A viúva de Mark Waid…

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes. Não, esta hq não ganhou a enquete da última semana. Não, apesar do Sorg ter achado isso, Mark Waid não morreu… Enfim, vamos verificar o que a dupla Waid e Samnee estão aprontando após a passagem na mensal do Daredevil, aka, Atrevido?

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Sem mais delongas, aos spoilers resumidos das 4 edições. Tudo se inicia com ação ininterrupta e poucas palavras, onde temos a Natasha Romanov fugindo do aeroporta-aviões da Shield logo após roubar alguma informação importante. Perseguições em aero carros, voo sem para quedas e quebra paus depois, a Viúva finalmente consegue escapar com a informação necessária, sem maiores explicações dos comos e porquês.

Nas edições seguintes, são apresentados os fatos aos poucos, um pouco em retrospectiva, mostrando os acontecimentos que antecederam os eventos da primeira edição. Em um enterro de uma agente da SHIELD, Natasha, nas sombras, tenta impedir que Maria Hill seja assassinada. Por sinal, o assistente de Hill mostra ser contrário as ações de Romanov, a culpando, inclusive, pela morte da jovem agente. Por fim, algumas mortes depois, acabamos por descobrir que o alvo não era Hill e sim a própria Viúva que acaba capturada e levada para local desconhecido. Neste lugar, apesar da resistência da ex-KGB e de sua tentativa de fuga, acaba frente a frente com o líder encapuzado do grupo (chamado ‘Weeping Lion’, Leão Chorão em inglês leonórdico). O cidadão em questão possui um farto banco de dados sobre atividades que a ruiva gostaria que não fosse tornado público, em especial aos seus amiches. Dito e posto, está aí o motivo pelo qual ela acaba acatando a chantagem para roubar as informações da SHIELD.

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Recomendação do Sorg

Vida que segue e estamos em Nova Iguaçu Iorque. Fazendo uso de pessoas na multidão, onde cada uma fala uma frase criando um contexto geral, Romanov recebe uma nova missão do Chorão: voltar a Sala Vermelha na mãe Rússia. Neste interim, consegue escapar da perseguição da SHIELD e embarca para a terra do Tio Putin. Lá, ao chegar no local, se defronta com a marginalia que resguardava o bendito lugar. Entrementes, entre um catiripapo e outro, Scarlet relembra sua infância e o que passara nos treinamentos, em especial de uma amiguxa daquela época. Enfim, após mais uns confrontos, consegue descer ao porão (a tal sala vermelha) onde novamente tem memórias do passado, só que agora com a treinadora. Relembra como fora costurada de um ferimento e uma lição de moral recebida naquele recinto, além de uma faca que guardara em um lugar em específico. Aí, ao procurar a bendita faca, eis que é surpreendida por uma menina e é esfaqueada…

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Fechando. A última edição começa com Johansson acordando alguns dias depois, recuperando-se do ferimento. Na verdade fora ajudada por um antigo aliado, Iosef, que ainda permanecia por aquelas bandas, vigiando. Entre novas memórias do passado que mostram uma crescente tensão entre a menina mencionada anteriormente e Scarlett, Iosef relata a ruiva que o trabalho do ‘Red Room’ foi reiniciado em outra localidade, mas agora sem a ideologia de outrora. Com informações da localização e armamentos do tempo do vovô, Scarlett vai ao encontro do novo esconderijo, notadamente bem mais tecnológico do que antes.

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Sem grandes percalços, Romanov invade o recinto e acaba caindo em uma nova sala vermelha. Para sua surpresa, a ‘Diretora’ ainda está viva. E pior: Anya agora é quem está no comando. Entretanto, apesar das aparências, as duas liberam (ui) o material que Scarlett procurava, muito por conta de que ela não seria um desafio real a ser derrotado, haja vista ainda se recuperar do ferimento. Deixam-na sair, com a expectativa de que um dia ainda se enfrentariam, mas desta vez em condições mais ‘justas’.

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A edição termina com Scarlett em um café e o negão afrodescendentão assistente de Maria Hill surgindo ao longe…

Fim

Comecemos, como sempre, pelas artes. O rabisco ficou por conta de Chris Samnee e, só para variar um pouco, brinca com o lápis. Interessante notar que Samnee divide o roteiro com Waid não à tôa: diversas passagens da hq não possuem única palavra. Apenas imagens que transmitem ação e informações na medida certa, sem ficar enfadonho ou causar confusão. O artista, às vezes, abusa das sombras, mas nada que prejudique o resultado final. Muito bom.

Já o roteiro de Mark Waid nos brinda com mistério e ação em doses certas. O mistério mais por conta das motivações do que propriamente um estilo ‘agatha cristie’. Relembrando os bons filmes de 007, a ação ininterrupta inicial dá espaço a momentos de ‘reflexão’, apresentando um bom ritmo. Para quem acompanhou o autor, o Family Business do Aranha apresenta um belo cartão de visitas do que se pode esperar dele com uma personagem efetivamente envolta no contexto de espionagem.

Enfim, sem dúvidas um passatempo de qualidade. Vale mesmo a pena conferir.

Nota 8,0 de 10

E a enquete da semana:

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