Resenha Enxuta: Conan – O Bárbaro Volume 01

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Amiguinhos, sabem quando você começa uma leitura de forma despretensiosa e conforme o trem anda (alguém aceita café com pão de queijo, aí?) você descobre que se trata de um livro foda para caraleo e você pensa porque Dadás eu nunca li isso antes?

Pois isso é Conan – O bárbaro de Robert E. Howard publicado em terras taokeys de forma estupidamente competente pelo trio do Pipoca e Nanquim. Então sigam me os bons que esse texto vai ser maior que o discurso em Davos e, a lá King, segue a sinopse oficial retirada de algum recanto da internet e sem o crédito ao autor:

O Pipoca & Nanquim tem o orgulho de apresentar a volta de uma das maiores sagas épicas de toda a história da literatura. Conan, o Bárbaro, é a obra máxima do escritor Robert E. Howard, um dos mais celebrados novelistas de sua geração, criador do gênero Espada & Feitiçaria, e principal inspiração para autores de renome indiscutível, como J. R. R. Tolkien, George Martin e Michael Moorcock. Dividida em três volumes, a saga apresentará na íntegra todas as aventuras de Conan seguindo a ordem em que foram publicadas originalmente na emblemática revista Weird Tales, terá acabamento de luxo com sobrecapa de acetato, ilustrações de artistas como Mark Schultz e Gary Gianni, diversos extras e, pela primeira vez no Brasil, as capas originais de Frank Frazetta.

Pois bem, o livro de 304 páginas é composto por seis contos (a saber: A Fênix Na Espada, A Cidadela Escarlate, A Torre do Elefante, O Colosso Negro, Xuthal Do Crepúsculo e O Poço Macabro) além de excelentes extras e uma introdução escrita por Alexandre Callari, tradutor e um dos donos da editora. Sobre os contos, meu amiguinhos… Que coisa mais maravilinda. Howard transita por temas como horror, sobrenatural, fantasia, mistério, aventura e batalhas como uma facilidade absurda e com um dinamismo na escrita que é praticamente impossível parar a leitura por qualquer razão. Ainda que cada conto tendencie por um tema mais específico, nenhum deles (repito em letras eunuquianas: nenhum) possui qualquer tipo de demérito e todos são extremamente competentes em suas propostas.

Sobre os contos per se, a primeiro momento é de se estranhar que a primeira história já se dê com Conan como rei e não como um jovem aventureiro, amargando em trabalhos burocráticos porém com sangue nos zóio para voltar à vida de aventuras. Provavelmente nos seguintes Howard trace uma linha cronológica e mostre como ele se tornou mandante de um império, right?

Nope! Penso que talvez a intenção do autor era simplesmente escrever. Ainda que sim, o mundo fantástico criado por ele tenha uma ordem cronológica tal qual Tolkien com sua Terra Média e que ele mesmo tenha seguido a risca para se nortear em seus futuros projetos (mais sobre o assunto é muito bem explorado em Os Anais da Era Hiboriana, presente nos extras da publicação) nessa primeira leva de histórias temos Conan como rei, como jovem ladrão, se aventurando como pirata, mercenário e por ai vai. Isso pende a balança pro lado ruim da força? Má nem por um cadáver degolado. Volto a afirmar: não há um conto sequer presente no livro que soe desinteressante por qualquer motivo.

Não obstante, o pé no absurdo fantástico a lá Lovecraft (fruto de sua amizade com o escritor) deixa tudo ainda mais sensacional, tirando o óbvio de quem espera apenas contos de um bárbaro musculoso em aventuras do barulho. Todos as histórias acabam cruzando pelo caminho lovecraftiano deixando a leitura por vezes perturbadora (A Torre do Elefante, meu Odin sem olho. Ponte que me partiu!), outras vezes horripilantes e, se não fosse pelo gigantesco cimério com espada na mão (ui), não seria difícil confundir os autores.

Sobre a publicação, enxutos… Que trabalho FODA. Eu comprei esse livro por pura curiosidade. Com exceção dos filmes que vi e revi quantas vezes eu conseguisse, as HQs de Conan nunca estiveram muito presentes na minha vida infante. Eu sempre via as publicações em banca mas A Espada Selvagem de Conan era cara e sinceramente, em minha tola juventude, quadrinhos preto e branco não me apeteciam (sim, eu era um xovém deslumbrado pelas cores vibrantes dos super heróis). Aí eu tava lá, bundando na internet exatamente como você está agora, olhando as promoções da Amazon (SUA LINDA) e esse livro tava por menos de R$30,00 taokeys. Acabei colocando no carrinho junto com meia dúzia de gibizinhos e quando a caixa chegou em casa, MINHA MÃE DO CÉU (Rômulo Mendonça off. Entendedores entenderão). Que trabalho incrível. O livro é capa dura com uma ilustração foda do foda Frank Frazetta, o foda. A capa é cobertura por uma sobrecapa de acetato com o nome do livro, autor, editora, etc. O papel é de alta gramatura, naquela corzinha amarelada meio creme que não cansa a vista e, além de um marcador de páginas no formato da espada do primeiro filme, vem com um fitilho. Sério, é um trabalho çerius bisnis, coisa fina que deixa qualquer um maluco por livro mais pirado que o Zé do América.

Finalmente, entre mortos e feridos, eu dou 10 Dadás com tanga de couro, sandálias e espada na mão. O trabalho da editora Pipoca e Nanquim é absurdo e o conteúdo simplesmente maravilhoso. Fazia tempo que eu não me empolgava tanto com uma leitura originada por pura curiosidade.

Dadá>>>>>> Schwazzas

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