Enxutos, nesse mar de séries que temos disponível atualmente, há muita coisa pululando por aí, umas com excelente qualidade, outras pero no mucho. E em qual se encaixa Blindspot?

A lá King, ao spoliers primeiro: o episódio piloto vazado pela NBC à algumas semanas, tendência essa que vem conquistando as emissoras gringas para medir a receptividade do grande público, foca na misteriosa Jane Doe (Jaimie S2 Alexander)  (contrário de John Doe, o nosso famoso João Ninguém), encontrada dentro de uma mala em Times Square. NUP_167897_0144_595_Mini-Logo-TV-white-Gallery

Completamente sem memória, Jane tem o corpo todo coberto de tatuagens e uma delas faz o caso cair no colo do agente do FBI Kurt Weller (Sullivan Stapleton): o nome do agente está tatuado nas costas da desmemoriada. A partir daí, o episódio segue por um ritmo frenético até sua conclusão conforme a equipe destacada para o caso desvenda pistas nas tatuagens no corpo da Lady Sif.

Pois bem, respondendo a pergunta feita, onde Blindspot se encaixa? No seu cu. Gratuidade off, a série criada por Martin Gero tem um potencial para algo deveras interssante. O porém do piloto é mostrar demais logo de cara, já respondendo as perguntas que vão surgindo no decorrer do mesmo, algo que poderia ser desenvolvido aos poucos no andamento da temporada. Exemplo: ao término do episódio, já sabemos que Jane não é uma qualquer e sim uma Black Ops badass modafoca, que ela se voluntariou e estava ciente das consequências do ato que resultou em seu presente estado, que uma de suas tatuagens é relacionada a um aparente dead file que compromete a chefe do caso do FBI, que o responsável pela condição de Jane planeja algo maior e acompanha bem de perto o desenrolar da história além de ser um dos responsáveis por seu treinamento… url

Enfim, o episódio piloto entrega demais e deixa pouco mistério para depois. Particularmente, a temática da série (conspirações, ataques terroristas ao grande demônio ocidental e coisas relacionadas) me apetece e, apesar do piloto ser apenas OK, me convenceu a continuar por mais alguns episódios.

O elenco também fica só no OK. Lady Sif é o carro chefe da série (e meus deus, como essa mulher é linda) e convence. Stapleton é mediano. Suas expressões só variam de bolado para suspeitando de algo mas para tal personagem, não se exige muito. Já no elenco de apoio temos Marianne Jean-Baptiste, do saudoso Without a Trace, como a chefe do FBI com rabo preso Bethany Mayfair e Ashley Johnson, aquela garçonete gatinha que o Capitão América Salva em Vingadores 1, como uma técnica de suporte whatever.

Sullivan Stapleton
Sullivan Stapleton

Entre mortos e feridos é assistível. São 43 minutos que não são perdidos e, pelo sim pelo não, há várias cenas de Lady Sif coberta de tattoos com pouca roupa. Acho que só isso já vai fazer vocês importarem. Daqui algumas semanas eu volto para falar se a série melhourou ou é melhor voltar para a Netflix.

Pra quem quiser, assista aí o trailer.

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