Resenha Enxuta: Clean Room #1

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Terror da Vertigo por Gail Simone presta? Só clicando aí na Resenha Enxuta: Clean Room #1…

Salve, salve cambada de Enxutos e Enxutetes! Vocês lembram do preview elaborado pelo nobre bacharel botânico Gruut? Não? Veja aqui entonces. Titio King decidiu embarcar na viagem para ver qual é e trazer procês as minhas impressões.

Clean Room

Resumão com menos spoilers do que você gostaria. Ou não. Enfim, na Europa (em país indeterminado, aparentemente Alemanha/Austria) uma família normal está a caminho da igreja, destacando-se uma menina ruiva que alega que seu ursinho Klaus não gosta do padre por ser chato, feio, bobo e com bafo. Simultaneamente, uma dupla está em uma caminhonete de entrega e o motorista aparenta agir de forma estranha, dirigindo perigosamente. O esperado acontece: a jovem é atropelada propositalmente e o ‘piloto’ pouco se importa, atônito, aparentando estar fora de si. Decide retornar ao local do atropelamento para ver a menina e populares acabam fazendo justiça com as próprias mãos, espancando-o. Um momento depois, estamos no hospital onde a jovem se recupera. Descobrimos, no entanto, que ela não enxerga como antes, não reconhecendo o pai por estar com ‘cobras’ em seu rosto.

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As cenas seguintes são aquelas do preview, com a jovem jornalista Chloe tentando se matar, acordando no hospital e tendo visões do seu noivo que se matara. Tempos depois ela tem alta e vai atrás da Astrid Mueller, escritora de um livro ‘sem pontuação’ que faz as pessoas pirarem o cabeção se lerem até o final. Para tanto, encontra um ex-colega de seu noivo, agora vivendo iNgual a mendigo por conta do tal livro famoso e este a alerta sobre os perigos de tentar achar Mueller, em especial a tal Clean Room do título.

Clean Room #5

Como esperado, Chloe ignora o aviso e vai ao que seria o escritório de Mueller, tentando uma exclusiva para pressionar a escritora e descobrir o que levou o noivo a se matar. É recebida por uma assistente que não é muito compreensiva. Por fim, Chloe acaba tendo a visão de uma criatura ao lado da tal assistente.

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A edição termina com Mueller aparecendo e, ‘surpresa’, aparentemente é a tal menina do início da história.

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As análises. Gostei da arte de Jon Davis-Hunt, com detalhes interessantes e boas expressões faciais. As cenas de mais ‘terror’ ganham um destaque devido, além de cenários e cores que combinam bem com a proposta do enredo.

O enredo de Gail Simone é razoável, para início de conversa. Ainda é pouco para uma avaliação geral e a escritora procurou deixar muitas perguntas soltas, apenas apontando em linhas gerais o necessário para entendimento. Essa estratégia atiça a curiosidade e te prende até o final, ainda que demore um pouco para você compreender o que efetivamente está acontecendo (fato que será melhor analisado com o final da obra ou pelo menos mais algumas edições).

Enfim, surpreendeu. Talvez por não esperar nada ou por ser um título mais ‘adulto’ do que as mensais habituais. E entenda adulto por ter algo mais explícito, sangue, terror e mortes, não tanto por uma complexidade ou tema mais cabuloso. Não é nada espetacular do tipo ‘meu Deus, não irei perder por nada a próxima edição’, mas acabarei lendo por ter prendido minha atenção.

Nota 7,5 / 10

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