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Apesar de não ter sido eleita para a semana, este vosso escriba não poderia deixar passar a estreia de Tom Taylor (Injustice: God Amond Us) nesta que cinha sendo uma das poucas e boas edições pós-reboot. Clica aê e confira a Resenha Enxuta: Earth 2 #17

capa

Pois então, caros Enxutos, realmente gostava do trabalho de James Robinson a frente deste título, assim como creio que é quase uma unanimidade que o australiano Tom Taylor conseguiu tirar leite de pedra da Injustice. Assim, não poderia deixar de conferir esta edição em específico. Graças ao UOL (obrigado seus porcarias!), não temos como indicar as resenhas anteriores, mas um resumão da última edição ajuda bastante entender onde estamos: Steppenwolf, um dos generais de Darkside, acabar ficando na Terra após a invasão frustrada de seu líder. Assim, o vilão ficara alguns anos ‘esquecido’, até que decide ser o momento de voltar a ativa e tomar um país fictício qualquer. O Exército Mundial (a ONU da Terra 2) decide intervir e inicia uma guerra contra o tal país. As ‘maravilhas’ (Lanterna, Flash, Átomo e Destino), em baixa popularidade, decidem ajudar o Exército e partem para um ataque antes das forças aliadas. Para sua surpresa, deparam-se com três ‘maravilhas’ ao lado de Steppenwolf e acabam sendo derrotadas. O pior: Brutaal, como o nome diz, o mais violento e poderoso deles se rebela contra Steppenwolf quando este, após ambos detonarem o Lanterna Alan Scott, faz um pronunciamento a uma repórter ainda no campo de batalha alegando agora estar lutando por si e não mais por Darkside. Brutaal mata o vilão em frente aos milhões que os assistem e revela sua identidade. Brutaal na verdade é o Superman, supostamente morto junto com o restante da tríade quando impediram a primeira invasão de Darkside…

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Após uma longa introdução, aos spoilers. A história se inicia com uma narração em off, relatando os fatos mencionados anteriormente de forma breve. A surpresa pelo Superman estar vivo e agora lutar por Darkside. Como sua força e poder conseguiu derrotar as ‘maravilhas’ com facilidade, a ponto de praticamente consumir um país inteiro em chamas. A resistência está dispersa e muito morreram.

Recomendação do Sorg

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Deixamos as imagens do que aconteceu, um homem revela ser a voz por trás da narração. Este cidadão diz que gostaria que ele fosse o porta-voz destas notícias, antes que a ouvinte soubesse por outrem. Um cientista interrompe o papo e alega que precisariam de mais alguns anos para testar, mas o homem diz que tem apenas alguns minutos. O homem é o General Lane. E Lane está relatando os fatos para sua filha, Lois Lane, mas não para um Lois de carne e osso e sim uma robô… O General lamenta não ter mais tempo para conversar, pois Superman os encontrara.

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Em outro na base do Exército Mundial, o comandante Amire KhAAAAAAn ordena mais uma retirada e logo é questionado pelo Flash, pois acabaram de chegar e supostamente não há outro lugar para ir. Mister Terrific menciona que no seu mundo (o ‘nosso’, ele é ‘daqui’ e acabou indo para lá), somente Kriptonita seria capaz de detê-lo, mas mesmo que houvesse ali, seria arriscado demais ficar próximo e esperar que desse resultado. Terry Sloan, calmamente, afirma que há algo naquela base que desperta interesse do Super, mas não sabe (ou finge não saber) o que. Neste interim, um hesitante Destino diz saber que a magia é capaz de detê-lo.

