Sim, é a resenha de um jogo de 2012. Problem?

Chuchus que ainda jogam o jogo da cobrinha no celular, enquanto um console de nova geração e / ou um pc parrudo que suporte um jogo nas configurações mais altas se encontram longe de minha realidade econômica, eu continuo matando minha vontade video gamística com meu bom e velho PS3. E ontem eu finalmente cheguei ao fim de um jogo que comprei no lançamento mas acabou ficando encostado.url

Pois bem, Disnohored de passa na fantástica Dunwall, uma mezzo Londres vitoriana steampunk. Você personifica Corvo Attano, o guarda costas da imperatriz que é acusado de assassiná-la. O jogo começa de fato 6 meses após a morte da mesma. Você se encontra preso e condenado a morte até que é ajudado por um grupo de conspiradores que pretende honrar a imperatriz morta e coroar sua filha como nova regente de Dunwall. Para tanto, Corvo conta com algumas traquitanas e poderes, presente do ser místico chamado Outsider.

Emily e Corvo no melhor Dadá, é assim que se faz um cosplay
Emily e Corvo no melhor Dadá, é assim que se faz um cosplay

Bão chuchus, Dishonored foge da regra de FPS de guerra e segue mais o estilo de jogos como Bioshock, onde a mistura de armamento e magias te possibilitam dezenas de combos / estilo de jogo. A mecânica do mesmo fluí bem depois que você se acostuma com os comandos mas o começo te deixa perdido com a quantidade de coisas que Corvo pode fazer, principalmente na somatória magia e arma.windblast-960x526-1119799706

A jogabilidade é linear: você sai de A para cumprir um objetivo em B mas, entre esses dois pontos, existe uma gama enorme de possibilidades que alteram seu modo de jogo e, consequentemente, o andamento da história. Exemplo: durante o cumprimento de uma missão (que geralmente é o assassinato de alguém que roubou o poder de Dunwall) você recebe submissões que podem ser executadas ou simplesmente ignoradas, ao custo do final X ou Y da narrativa. Há também formas variadas de cumprir o objetivo: matar o chefão e poupar a vida do capacho, matar os dois, prender os dois em vez de matá-los, matá-los de forma sutil ou de peito aberto, invadir a fortaleza sem ser visto ou no tiro, porrada e bomba ou, o quase impossível Ghost, que é passar pela fase inteira sem ser visto por ninguém.Dishonored-Screen-2

Além disso, o jogo possui o rating Chaos, que mede o nível de violência das atitudes de Corvo. Dependendo do nível, você altera a forma como seus companheiros te tratam assim as missões e o final do jogo. Isso faz o fator replay de Dishonored ser altíssimo porque, em vez de você repetir somente a missão X, vale muito a pena ir até o fim da narrativa e depois voltar desde o começo, refazendo o mesmo de forma diferente.

Recomendação do Sorg

Eu tentei manter o rating Chaos baixo mas há um plot twist na história que me fez mudar o modo de agir e subi-lo para médio. A virada na narrativa é tamanha que sua forma de encarar os inimigos muda completamente. Isso, obviamente, se Dishonored te conquistar como fez comigo.

Revenge!!
Revenge!!

Mas nem tudo são flores no mundo de Dunwall e Dishonored peca em muitos fatores. A começar pelo mundo per se. Dunwall tem uma história muito rica que é apresentada ao jogador por livros, relatos, contos, letras de música e poemas espalhados pelas fases. Porém, tudo isso nos é passado por através de textos enormes e muitas vezes maçantes. Sério, depois do terceiro ou quarto livro encontrando, eu simplesmente parei de ler e só os arquivava no meu registro. É simplesmente um saco parar para ler aquilo tudo. E tem coisa para caralho.

Outra coisa que incomoda ao fim da história é a figura do Outsider. Esse cara é um ser místico / mitológico que algumas pessoas tratam como lenda, outros rezam como se fosse um deus, construindo santuários nos mais diversos locais. Pois bem, o Outsider aparece para Corvo, algumas vezes julgando seus atos, dando dicas, sermões, sendo misterioso Mestre dos Magos style além de conceder os poderes que o protagonista usa o jogo inteiro. Mas, ao fim da história, nada sobre ele é explicado: de onde veio, o que come, como se reproduz, para que serve, porque deu os poderes ao Corvo, porque tinha tanto interesse no bem estar de Emily Kaldwin… Talvez tenha algo mais sobre ele nos inúmeros textos que eu não li mas, quando o jogo acaba, chega a ser frustrante a não conclusão desse ponto.

Outsider
Outsider

E, já que estamos falando em final, eu realmente não entendo como uma produtora se dispõe a fazer um bom jogo e não pensa em fazer um bom final. Sabe aqueles jogos maneiros do Super Nintendo ou do Mega Drive onde, quando você chegava no fim da história, sobe os créditos e só. Bão, Dishonored é quase isso (Borderlands, também estou falando com você). Qual o problema dos produtores em entender que o final de um jogo é a catarse do jogador. São dias dedicados àquilo e queremos mais do que um finalzinho bunda, DAMMIT!

Entretanto, para esse que vós fala, isso não desabona Dishonored não chega a 10 mas leva um 9 facil.corvo

Graficamente, o visual sujo e pobre de Dunwall impressiona, assim como os cenários indoor e as indumentárias dos personagens que condizem muito bem com estilo Steampunk do jogo. Os personagens de perto que são um tanto quanto grosseiros e alguns detalhes deixam a desejar mas, de modo geral, funciona a contento. A movimentação de Corvo fluí muito bem, possibilitando a realização dos combos no jogo. Já a parte sonora é um show. A trilha composta por Daniel Licht é belíssima e casa muito bem com cada momento da narrativa e o trabalho de vozes é livre de falhas.195174-970x600-1

Resumindo? Excelente jogo. Vale a pena encarnar Corvo Attano e executar a vingança em Dunwall. E que venha o 2.

Comentários Facebook (O DISQUS ESTÁ ATR... LOGO ABAIXO)

Comentários Disqus

BDE1