu e disse para ele que a realidade em que ele vivia era uma mentira e que havia um mundo aonde o filho dele poderia estar vivo. Thomas acreditou no Flash e fez tudo para que seu mundo chegasse ao fim, mas de nada adiantou: a guerra continuou e milhares morreram. Agora, Mulher-Maravilha e Aquaman finalmente se uniram e mandaram os seus soldados a Mansão Wayne para acabar com Thomas. Os soldados invadem a Mansão (que está repleta de explosivos). Na Batcaverna, Thomas segura o detonador em suas mãos. Nesse momento, Flash e Batman Bruce Wayne surgem (como vimos em The Flash #21: The Button – Parte 2).

Thomas e Bruce ficam cara a cara. Após um momento de tensão, Thomas acredita que tudo aquilo não é real e vai para cima do Flash. Ele se desvencilha de Thomas e explica que fazia meses desde que o deixou e que a linha temporal havia sido consertada, mas outra pessoa ou coisa fez o Fhashpoint continuar. Flash diz que eles acharam que o responsável por isso fosse Eobard Thawne (o Flash Reverso que morreu em Flash #21) e por isso, seguiram o rastro de energia dele e acabaram chegando ali. Flash diz para eles pararem com a viadagem se aceitarem como pai e filho e depois, analisa as frequências vibracionais e chega à conclusão de que este não é um mundo ou linha do tempo alternativas, portanto, eles estão em casa. “Mas como isso é possível? O Flashpoint nunca foi um mundo alternativo. É uma história alternativa. Que não deveria existir.” – ele diz.

Flash diz que aquela realidade está sendo sustentada por algo ou alguém. Thomas pergunta por que Bruce não o olha. Flash decide reconstruir a Esteira Cósmica e consertar a bagaça toda. Thomas diz para ele ser rápido. Flash diz que só precisa de um minuto e Thomas diz que eles não têm um minuto. Flash pergunta por que não. “Por causa deles.” – diz Thomas no momento em que os soldados do Aquaman e da Mulher-Maravilha chegam gritando: “Prepare-se para morrer, Morcego!”.   Thomas saca sua arma e diz pra eles se afastarem dali, pois vai contê-los enquanto eles consertam a esteira. Bruce derruba a rama do “Pai” com um Batarang e diz que todos vão sair juntos dali. Thomas diz que ele tem que sair. Bruce pergunta se a caverna dele não tem defesas contra visitas indesejadas. Thomas diz que a “Mãe” dele era de fazer planos. “Punhos então” – diz Bruce, enquanto coloca a máscara e fala ao “Pai” sobre a carta que ele escreveu e que tem muitas perguntas.

Thomas diz que também tem perguntas, mas que agora é hora de lutar. Enquanto a porrada come solta, Flash segue remontando a Esteira Cósmica.

Flash finaliza a reconstrução da máquina e os dois Batmans derrotam os soldados. Thomas diz que da última vez que eles estiveram naquelas cavernas, ele era só um garoto, mas pergunta se ele se lembra do que ele lhe disse enquanto estavam sendo içados. Bruce responde: “Mais ou menos. Você estava sussurrando por que não…”. “… Queria assustar os morcegos” – completa Thomas. “Pai.” – diz Bruce. Flash aciona a Esteira e diz que está na hora de se mandarem. Derepentemente, aquela realidade começa a se desfazer. Flash diz que quem quer que estivesse sustentando o Flashpoint, havia acabado de largar. Bruce dia ao Pai que a carta dele foi o melhor presente que ele recebeu e que depois que a leu, sabia que nunca teria a chance de responder, mas se pudesse, tinha algo que ele queria contar a ele acima de tudo: “Você é avô. Eu tenho um filho”. Flash avisa que a Esteira está a toda força sem ele estar nela, portanto, ela vai embora com ou sem eles. Bruce pede para o Pai ir com ele.

Thomas se vira e dá um empurrão no filho e o joga na Esteira Cósmica. A onda de destruição chega a Mansão Wayne. Thomas diz: “Flash, você me prometeu que salvaria o meu filho! Agora cumpra!”. Bruce pede para Barry soltá-lo. Barry pede para o Dr. Wayne ir com eles. Thomas diz: “Você era o meu mundo, filho. Eu mesmo fiz o seu parto. E assim que te vi, sabia que cada escolha que já tinha feito tinha sido certa… ´porque levaram a você. Você é o maior presente que essa vida já me deu. E há mais que eu deveria ter dito naquela carta, então me escute… Não seja o Batman. Encontre felicidade. Por favor. Você não tem que fazer isso. Não faça por mim. Não faça por sua Mãe. Seja o Pai do seu filho que nunca pude ser para você. Deixe o Batman morrer comigo.”. “Podemos salva-lo” – grita Bruce. A Esteira Cósmica desaparece levando os dois. “Já salvaram” – responde Thomas.

Em sua mão, ele segura o detonador, mas o arremessa longe. A realidade começa a se desfazer enquanto Thomas veste sua máscara e se recorda da conversa que teve com o filho enquanto estavam sendo içados:

“Por que está sussurrando?”

