Só posso dizer que a DC… acertou! E que aqui tem coragem… e spoilers!

Olá, Enxutos! Talvez uma das maiores esperas cinematográficas do ano, Liga da Justiça tinha tudo para ser uma bomba. Além de já ter nascido no ventre do cinzento Snyderverso, o filme apresentou muitas incertezas e problemas técnicos, que fizeram muitos fãs da Marvel já prepararem o grito de “CHUPA, DC!” para ecoar nas salas de cinema…

E, de maneira surpreendente, isso NÃO ACONTECEU! Liga da Justiça, que fui ver sem nenhum pingo de expectativa ou anseio, se mostrou algo que não esperava em um filme da DC sob a tutela de Zack Snyder: divertido, vibrante e heroico.

Sim, heroico. Como Majjin colocou em sua “resenha”, nos dois primeiros minutos do filme, temos um Superman sendo mais Superman que em todo Man of Steel e Batman Vs Superman! Mas vamos logo ao filme e, de agora em diante, desce o spoiler!

“Caralho, Diana! O sem pinto vai contar o filme todo! “Pau no cu de quem não viu ainda, Bruce!”
Recomendação do Sorg

Descrição do Filme.

O filme mostra os acontecimentos diretos de BvS, mas sem se apegar muito ao filme anterior, talvez até para se distanciar do mesmo pela mudança no tom do estúdio.

O mundo sofre com o luto pela morte do Superman e tudo parece estar indo de mal a pior na humanidade. Batman continua a patrulhar as ruas de Gotham, mas agora tem um novo foco: montar uma equipe de super seres, para defender a Terra após a morte do Superman. Ele passa a caçar monstros que estão aterrorizando as ruas de sua cidade e, que quando presos ou mortos, deixam para trás uma marca na forma de três caixas, muito similares a símbolos encontrados nas anotações de Lex Luthor. Percebendo que isso é o sinal de que a ameaça que ele esperava se aproxima, ele resolve ativar sua equipe, com ajuda de Diana, que voltou a atuar no mundo dos homens como a Mulher-Maravilha.

Bruce Wayne vai até ao norte da Europa para encontra o Aquaman, mas ganha um sonoro não, mesmo falando da ameaça que se aproxima e como ela também envolve Atlântida. Enquanto isso, as amazonas são atacadas pelo Lobo da Estepe (prefiro chamar pelo nome original, Steppenwolf), que consegue pegar a primeira das Caixas Maternas, que estão escondidas na Terra há milênios. Derrotadas, elas decidem acender um antigo sinal de alerta que, mesmo não sendo mais conhecida pelos homens, será por Diana.

“Olha só o tamanho disso, manas!”

Ao ver que “deu merda”, ela vai até Bruce e conta para ele a história de como as Caixas Maternas chegaram a Terra. No passado, Steppenwolf veio ao nosso mundo a mando de Darkseid (que em determinado momento do filme é citado) para conquistá-lo e usar a Unidade, que seria formada por três Caixas Maternas juntas, para transformar a Terra em um mundo similar a Apokolips. No entanto, sua força invasora foi destruída por um combinado das forças dos povos humanos, atlantes, amazonas, vários deuses e de quebra DOIS LANTERNAS VERDES!. A porradaria é franca e o Lobo da Estepe foge, jurando vingança pela sua primeira e vergonhosa derrota. Depois disso, as três caixas foram lacradas e escondidas em lugares secretos. Uma em Temiscera, outra em Atlântida e outra, destinada a humanidade, enterrada em segredo, para não ser usada como arma.

Depois de contar essa história para Bruce, Diana e ele se separam e partem em busca de outros recrutas. Enquanto o Sr. Wayne vai atrás do Flash (aquela cena do trailer), Diana vai atrás do Ciborgue e consegue, até conversar pessoalmente com Victor, que está cada vez mais se aprimorando (ao ponto de ter conseguido hackear o computador da Bat-caverna, só porque Bruce e Alfred conversavam sobre ele), mas este reluta em fazer parte de uma equipe, por se achar um monstro.

Nesse ínterim, Steppenwolf ataca Atlântida e leva a Caixa Materna que estava sob a proteção de Mera (Amber Heard, que peixão!), mesmo com a chegada repentina de Arthur. Eles tem uma conversa bem áspera, pois o Aquaman não é muito fã de Atlântida, por ter sido abandonado por sua mãe, que era a rainha deles. Mera diz que era obrigação da rainha proteger a Caixa e que agora passou a ser sua. Ele diz que irá derrotar Steppenwolf, mas que antes precisa de algo (lógico que foi pegar o tridente de Poseidon!).

