Resenha Enxuta: Caça-Fantasmas.

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Bill Murray was right em não querer regravar ou continuar a franquia original?

Salve, salve, cambada de Enxutos e Enxutetes! Como não tive ânimo de assistir nos cinemas, esperei sem nenhuma pressa a estreia na TV por assinatura para contemplar a nova versão do clássico Caça-Fantasmas. Você, caro leitor, deve lembrar da “polêmica” em torno desta película. A dificuldade em usar a trupe original, por conta de Bill Murray não aceitar reviver o papel,  além, é claro, a babaquice de se criticar o filme, antes de assistir, só porque o quarteto de caçadores de fantasmas agora é formado por mulheres. Vamos às impressões?

Um breve resumo do enredo. Uma brilhante cientista está prestes a conseguir um lugar em Harvard, quando um livro seu, publicado em priscas eras, com uma amiga, vem à tona, colocando sua carreira em risco. O bendito livro versa sobre a existência de fantasmas e é tratado como desdém pela academia. A mulher decide ir atrás da amiga, há muito afastada, para que o retire de um site de vendas online, reduzindo o risco de ser “encontrado” pela bendita faculdade. Finalmente ela vai ao encontro da colega, em uma faculdade de quinta categoria, onde encontra Abigail,  agora associada a uma esquisita e genial mulher, ainda pesquisando sobre fantasmas. As coisas começam a mudar quando diversas aparições surgem na cidade,  dando oportunidade ao trio (que vira quarteto ainda no primeiro quarto do filme) mostrar que sua teoria está correta.

Comecemos as análises. O enredo em si é praticamente impossível de desassociar do original. É praticamente a mesma coisa, com nuances diferentes e com tecnologia mais avançada. Sacam a sensação de Despertar da Força? É bem por aí. Algo do tipo: tem diferenças,  mas no fundo é igual. Mas piorado. Mesmo com a suspensão de realidade, requerida para um filme desta natureza, apesar de conseguir imergir na história, soa algo “industrializado”. Nada parece fluir naturalmente,  mesmo com a história já relativamente conhecida e sem grandes furos. Possui um humor que não te faz rir, como uma grande Sessão da Tarde que não engrena.

O elenco possui nomes conhecidos e isso deveria ajudar. Entretanto,  os personagens são caricaturais e faltam-lhes carisma. O quarteto atua bem dentro do possível, com destaque para Abigail (Melissa McCarthy). Há química nas cenas e um exagero nas críticas por termos 4 mulheres protagonistas, fato este que passa batido na história, sendo algo natural. Talvez o único sexismo tenha sido a “inversão de papéis”, com o “Thor” sendo colocado como o bonitão burro que mal sabe atender o telefone. Por outro lado, acaba sendo transformado em vilão temporariamente no terço final, deixando-o com um papel mais relevante na trama.

Vale destacar que, com exceção de Harold Ramis, por razões óbvias, o trio original remanescente e a Janine fazem pontas no filme, homenageando-os. Por sinal, até o monstrão final do filme de 84 faz sua aparição, assim como o Geleia.

Enfim, um filme não mais do que um ok. Não é um desastre, mas certas coisas merecem ficar como uma boa memória afetiva e só. Veja somente se não houver nada por fazer.

Pois é, Bill Murray was right.

Nota 5 de 10.

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