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Ainda sem um norte das enquetes, vamos ver o que está rolando com Cataclisma Supremo na Resenha Enxuta – Cataclysm – The Ultimates’s Last Stand #3-4

Pois bem, caros Enxutos, pouco escrevi a respeito do Cataclisma Supremo, a saga do momento do Universo Ultimate, onde inicialmente pressupunha-se o seu fim. No entanto, com o andar da carruagem com as solicitações, descobrimos que a linha Ultimate sofrerá mais uma grande reformulação, sendo que o Galactus o grande catalisador deste processo.

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Enfim, um breve resumo do que rolou até o momento, até chegarmos a bendita edição Last Stand #4. Em linhas gerais, como consequência da Age of Ultron e suas viagens temporais, o ‘tecido do espaço-tempo’ foi rompido, permitindo que o Galactus ir para a realidade Ultimate. Chegando lá, fundiu-se ao Gah Lak Tus, tornando-se um ser ainda mais poderoso. Em confronto com o Surfista Prateado, Capitão Mar-Vell e Rick Jones, o segundo acaba morrendo e Jones assume a identidade de Capitão. Em uma tentativa desesperada, tenta impedir o Galactus com seus novos poderes, mas consegue somente separar o Gah Lak do Cabeça de Balde, jogando os ‘worms’ e a si próprio em uma dimensão auto-contida. Desta feita, Galactus parte para a Terra onde os Supremos e os demais heróis tentam impedi-lo de destruir o planeta. Claro que sem sucesso. No entanto, Tony Cachaça reconhece a ‘assinatura energética’ do Roxão, dado que participara da saga onde o Peter Parker 616 acabou ‘pintando’ no Ultiverse (em Homens Aranha). Assim, decide enviar Morales e Reed Richards, supostamente ‘regenerado’ com o Fim do Mundo, para o Universo 616 para que estes descubram como ‘nós’ conseguimos deter o Galactus (reveja aqui as resenhas anteriores).

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Finalmente na edição #3, Miles e Reed se encontram na realidade do 616. Como planejado, ambos vão para o Edifício Baxter e, usando a ‘genética’ do Reed Ultimate, conseguem adentrar o recinto e acessar os sistemas do Quarteto. De fato, Reed descobre a fotos de ‘sua’ família e mais informações sobre Galactus, mas não encontra a forma como sua contraparte 616 conseguira deter o Devorador de Mundos anos antes. Para piorar, Valeria Richards descobre a dupla. Inicialmente, pensou que fosse seu pai, mas logo descobre que realmente não é e ativa um protocolo de segurança, atacando tanto o Aranha Afroneguin, quanto Reed. O ex-herói ordena para o Morales fugir e fica diante de sua ‘filha’. E acontece o melhor momento da edição: Miles para fugir acaba se deparando com o Superior. Os droids do Quarteto então passam a atacar o Oquinho, deixando o caminho livre para Morales fugir.

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Ao cabo da edição, Morales consegue voltar sozinho, gerando apreensão nos demais. Sentimento este logo mostrado sem sentido, pois Reed volta pelo portal, sem muitas explicações de como conseguira escapar de ‘sua’ filha. Entretanto, o ex-vilão se mostra comovido e arrependido de tudo o que fizera, dado que poderia ter tido uma bela família com a Susan.

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A edição #4 se inicia com os X-Men atestando que não há o que fazer em Nova Iorque, sendo necessário fugir para o mais longe possível do Galactus. Neste momento, surgem os Supremos em um helicóptero da SHIELD, onde o Capitão os convoca para auxiliá-los. Mais especificamente a Kitty Pride. Desafio aceito, chegam a aeronave da SHIELD e o plano é explicado tanto pelo Cachaceiro, quanto por Reed. A ideia é usar a tecnologia de Hank Pym para deixa-la Gigante e poder usar seus poderes no maquinário do Galactus. Entretanto, há chances de não funcionar e Kitty morrer no processo.

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Neste interim, Jean Grey usa uma versão do Cerebro de posse da SHIELD e descobre que Galactus tem dúvidas sobre onde está, além de não ter certeza que conseguirá terminar de instalar seu maquinário, pois está faminto e fraco. Apesar dos cuidados, Jean é descoberta e a linha de defesa é acionada. Sem sucesso. Thor é o primeiro a cair.

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Percebendo a derrota iminente, Capitas toma um avião e faz um ataque suicida ao Galactus, com a esperança de ganhar tempo para os demais.

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No entanto, é tarde demais. A nave está deveras danificada. Dentro da nave é Reed gritando o nome de Susan, em frente ao grupo de heróis. A última cena é o Aranha olhando a todos, desolado. A aeronave cai e Galactus volta aos seus afazeres, pois ainda está faminto.

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Comecemos as analyses pelos rabiscos de Mark Bagley. Apesar de uma nítida queda de qualidade em alguns quadros das duas últimas edições, o artista vem surpreendendo pelo nível de detalhes em seus cenários. Nunca tive nada contra ou a favor do seu trabalho, mas estou curtindo esta fase do seu trabalho. Ajuda bastante o tom apocalíptico do enredo e por mim está de bom tamanho.

E o Bendis? Com toda a polêmica sobre terminar ou não a linha Ultimate, até que vem trabalhando de forma satisfatória esta proposta. Deixando um pouco de lado os longos diálogos, focando mais na ação, o enredo até que flui de forma interessante, mesclando ação e ‘emoção’ na medida. Claro que a motivação do Reed foi um tanto piegas e difícil de acreditar que realmente alguém insano teria mudado sua percepção do mundo ‘num estalo’, mesmo considerando que todo o seu plano de dominação mundial fora estimulado para deter o mal que estava por vir (conforme visto na penúltima saga, onde a Susan Storm veio do futuro como Kang para evitar a destruição do planeta pelo Galactus).

Enfim, entre mortos, feridos e mais uma capa safada prometendo algo como a morte do Capitão Evans Ultimate, até que vem cumprindo seu papel e valendo a leitura. Não é um espetáculo, mas distrai, caso não tenha nada melhor para ler.

Nota 7,5

Fiquem ligados: a partir de amanhã voltamos com as enquetes para que vossas senhorias escolham quais hqs deverão ‘sofrer’ resenhas! AGUARDEMMMM (modo Silvio Santos off)

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