Enquanto isso, vários parademônios começam a sequestrar cientistas e funcionários dos Laboratórios Star, pois estes tiveram contato direto com a Caixa Materna. Bruce e Barry chegam a Gotham e se encontram com Diana, quando veem o bat-sinal. Juntos, os três vão falar com o Comissário Gordon (são dois viados, bichas, viados) que relata os desaparecimentos para eles. O Ciborgue entra na conversa, para dizer que seu pai é um dos cientistas e se junta aos outros três para encontrá-los.

Em um túnel subterrâneo, Steppenwolf interroga/assassina os prisioneiros, pois ele quer saber onde está sua Caixa Materna. A Liga chega na hora certa, para salvar o pai do Ciborgue, e começa assim a primeira porradaria do filme. No fim, eles conseguem fugir, graças a chegada repentina do Aquaman, mas conscientes de que o vilão é muito poderoso.

Bruce especula que a única forma de vencer as forças de Steppenwolf é usando as próprias Caixas Maternas contra ele e, ao saberem que a última delas está com o Ciborgue, resolvem realizar um plano desesperador: usar essa caixa com a câmara regenerativa da nave kriptoniana, para trazer o Superman de volta a vida. Apesar da relutância de Diana e de Bruce dizer algumas verdades dolorosas para ela (Você não pode ser o Batman, se não for um cuzão!), o plano é colocado em prática.

Assim o Superman é ressuscitado e… CAI NA PORRADA COM A LIGA!

Sério, ele volta totalmente alterado e parte para cima de todo mundo! A cena vale por dois momentos épicos: ele tentando pegar o Flash em alta velocidade, para espanto de Barry, e quando finalmente encontra o Batman! (Me diz, Bruce… você sangra?)

O JOGO VIROU, NÉ, QUIRIDINHA!

Antes da coisa piorar, o Batman mostra que tem preparo e coloca seu plano B em ação, chamando a Lois Lane para “domar a fera”.

No meio da confusão, Steppenwolf aparece, pega a Caixa Materna e vaza! No maior estilo “perdeu playboy, aqui é RJ!”.

A Liga da Justiça decide não esperar pelo Superman e parte para deter os planos do vilão. Daqui em diante é a previsível situação onde os heróis se unem, lutam, no fim o Superman aparece… e senta a porrada no Steppenwolf. Sério, ele bate tanto no sujeito que dá pena. Ele que passou o filme todo dando sufoco para os heróis, o Superman desvia dos golpes dele sorrindo! SORRINDO! É O SUPERMAN QUE VALE, SENHORAS E SENHORES!

Após a derrota definitiva, o Lobo da Estepe foge igual ao Sorg, quando faz merda no quintal de casa, e o mundo passa a ser um lugar com heróis, que atuam a luz do dia e com uma sensação de esperança renovada, com direito a um início de amizade entre Bruce e Clark e a criação do que parece ser a Liga da Justiça, com o direito a mesa redonda e tudo.

Cenas pós-créditos.

1) Uma cena alegre, clássica e bobinha: a famosa corrida entre o Superman e o Flash, para saber quem é o mais rápido.

2) Lex Luthor foge da cadeia e, com um estilo mais próximo do vilão clássico de Gene Hackman, contrata o Exterminador, dizendo que eles devem criar a sua própria “Liga”…

Considerações finais.

Sabe aquele filme que te prende na cadeira e te diverte? Nos últimos anos, os filmes da DC não me fizeram sentir isso, nem mesmo Mulher-Maravilha, mas esse filme, cara… era a Liga e estava dando certo! A história é simples e direta. Você não fica perdido. As coisas vão acontecendo e você acompanha. O filme tem três grandes arcos: a formação da equipe, o retorno do Superman e a luta final. Tudo sendo conduzido hora pelo Batman, hora pela Mulher-Maravilha.

Ben Affleck está bem mais a vontade com o personagem e se tivesse tido pelo menos um filme solo só com o morcego, seria sem dúvidas a melhor versão do personagem nas telonas, ou pelo menos a mais parecida com os quadrinhos.

Gal Gadot é majestosa e rouba a cena. Ponto certo da DC de fazer dela a líder da equipe no cinema.

Algumas coisas me incomodaram aqui e ali com o Ciborgue e o Flash, mas creio que eles sofram do mal de pouco tempo de tela. Seus personagens tem pesos e importância bem alternantes na história: hora fazem diferença, hora nem fariam falta.

Superman finalmente mostrou ser o Superman. Calmo, temperado, poderoso. Deu pena do Steppenwolf. Kal-El voltou da morte sendo o Super que vale!

As piadinhas não me incomodaram. O tom leve não incomodou. Liga da Justiça aprendeu com os erros de BvS e Esquadrão Suicida. Se esse for o novo caminho da DC nos cinemas, então, que ele seja longo!

Nota: 8,5 de 10.

E vou ali!

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