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De volta ao General Lane, uma oficial interrompe o momento pai e filha alegando que a base fora invadida, mas não pelo Superman e sim por dentro. O General lembra que há uma câmara de estase nos subterrâneos e que, se necessário, a militar precisa desligar o suporte de vida. Quando questionado sobre nem todos na câmara serem monstros, o General apenas diz que é um sacrifício necessário para um bem maior. A cena seguinte mostra o subterrâneo e alguns guardas. Há um clima de tensão quando uma bomba de gás explode. Tiros são disparados, mas por de trás da cortina de fumaça, ELE surge…

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De volta as ‘maravilhas’. Khalid, aka Destino, continua relutante e não tem certeza de que se é capaz de deter o Superman. Após KhAAAAAn dizer que Kal-El aparenta ‘curtir’ a destruição, afinal poderia invadir aquele lugar a qualquer momento que quisesse, Destino veste a máscara e parte o encalço do Super. Mal surge nos céus, Kent já o esperava, o agarra pelo gogó (evitando que falasse) e diz que ouvira tudo, aguardando-o. Joga Destino no chão e o pisa violentamente, enquanto grita ‘no more magic’. Destino é salvo no último minuto pelo Flash.

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Flash leva Destino para fora da base, onde o Exército Mundial começa a se retirar. Khalid começa a falar frases soltas, como profecias, logo após Garrick retirar seu elmo quebrado pelo Super. Algo assim: ‘desmorona. Rainha. Verde. Esperança ressuscitada. A criança’ e por aí vai… Enfim, Garrick decide voltar para ajudar a evacuar o prédio, sendo que, para tanto, ele será uma distração para o Superman, enquanto o Exército evacua o prédio.

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Com o desmoronamento promovido pelo Super ao atingir Destino, o teto caiu sobre Lois e seu pai. O General é ferido mortalmente e faz uma última confissão a Lois: sabia quem Clark era e jamais revelou o segredo, mesmo quando ela morrera. Alega que ela pode ser a última esperança da Terra e pede desculpas por tudo que fizera. O General, então, morre.

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Fechando a Resenha. De volta aos subterrâneos, Batman abre caminho. A Major Sato é a última a ficar de pé e, com um detonador em mãos, ordena que o Morcego volte, caso contrário matará inclusive os inocentes presos ali. Batman alega estar ao lado dos heróis e explica que o Exército Mundial está praticamente extinto com o surgimento do Superman e que estes loucos e vilões podem ser a última esperança da Terra, fechando assim a edição…

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Como habitual, as análises começam pelos rabiscos. Nicola (lápis) e Trevor (cores) Scott são os responsáveis pelos títulos até agora e realmente fazem um trabalho muito bom. Vale ressaltar a mudança de tom na narrativa acabou encontrando eco também nos desenhos que, até então, não eram tão explícitos em matéria de sangue e que tais. Neste sentido, a jogada de cores foi uma boa sacada, sempre puxando para o vermelho em tons escuros. Um bom trabalho no fim das contas, mantendo o nível anterior visto.

Agora, salta aos olhos a mudança no enredo com a chegada de Tom Taylor. Para quem estava acostumado com diálogos mais extensos e densos do Robinson, passando por alguns momentos realmente com pouca ação, esta realmente marca o que podemos chamar de ponto de virada. Não que Taylor tenha diálogos ruins, mas, além do estilo diferente, fica um gosto de decepção ao perceber que teremos de volta a velha ‘briga’ entre Superman e Batman, mesmo que em versões alternativas. Tomara que esteja enganado, mas a capa da edição é um prenúncio do que é de se esperar. Pena, pois gostava de ver/ler as histórias das ‘maravilhas’ e, sinceramente, ando um pouco cansado de ver um mais do mesmo entre esta dupla (lembrando que ainda teremos o filme e isto pode se aprofundar ainda mais nos títulos da DC).

Enfim, não chegou a ser uma edição ruim. Gostei como Garrick foi retratado como um herói a moda antiga, pondo a vida em risco, e a maneira como todos, sem exceção, ficaram com medo do Superman (uma sacada bem executada e, naquela situação, factível). Eu é que estou sem paciência para ver outra versão perversa do Superman, como se somente dessa forma que o personagem pudesse funcionar. Ou realmente posso estar errado e é assim que a nova geração o vê e admira. Pois é, e está aí o Oquinho Aranha que não me deixa mentir sozinho…

Nota 6,0
E a enquete da semana. Non se esqueçam que são vocês quem escolhem o que devemos ler/publicar:

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