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E lá vamos nós com mais uma hq eleita pelos Enxutos. Clica aê e confira a Resenha Enxuta – Damian: Sonf of Batman #1 por sua conta e risco…

Pois bem, caros Enxutos, para quem não sabe, ou não se importa, Damian, aka Robin, morreu pelas mãos de Grant Morrison há alguns meses e, se não fosse o bendito UOL engolido nossos postEs, você poderia saber mais detalhes. Enfim, o fato é que Andy Kubert já tinha este projeto em mãos, mas a DC esperou, esperou, esperou, esperou tanto que o jovem morreu e agora lança a minissérie em 4 edições como um grande ‘o que aconteceria se’ Damian não tivesse morrido. Enfim, mas será que foi somente um ‘descuido’ editorial ou teríamos algo a mais neste enredo todo? Acho que, ao fim da leitura desta resenha, você possa tirar suas próprias conclusões…

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Recomendação do Sorg

Chega de churumelas, e vamonos aos spoilers. A hq começa alguns anos no futuro, em uma noite chuvosa no cais de Gotham. Batman e Robin encontram diversos corpos de pessoas desaparecidas e, pelo relato, são moradores de rua ou solitários. Desta forma, poucos sentiram sua falta e o porque de tantos desaparecimentos não terem sido notados. Uma peculiaridade, entretanto, chama a atenção da dupla dinâmica: peixes. Sim, os corpos estão misturados as peixes também mortos, gerando um futum que o pobre Damian mal resiste, mesmo alegando estar mais do que habituado a presenciar mortes.

A trama ganha ‘corpo’ quando o Bátema descobre um peixe com as fuças do Coringa. Como esperado, não é um peixe comum, mas uma armadilha. O bendito na verdade é um explosivo que acaba sendo detonado quando Bruce o investiga. A explosão é forte e sua onda de choque acaba atingindo Damian que cai desacordado. Algum tempo depois recobra a consciência e percebe que Batman não está por perto. Procura desesperadamente pelo pai entre os corpos e peixes, mas é tarde demais. Batman morreu.

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Semanas após o enterro (cena rápida com 4 quadros), Damian parte para a sede da Liga das Sombras, a procura da mãe (Thalia) e do avô (Ra’s Al Ghul). A ideia é pedir auxílio para a Liga e vingar a morte do pai. No entanto, após uma lição de moral por parte de Thalia, falando sobre a pureza genética de Bruce e como Damian fora criado para ser o líder e assassino perfeito, descambando no final por optar por ser parceiro do Batman, Ra’s e sua mãe negam apoio. O avô vai além. Afirma que Damian deve assumir o lugar do Batman e honrar seu histórico. O jovem ri e diz que jamais será assim como o pai e que fará justiça sem ajuda dos seus parentes.

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A partir daí, Damian assume uma posição pró-ativa. Em Gotham, a maioria dos vilões ‘assume’ a autoria do crime e Robin os caça com brutalidade, mesmo sabendo que nenhum deles fala a verdade. Estranhamente, o Coringa permanece em silêncio e sumido.

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Fechando. Damian vai a uma igreja confessar seus pecados a um padre. Claro que o homem da religião menciona a questão da ética e como o Batman trabalhava. Damian segue alinha de que é necessário mata-los para evitar que voltem as ruas, coisas que Bruce não fazia, prendendo-os para vê-los soltos pouco tempo depois para cometer mais crimes. Ao fim do confessionário, o padre, após a saída do Damian quando este grita que o clérigo não o conhece, senta com as mãos sobre a fronte e, desanimado, diz que o conhece…

De volta a Mansão Wayne, rola um papo-cabeça com Alfred sobre responsabilidade e o que o pai faria, mas Damian ignora e diz que seguirá matando os bandidos. Por fim, quando vai a batcaverna e se prepara para sair em missão, eis que surge… o próprio Bruce Wayne!

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Comecemos as análises pela arte de Andy Kubert. Fraco. Muito fraco. Poses exageradas, proporções ruins, problemas na anatomia… para dizer que apenas escrevi mal, a escolha de cores foi bacana e os cenários/cenas mais abertas estão realmente muito bons. Entretanto, o resto chama a atenção tão negativamente que anula as partes boas.

Na mesma linha dos rabiscos, o roteiro do próprio artista também peca em muitos sentidos. A ideia básica de um ‘aconteceria se’ é uma premissa razoável, assim como a reação do Damian é mais do que esperada, ainda mais pelo fato de que o rapaz se sentiu culpado por não ter reagido mais rápido ao ouvir uma ‘frequência sônica’ oriunda do artefato, momentos antes da explosão. E aí mesmo começam os pontos fracos. Logo de cara, Damian fica cabreiro em saber o porquê Batman não ouvira o mesmo e evitara a explosão. Apesar da morte dada como certa na revista, já nos parecia ser um plano armado pelo próprio Bruce, perdendo um pouco a ‘magia’ da história.

O pior nem foi isso. Os discursos e clichês, principalmente com a passagem da Liga das Sombras incomodaram muito. O momento que deveria passar a emoção pela perda foi rápido, não criando identificação com a cena. Ao final, a sensação que tive foi de uma história fria que teria um potencial bacana a ser desenvolvido. Uma pena. Realmente fui otimista com escrevi sobre o preview desta hq. Não vale a perda de seu tempo.

Nota 4,0

E a enquete da semana. Escolham 4 títulos Marvel/DC, sem necessidade  de selecionar o Superior Spider-Man, nosso hours concours. Caso não esteja listada a hq que queira uma resenha, basta preencher o campo adequado e sejE feliz…


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