“Porque não queremos assustar os Morcegos, Bruce.”

“Desculpa ter caído na caverna, Pai.”

“Às vezes nós caímos, filho… mas se lembre… Waynes nunca ficam no chão…”

“Nós nos levantamos” – diz Thomas Wayne enquanto avança para o vazio. O Batman desaparece em meio a luz branca.

Corta pro Batman e Flash: eles estão Esteira Cósmica avançando pelo fluxo temporal. Bruce diz que tem que haver um jeito de voltar. Barry reponde que não tem nada para voltar, pois o que quer que tenha sido deixado para trás, se foi e eles precisam seguir em frente, pois o tempo está se desfazendo ao redor deles. Enquanto os dois mimimizam sobre o porquê de terem sido levados para aquele lugar só para vê-lo ser destruído bem diante dos seus olhos, Thawne passa por eles correndo. Flash fica surpreso de ver o vilão ainda vivo. Batman diz que ele ainda tem o Botton, portanto, é o Thawne antes de ter morrido. Flash tenta avisar ao vilão que se ele continuar correndo, irá morrer, mas o safado não escuta e só sabe falar das coisas que viu, dos lugares que esteve e que sabe a quem pertence o poder do Botton. A história termina com o Flash Reverso correndo para a morte com o Botton na mão enquanto Batman e Flash tentam alcança-lo. Vámonos as análises?

O argumento ficou a cargo de Joshua Wiiliamson e Tom King e olha… eles mandaram muito bem. A interação de Batman e Flash foi bem trabalhada e trama/drama de Bruce e Thomas Wayne foi muito bem escrita e trouxe uma carga dramática e emocional que colocou a relevância do Botton em segundo plano. Gostei muito dos diálogos e do final mui digno de Thomas Wayne. Nota 9,0.

A arte ficou a cargo de Jason Fabok com cores de Brad Anderson e eles mandaram bem demais!!! O traço de Jason Fabok é bonito, ele varia bem os ângulos das cenas e trabalha muito bem os detalhes do cenário e dos personagens, sem que isso torne o desenho poluído demais ou cansativo. As cores de Brad Anderson estão perfeitas. Nota 9,5 para o trabalho da equipe de arte.

Bem, Enxutada… taí a Resenha Enxuta de Batman #22 – The Button Parte 3. O que acharam dessa edição? MIMIMIzem aê nos comentários e até a Resenha Enxuta de The Flash #22: The Button – Parte 4. Até lá!!!

  • A única coisa que não achei legal foi essa do Bruce aceitar esse “Pai” de outra dimensão… afinal de contas, não é o Pai dele.

    • Dr. Eunuco

      Mas é uma aceitação que já vinha sendo construída a muito tempo. Lembre-se que ele recebeu uma carta de despedida desse “pai” deles lá nos primórdios dos N52.

      E na real, eu sempre tive essa impressão. Desde aquela época, tanto em casts quanto em posts, eu achava que a tal carta que o Barry entregou para ele era o “botão de reset” caso N52 desse merda!

  • JJota

    Cara, a Marvel e a DC tem que aprender a deixar a porra das versões alternativas delas em paz ou, pelo menos, no lugar onde estão. Não se pode criar uma bosta de versão do Batman, do Wolverine, do Homem-Aranha, da Garota-Esquilo… QUE TEM QUE VIR PRO UNIVERSO “NORMAL” INTERAGIR COM O PERSONAGEM ORIGINAL!

    • pabloREM

      Sabe o que eu achava legal? Aquela série Exilados da Marvel. Tinha uma equipe, passavam por várias realidades e pronto, ficavam contidos entre si. Infelizmente no final o decadente Chris Claremont pegou a série e começou a fazer um monte de merda, até largou uma versão feminina do Noturno na realidade 616.

      • Frogwalken

        Eu também achava legal, Morfo era foda e Blink com a Noturna peladonas o tempo todo =D

        • Edalmir Biscaia Das Neto

          Tinha esse gibi na minha escola, era dureza ver aquilo e não ficar em uma situação embaraçosa. A escola depois sumiu com o gibi.

    • Frogwalken

      Concordo, tinha que ser num barato loko próprio como Multiversity.

      Mas aí é que tá, JJuregson, o Rebirth é pra ( aparentemente ) botar a DC nos EXUS e correção de merdas feitas nos Velhos 52, inevitavelmente envolvendo o Multiverso…

      MAS PQP SE ERA PRA ISSO NEM PRECISAVA TER NASCIDO A BOSTA DOS 52 PRA COMEÇAR!!!

  • starscream2

    Depois de cinco anos, voltei a ler uma revista da DC (Universo DC: Renascimento) e gostei do material. Talvez seja saudosismo e nostalgia porque estão trazendo os heróis Pré-Novos 52 de volta, mas estou gostando desse Rebirth. Espero que a série mantenha o nível até o final.

  • O_Comentarista

    Esse Flash Reverso parece herpes: fica sumindo e voltando…